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BNDES destaca R$ 68 bilhões em linhas de apoio para cadeia de minerais críticos
Foto: IBRAM / Divulgação.

BNDES destaca R$ 68 bilhões em linhas de apoio para cadeia de minerais críticos

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 10 de junho de 2026

Banco aponta setor como estratégico para a política industrial brasileira e defende agregação de valor no país diante da crescente demanda global por minerais para transição energética e tecnologias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) colocou à disposição da cadeia de minerais críticos um conjunto de instrumentos de financiamento que chega a R$ 68 bilhões, incluindo linhas voltadas à inovação, transição energética, industrialização e competitividade. Os mecanismos foram apresentados nesta terça-feira (9) pelo diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco, José Luis Gordon, durante painel do Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos do Ibram.

Segundo o executivo, os recursos incluem cerca de R$ 20 bilhões da linha Mais Inovação, R$ 27 bilhões do Fundo Clima e R$ 21 bilhões do programa Brasil Soberano, além de outras linhas voltadas à aquisição de máquinas, equipamentos e modernização industrial.

“O BNDES tem um conjunto de instrumentos para apoiar quem quer investir e agregar valor aqui no Brasil”, afirmou Gordon.

O diretor também destacou que o banco negocia mecanismos para ampliar o acesso ao crédito de empresas de mineração em estágio inicial, incluindo a criação de um fundo garantidor e a adoção de estruturas de project finance para reduzir a necessidade de garantias tradicionais.

Fundo com a Vale pode chegar a R$ 3 bilhões

Durante o painel sobre instrumentos econômicos para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos, Gordon afirmou que o fundo estruturado entre BNDES e Vale deve iniciar suas operações em breve e poderá alcançar até R$ 3 bilhões em investimentos.

A iniciativa terá foco principalmente em pesquisa mineral e no apoio a empresas de menor porte voltadas à exploração de minerais estratégicos.

“O fundo BNDES-Vale tem como meta iniciar com R$ 1 bilhão, mas possui potencial para chegar a R$ 3 bilhões para investir em junior companies”, disse.

Segundo ele, o banco também avalia investimentos diretos por meio da BNDESPar em empresas consideradas estratégicas para o desenvolvimento da cadeia mineral brasileira.

Governo quer atrair industrialização para o país

Ao defender a política industrial do governo federal, Gordon afirmou que o Brasil tem despertado interesse crescente de países que buscam diversificar o fornecimento global de minerais críticos, hoje concentrado em poucos mercados.

De acordo com ele, o governo pretende aproveitar esse movimento para atrair investimentos industriais e ampliar o processamento mineral dentro do território nacional.

“O Brasil é a bola da vez. A grande maioria dos países tem dito que não quer mais ficar dependente de um único país para os minerais críticos e precisa de parceria com o Brasil”, afirmou.

O diretor ressaltou, porém, que a estratégia brasileira não passa apenas pela ampliação das exportações de minério.

“Nós não queremos ser apenas exportadores de minerais. Nós queremos que esses parceiros venham agregar valor aqui no Brasil”, disse.

Minerais críticos ganham espaço na disputa global

Na avaliação do executivo, a crescente importância dos minerais críticos está diretamente ligada à corrida internacional por tecnologias associadas à transição energética, inteligência artificial e digitalização da economia.

Segundo Gordon, governos de diversas economias desenvolvidas têm ampliado programas de incentivo industrial para fortalecer cadeias consideradas estratégicas.

“Boa parte da disputa que está sendo colocada no mundo está relacionada a quem vai dominar a tecnologia, a indústria e os minerais críticos”, afirmou.

Para ele, a continuidade dos instrumentos de apoio será fundamental para estimular investimentos privados no setor e consolidar o Brasil como fornecedor relevante de minerais estratégicos e de produtos com maior valor agregado.

“O setor empresarial precisa lutar para que isso não acabe. O governo está colocando instrumentos para atrair o setor produtivo a investir”, concluiu.

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