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Confiança e diálogo são os verdadeiros ativos da relação com as comunidades
Foto: Warley Pereira

Confiança e diálogo são os verdadeiros ativos da relação com as comunidades

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 18 de junho de 2026

Fórum de líderes promovido pela Revista Brasil Mineral discutiu se os princípios ESG estão promovendo mudanças reais no setor de mineração

Afinal, os princípios ESG estão de fato transformando a relação entre mineração e comunidades ou se tornaram apenas mais um discurso corporativo? A provocação marcou os debates do Fórum de Líderes da 11ª edição do Mineração &X Comunidades, principal encontro dedicado ao relacionamento entre a indústria mineral e os territórios onde ela atua.

Ao discutir o tema “O ESG resolve o X da questão?”, executivos de empresas como Anglo Gold Ashanti, Aura Minerals, PLS Brasil, Galvani e Vale defenderam que a agenda socioambiental vai além de indicadores e relatórios e depende, sobretudo, da construção de confiança e do fortalecimento das relações humanas.

Para Wilson Brumer sustentabilidade não pode ser reduzida aos aspectos ambientais. Segundo ele, a gestão de pessoas continua sendo o elemento central da agenda ESG.

“A história fica muito nos números, mas, antes de mais nada, sustentabilidade é gente. É comunidade, é tecnologia e também é lucro. Se a empresa não der lucro, ela também não é sustentável”, afirmou.

Na mesma linha, Othon de Villefort Maia, da Anglo Gold Ashanti, disse que o componente social do ESG deixou de ser uma tendência para se tornar uma questão de sobrevivência para as empresas do setor mineral.

“Na perspectiva da Anglo Gold, o ‘S’ veio para ficar. Ele pode se transformar ao longo da jornada, mas continuará sendo crucial para a agenda estratégica das organizações e um item de sobrevivência para a mineração”, afirmou.

Reconhecimento do Território

Marisa Cesar, diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da PLS Brasil, destacou que a confiança conquistada nos territórios depende do alinhamento dos valores da empresa, do topo à base da organização.

“Isso faz uma diferença fundamental dentro do trabalho e explica o reconhecimento que hoje temos no território. As comunidades nos veem como uma empresa em que podem confiar e que desejam ter por perto”, afirmou.

Outro desafio apontado pelos participantes foi conciliar os cronogramas financeiros dos projetos com o ritmo de construção das relações sociais.

“A gente sabe que o tempo do projeto e o cronograma financeiro nunca serão iguais ao tempo da construção do relacionamento com a comunidade”, observou Isabela Dumont, Head de Pessoas, ESG e Comunicação da Aura Minerals.

Transparência e participação

Rafael Murro, diretor de Operações da Galvani, defendeu a importância da aproximação com as comunidades desde a fase de implantação dos empreendimentos.

“Quando você tem um empreendimento sendo construído perto da sua casa, é natural que as pessoas tenham dúvidas. Trazer a comunidade para dentro de casa nos deu mais transparência e permitiu diálogos duros, mas também gerou uma confiança muito maior”, disse.

Já Gabriela Santos, da Vale, ressaltou a importância de incorporar a sustentabilidade às rotinas operacionais e aproximar as equipes técnicas dessa agenda.

“Conheço a realidade da operação e acredito que ainda temos muito a contribuir para desmistificar a sustentabilidade e mostrar, no dia a dia, como cada profissional pode fazer parte dessa construção”, afirmou.

Mais do que uma sigla ou uma exigência de mercado, o ESG só produz resultados concretos quando se traduz em relações de confiança, transparência e diálogo permanente com as comunidades.

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