Gestão de resíduos sólidos urbanos em 2026: Digitalização, compostagem e novas exigências legais, com Marcio Velho da Silva
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 30 de janeiro de 2026
Um panorama sobre as tendências que redefinirão a gestão de resíduos em 2026
A gestão de resíduos tornou-se um dos pilares centrais da sustentabilidade urbana. E Marcio Velho da Silva, gestor e consultor técnico, apresenta que o crescimento populacional e o consumo intensivo aumentaram o volume de lixo produzido nas cidades, nesse cenário o poder público é pressionado a reestruturar processos, adotar soluções digitais e investir em reaproveitamento inteligente dos resíduos. Ao mesmo tempo, a legislação ambiental avança e exige transparência, rastreamento e destinação correta. Assim, 2026 se aproxima como um marco de mudança operacional e cultural.
O tema ganha importância porque afeta saúde pública, custos municipais, preservação dos recursos naturais e qualidade de vida. A sociedade demanda políticas eficientes e o setor privado compreende que o descarte inadequado gera impactos reputacionais e jurídicos, além de que, os resíduos deixaram de ser apenas um problema urbano. Hoje representam também oportunidade de transformação econômica, com potencial de geração de emprego, compostagem, reciclagem e produção de energia.
Digitalização como eixo estruturante da gestão de resíduos
A digitalização na gestão de resíduos oferece eficiência operacional e transparência. Ferramentas de monitoramento, sensores em contêineres e softwares de rastreabilidade permitem visualizar o ciclo completo dos resíduos. Isso inclui produção, coleta, transporte, descarte e reaproveitamento. Conforme explica Marcio Velho da Silva, a coleta tradicional, baseada apenas em rotas fixas e observação empírica, gera custos desnecessários e sobrecarga de aterros. Em contraponto, sistemas inteligentes ajudam a prever demanda, reduzir quilometragem e otimizar tempo.
O uso estratégico de dados cria indicadores em tempo real, dado que eles embasam decisões mais sustentáveis e alinhadas à lei. A tendência para 2026 é que municípios adotem plataformas integradas que conectem cooperativas, operadores privados e órgãos públicos. A gestão passa a ser colaborativa e não isolada. Dessa forma, o fluxo de informações garante operações mais seguras, rápidas e auditáveis.
Além disso, a digitalização contribui para que a população possa acessar aplicativos que informam horários de coleta, locais de descarte e orientações de separação. Isso fortalece o engajamento comunitário, e quando a tecnologia se integra ao cotidiano, a consciência sobre o descarte correto tende a aumentar. Ao mesmo tempo, diminui o volume de resíduos recicláveis enviados a aterros.
A inteligência artificial também avança nesse processo. Algoritmos podem identificar padrões e prever demandas por bairro, estação ou evento específico. Esse tipo de análise reduz custos, melhora a previsibilidade e apoia planos diretos de ampliação de infraestrutura. Em um país de grande extensão territorial, essa capacidade de planejamento se torna decisiva para os próximos anos.
Compostagem e economia circular em ascensão
A compostagem representa uma frente de transformação dentro da gestão de resíduos. Estimativas apontam que grande parte do lixo urbano é composta por material orgânico. Por esse motivo, incentivar a compostagem reduz significativamente a pressão sobre aterros e amplia alternativas sustentáveis. Cidades que estruturam programas de compostagem conseguem conciliar economia e responsabilidade ambiental, frisa Marcio Velho da Silva.
A técnica pode ser adotada em larga ou pequena escala. Moradias, condomínios, restaurantes e escolas iniciam processos próprios. Municípios criam pátios de compostagem voltados à agricultura local e à recuperação de áreas verdes. Em todos esses cenários, os benefícios se multiplicam. Há redução de metano nos aterros, criação de insumos orgânicos e retorno econômico ao território.
A compostagem também reforça a economia circular, conforme explica Marcio Velho da Silva, dado que os resíduos deixam de ser descartes permanentes e passam a integrar um novo ciclo produtivo. Produtos agrícolas cultivados com compostos naturais reduzem o uso de fertilizantes químicos. Isso favorece a saúde do solo e diminui a dependência de insumos importados. Ao mesmo tempo, cria-se uma rede de fornecimento que envolve produtores rurais, cooperativas e poder público.
Em 2026, a tendência é que programas de compostagem urbana recebam maior apoio institucional. Políticas educacionais e campanhas de sensibilização serão fundamentais para ampliar adesão. Quanto mais a população compreender o valor do resíduo orgânico, maior será a possibilidade de transformação.
Exigências legais aumentam responsabilidade social e institucional
A legislação ambiental avança e impõe novas responsabilidades. O cumprimento das metas de reciclagem, prestação de contas e comprovação de destino final correto tornam-se requisitos para acesso a recursos e parcerias estratégicas. Assim como destaca Marcio Velho da Silva, as cidades precisarão apresentar dados consistentes sobre coleta seletiva, volume destinado a aterros e ações de reaproveitamento.
A gestão eficiente passa a ser condição para desenvolvimento. O marco legal da gestão de resíduos solidifica a responsabilidade compartilhada. Fabricantes, distribuidores, prestadores de serviço e consumidores participam da solução. Esse modelo exige integração entre todos os setores da cadeia.
A fiscalização também será intensificada. Programas de rastreamento digital ganharão papel central na comprovação do destino final. Empresas e administrações que não se adequarem correm risco de penalidades e restrições de acesso a crédito. Por isso, a conformidade legal se torna ferramenta estratégica e não apenas obrigação burocrática.
A logística reversa deve crescer em setores como eletrônicos, pneus, óleo lubrificante e embalagens. O cumprimento das metas implica controle de produção e descarte, informa Marcio Velho da Silva, então, quanto mais organizado o processo, maior a credibilidade institucional e social.
Um caminho que exige adaptação e planejamento
A gestão de resíduos exige transformação técnica, cultural e política. O avanço da digitalização melhora o controle, reduz custos e traz transparência. A compostagem amplia oportunidades sustentáveis e fortalece a economia circular. As exigências legais impulsionam planejamento e monitoramento contínuos. Assim como resume Marcio Velho da Silva, o futuro da sustentabilidade urbana dependerá da capacidade de integrar tecnologia, educação e responsabilidade social.
Cidades que compreenderem essa direção estarão mais preparadas para lidar com o aumento da população, a escassez de recursos e os desafios climáticos. Ao adotar práticas modernas, os municípios conciliam desenvolvimento econômico e cuidado ambiental. A gestão de resíduos, portanto, deixa de ser apenas serviço urbano. Passa a ser instrumento essencial para construir sociedades equilibradas, produtivas e sustentáveis.
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