O executivo que cresceu dentro da Casa e agora leva a marca para a América Latina
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 20 de maio de 2026
Bruno Arena lidera a expansão internacional da Casa do Construtor em um momento em que a rede brasileira acelera operações em países como Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, com meta de 300 unidades fora do Brasil
Durante boa parte da infância, Bruno Arena acompanhou de perto um movimento que ainda parecia pequeno demais para imaginar o tamanho que alcançaria décadas depois. Entre corredores de lojas, conversas sobre obras, viagens pelo interior paulista e reuniões improvisadas, viu a Casa do Construtor nascer, ganhar ritmo e se transformar na maior rede de locação de equipamentos para construção civil da América Latina.
Hoje, mais de 30 anos depois da fundação da empresa criada por Altino Cristofoletti Junior e Expedito Eloel Arena, é ele quem conduz uma das etapas mais ambiciosas da história da Rede, a internacionalização da marca.
À frente da vice-presidência internacional da Casa do Construtor, Bruno lidera um projeto que já começou a ganhar forma fora do Brasil. A rede soma atualmente operações no Paraguai e no Uruguai, avança na Argentina, onde abriu recentemente a primeira unidade em Córdoba, a segunda que está chegando na região de Mendonza e e prepara a entrada no Chile. O plano da companhia prevê alcançar 300 unidades internacionais até 2030.
O movimento acontece em um momento em que o setor de locação de equipamentos ganha relevância na América Latina. Em países pressionados por custos de aquisição, inflação e necessidade de maior eficiência operacional, o aluguel de máquinas e ferramentas passou a ocupar espaço cada vez mais estratégico dentro da cadeia da construção civil no país,
“Existe uma transformação acontecendo na forma como as pessoas e as empresas consomem equipamentos. O acesso começa a ser mais importante do que a posse. Isso muda o mercado inteiro”, afirma Bruno Arena.
Bruno construiu a trajetória dentro da operação. Passou pela consultoria de campo, acompanhou inaugurações, visitou franqueados, participou da expansão nacional da rede e viveu a rotina prática das lojas. Também atua como franqueado, experiência que, segundo ele, ajudou a moldar sua visão de negócios.
“Estar na operação muda completamente a forma de enxergar a empresa. Você entende o cliente, entende a pressão do dia a dia, aprende a tomar decisão rápida e percebe que crescimento sustentável acontece quando existe proximidade”, diz.
A vivência prática passou a ser um diferencial importante no atual processo de expansão internacional. Em vez de replicar mecanicamente o modelo brasileiro, a estratégia da Casa do Construtor tem sido adaptar operações, produtos e comunicação às características de cada país.
Foi assim no Paraguai. Depois no Uruguai. Agora, na Argentina, o modelo ganha uma nova camada com operações estruturadas em formato cross brand, conectando a expertise da rede brasileira a empresas locais já inseridas no mercado regional.
Nos últimos anos, Bruno intensificou viagens pela América Latina em busca de fornecedores, parceiros estratégicos e oportunidades de expansão. Em Buenos Aires, esteve reunido com grandes players do varejo e da indústria da construção, além de visitar operações e fornecedores locais para entender comportamentos de consumo e necessidades específicas do mercado argentino.
A lógica é clara. Antes de crescer em escala, a empresa quer compreender profundamente cada território onde decide atuar.
“Internacionalizar uma marca exige humildade. Você precisa ouvir muito antes de executar. Cada país tem uma cultura própria, um jeito diferente de construir, negociar e consumir. Nosso desafio é equilibrar a adaptação local com a essência da Casa do Construtor”, afirma.
A operação internacional passou a ganhar estrutura própria em 2024, com a criação da Formatta Internacional, unidade de negócios criada para concentrar as estratégias da rede fora do Brasil. Ao lado de Bruno, atuam Ronaldo Rizzi, gerente Latam, e Rafael Gavioli, analista de expansão internacional, e Ramon Rossi, coordenador de Comunicação e Imprensa, além do suporte integrado das áreas de Marketing, Jurídico, Financeiro e Tecnologia da franqueadora.
A meta é ambiciosa. Além de consolidar presença nos mercados já iniciados, a companhia avalia oportunidades em países como México, Peru e Colômbia. O Chile, por exemplo, deve receber sua primeira unidade nos próximos meses, em Santiago.
Mesmo em expansão, Bruno evita um discurso de confronto nas redes locais. Pelo contrário. Internamente, a orientação é posicionar a Casa do Construtor como parte de um ecossistema latino-americano em crescimento.
“Nosso objetivo não é entrar em mercados para disputar espaço de maneira agressiva. Existe demanda, existe mercado e existe espaço para diferentes operações. Somos de aglutinar, criar conexões e desenvolver o setor junto com outros players”, afirma.
O avanço internacional também representa uma mudança simbólica para a empresa nascida em Rio Claro, no interior paulista. Durante décadas, a Casa do Construtor construiu sua reputação baseada em proximidade, relacionamento e crescimento gradual. Agora, começa a transformar essa cultura em um modelo exportável.
Para Bruno Arena, esse talvez seja o maior desafio do processo. “Expandir é abrir lojas. Mas também é preciso carregar cultura, visão de longo prazo e responsabilidade com as pessoas que entram no negócio. A Casa do Construtor cresceu acreditando em relações. E é isso que queremos levar para fora do Brasil.”
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