NAvegue pelos canais

Segurança operacional e inovação tecnológica estão entre as principais tendências transformadoras da Indústria Mineral
Por Agência Minera Brasil

Segurança operacional e inovação tecnológica estão entre as principais tendências transformadoras da Indústria Mineral

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 31 de agosto de 2026

Relevância do fator humano diante das inovações tecnológicas se manteve preponderante no debate realizado por executivos da Geosol/Geopar, Samarco, U&M e Metso na Exposibram

Foto: Ibram / Divulgação.

Por: Pedro Henrique Silva

Reter talentos e diminuir a exposição de riscos aos trabalhadores e comunidades são fatores primordiais para o desenvolvimento de todas as etapas da cadeia produtiva da indústria mineral, que tem se reinventado e produzido cada vez mais conhecimento operacional com foco em sustentabilidade. “A tecnologia por si só não é capaz de gerar resultado. A transformação tecnológica vai depender de pessoas. Esse é um setor que a gente precisa ter e reter talentos. O fator humano ainda vai ser muito relevante aqui”, ressaltou Bruno Pimentel, gerente de inovação e desenvolvimento da Samarco.

Os especialistas afirmaram que a segurança sempre foi um pré-requisito fundamental para a mineração, pois contribui para a gestão de riscos críticos e consequentemente na redução de riscos às pessoas, além de aumentar a previsibilidade na operação. Dalmo Pereira, vice-presidente da Geosol/Geopar, empresa líder em sondagem no Brasil, apontou três pilares que precisam ser trabalhados para melhoria de performance e evolução da mineração. São eles: gente, processos e equipamentos. “A gente tem um mantra que o nosso princípio é o respeito à vida, a gente pratica a segurança aderindo aos nossos equipamentos todo tipo de tecnologia. A gente não consegue evoluir se não chegarmos com uma cara de segurança, dando condição da pessoa trabalhar de uma maneira mais segura e confortável”, afirmou. “Nós desenvolvemos a primeira sonda de pesquisa mineral 100% elétrica em parceria com a WEG e a Finep. Temos uma sonda geotécnica 100% autônoma em áreas que não devem ter pessoas trabalhando. A inovação tem que ter um cunho, um feito e resultado. A gente busca operação segura com tecnologia, aproveitando o que temos hoje”, disse Pereira. “O que a gente vende é a confiança, um serviço que começa no mapeamento básico e passa pela sondagem. O cliente quer criar valor em cima de dados confiáveis. A gente trabalha com dados confiáveis na nuvem para cobrir essa cadeia. Saímos ainda da sonda mecânica para a sonda hidráulica. Na época, todo mundo falava que éramos loucos”, pontuou. Já Luis Mascarenhas, diretor de contas globais da Metso, afirmou que a indústria mineral precisa avançar mais sobre a questão dos rejeitos. “A gente testa pouco sobre o que fazer com os rejeitos”, ponderou Mascarenhas. “As tecnologias têm a possibilidade de sensores, câmeras, scanners. Trata-se do monitoramento como uma possibilidade de gerar valor para ganho de produtividade. Nos últimos cinco anos, o nosso centro de controle passou por umas quatro reformulações. A gente começou de forma pequena e hoje a gente está com um centro quatro vezes maior”, detalhou o diretor da Metso.

Durante o painel, as mineradoras foram apontadas por manter certa timidez diante das inúmeras possibilidades tecnológicas disponíveis. “O ser humano em geral tem um pouco de receio da mudança. Contudo, de maneira muito planejada e consciente, temos que perder o medo e termos mais coragem porque a inovação nasce disso. Temos ótimos pesquisadores, universidades e a indústria precisa pegar a tecnologia para ultrapassar o âmbito da universidade e aplicá-la”, disse Mauricio Casara, diretor comercial e de novas tecnologias da U&M. “Tudo que evolui tem que evoluir de maneira segura. Tornar uma operação segura, manter a produtividade e o custo são fundamentais. Nosso negócio demanda muito apoio do cliente, do fabricante, interação com as pessoas e funcionários. Nada existe sem colaboração”, argumentou o diretor da U&M.

Os impactos da nova reforma tributária são temidos pelos executivos e foram pauta do debate entre eles. “Como nós vamos superar e entender [os efeitos da reforma tributária] para que não sejamos atingidos e percamos a representatividade no mercado?”, questionou Pereira. “Temos que falar sobre esse assunto, pois ele nos afeta de uma certa forma. A gente vai competir com outros mercados sedimentados. A alíquota vai ser bem maior”, frisou o vice-presidente da Geosol/Geopar.

A OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Agência Minera Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe