BRE avança com produção de concentrado de terras raras na Bahia
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 8 de setembro de 2026
Unidade em Camaçari produziu primeiro concentrado de terras raras e recebeu R$ 6,4 milhões para avançar à segunda etapa da planta-piloto
Terras raras. Foto. Wikimedia Commons.
A Brazilian Rare Earths (BRE) produziu o primeiro concentrado de terras raras em sua planta-piloto de Camaçari, na Bahia. O resultado ocorreu após o comissionamento da primeira etapa da unidade, voltada ao beneficiamento do minério, e marca o avanço dos trabalhos do estudo de pré-viabilidade (PFS) do projeto.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (8). A empresa também garantiu R$ 6,4 milhões em cofinanciamento da SENAI CIMATEC e parceiros para a segunda etapa da planta, dedicada ao processamento hidrometalúrgico. O valor corresponde a cerca de 59% dos custos de capital e operação previstos para a fase, cuja entrada em operação está planejada para o segundo trimestre de 2027.
Testes avançam
A primeira etapa já produziu o primeiro concentrado de minerais de terras raras e permitirá à companhia realizar testes em maior escala para definir parâmetros de processamento, recuperação e concentração. Os resultados serão incorporados ao PFS e utilizados no desenvolvimento da futura unidade de processamento em Camaçari.
“A produção do primeiro concentrado de minerais de terras raras na planta-piloto nos dá uma plataforma para testar opções de processamento em maior escala e gerar os dados necessários para as decisões de engenharia”, afirmou Bernardo da Veiga, CEO e diretor-executivo da BRE.
Segunda etapa terá processamento hidrometalúrgico
A segunda fase acrescentará etapas de extração e separação hidrometalúrgica ao circuito. A previsão é produzir óxido de NdPr, concentrado de terras raras pesadas e yellowcake de urânio.
Equipamentos para a nova etapa devem chegar à unidade no quarto trimestre de 2026, com comissionamento previsto para o segundo trimestre de 2027. A BRE também pretende avaliar a recuperação de urânio, escândio, nióbio, titânio e tântalo como possíveis subprodutos do projeto.
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