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Governo destaca minerais críticos como eixo da soberania econômica 
Representante do MME também ressaltou a importância de fortalecer a agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor mineral. ADIMB / Divulgação

Governo destaca minerais críticos como eixo da soberania econômica 

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 18 de maio de 2026

Na abertura do Simexmin em Ouro Preto, diretor do Ministério de Minas e Energia defende avanço da pesquisa geológica, inovação e formação de mão de obra para consolidar o Brasil como nas cadeias globais de minerais transição energética.

A abertura do evento em Ouro Preto foi marcada por uma defesa enfática do reposicionamento estratégico da mineração no cenário global, diante da aceleração da transição energética e das transformações tecnológicas em curso.

Essa avaliação foi defendida por José Luis Ubaldino de Lima, diretor de Geologia e Produção Mineral da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME).

Segundo o diretor, o mundo atravessa uma profunda mudança econômica, tecnológica e energética, impulsionada pela transição para uma economia de baixo carbono, pela expansão da mobilidade elétrica, digitalização da economia, inteligência artificial e pela robotização. Esse conjunto de transformações vem ampliando rapidamente a demanda global por minerais críticos e estratégicos.

Ele destacou que, além dos minerais tradicionalmente consolidados na pauta mineral brasileira – como minério de ferro, ouro, bauxita, rochas ornamentais e água mineral – ganham protagonismo matérias-primas como cobre, lítio, terras raras, níquel, grafita e manganês, essenciais para cadeias produtivas ligadas à energia, tecnologia, defesa e inovação.

Esses minerais deixaram de ser apenas commodities e passaram a ser ativos estratégicos para a competitividade industrial, a segurança econômica e a soberania das nações”, afirmou o diretor.

Oportunidade estratégica para o Brasil

Na avaliação de José Luis Ubaldino as principais economias do mundo já estruturam políticas para garantir acesso seguro a esses recursos e reduzir dependências externas. Nesse contexto, o Brasil reúne condições excepcionais – diversidade geológica, abundância mineral e capacidade técnica – para assumir papel de protagonismo global.

No entanto, ele alertou que potencial geológico não se converte automaticamente em desenvolvimento. Para isso, defendeu a ampliação do conhecimento do subsolo brasileiro, o fortalecimento dos levantamentos geológicos e o estímulo à pesquisa mineral.

A atividade mineral, lembrou, é de alto risco e intensiva em capital, exigindo previsibilidade regulatória e mecanismos modernos de financiamento capazes de sustentar investimentos de longo prazo.

Inovação, tecnologia e agregação de valor

O diretor também ressaltou a importância de fortalecer a agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no setor mineral. Segundo ele, o futuro da mineração será definido não apenas pela disponibilidade de recursos, mas pela capacidade de dominar tecnologia, processamento, inteligência geológica e sustentabilidade.

Nesse sentido, defendeu a necessidade de avanço na agregação de valor dentro do país e na consolidação de uma cadeia mineral mais tecnológica e integrada às novas demandas industriais globais.

Sustentabilidade como condição de competitividade

Outro ponto central da fala foi a defesa de uma mineração responsável do ponto de vista ambiental e social. Segundo o diretor do MME, não há mineração do futuro sem segurança operacional, transparência e compromisso com as comunidades onde os projetos estão inseridos.

Ele afirmou ainda que a sustentabilidade não deve ser vista apenas como obrigação regulatória, mas como condição essencial para competitividade internacional, atração de investimentos e legitimidade social da atividade mineral.

Formação de profissionais como desafio estrutural

Ubaldino destacou ainda  a necessidade de investimento contínuo na formação e capacitação de profissionais do setor mineral. Geólogos, engenheiros, técnicos e especialistas em inovação, automação e sustentabilidade serão, segundo ele, cada vez mais estratégicos para o futuro da mineração brasileira.

O futuro da mineração não será definido apenas pelos recursos naturais, mas pela capacidade de transformar conhecimento em valor”, concluiu.

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