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O setor funerário no Brasil e os novos desafios regulatórios, por Tiago Oliva Schietti
Por SAFTEC DIGITAL

O setor funerário no Brasil e os novos desafios regulatórios, por Tiago Oliva Schietti

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 27 de janeiro de 2026

Com exigências legais mais rigorosas e maior atenção da sociedade, o setor funerário passa por um processo de profissionalização que redefine gestão, ética e responsabilidade institucional

A profissionalização do setor funerário no Brasil deixou de ser uma tendência periférica e passou a ocupar o centro do debate institucional. Segundo Tiago Oliva Schietti, esse movimento é resultado direto da combinação entre maior rigor regulatório, mudança no perfil das famílias e a necessidade de tratar o serviço funerário como atividade essencial de interesse público.
Durante décadas, o setor operou com forte base tradicional e baixo grau de padronização. Hoje, porém, a realidade é outra. Cemitérios, funerárias e crematórios lidam com normas sanitárias, ambientais, urbanísticas e consumeristas cada vez mais complexas. Nesse contexto, profissionalizar deixou de ser escolha estratégica e passou a ser condição para continuidade e legitimidade institucional.

Um setor essencial sob novas exigências legais

O setor funerário atua em um campo sensível, que envolve saúde pública, meio ambiente, ordenamento urbano e direitos do consumidor. Conforme explica Tiago Oliva Schietti, a ampliação do controle regulatório exige das organizações uma postura mais técnica e estruturada, capaz de responder a fiscalizações, auditorias e demandas do poder público.
Licenciamento ambiental, normas de biossegurança, regras para cremação, destinação de resíduos e preservação patrimonial são apenas alguns dos pontos que passaram a demandar gestão especializada. Além disso, municípios e estados vêm revisando legislações locais, o que impõe constante atualização jurídica e operacional às empresas do setor.

Profissionalização como resposta à complexidade

A profissionalização surge, portanto, como resposta à complexidade crescente. De acordo com Tiago Oliva Schietti, isso envolve muito mais do que modernizar instalações. Trata-se de investir em processos, capacitação, governança e cultura organizacional.
A padronização de rotinas administrativas, a definição clara de responsabilidades e a adoção de sistemas de gestão reduzem riscos operacionais e aumentam a previsibilidade. Ao mesmo tempo, fortalecem a confiança das famílias em um momento de alta vulnerabilidade emocional.

Capacitação técnica e ética dos profissionais

Outro eixo central desse processo é a formação das equipes. O atendimento funerário exige preparo técnico e emocional. Segundo Tiago Oliva Schietti, a capacitação contínua é indispensável para lidar com normas legais, procedimentos sanitários e, ao mesmo tempo, com o luto das famílias.
Treinamentos em ética, comunicação sensível e legislação setorial ajudam a elevar o padrão do serviço e a reduzir conflitos. Profissionais preparados conseguem oferecer informações claras, evitar improvisos e conduzir o atendimento com respeito e serenidade, elementos fundamentais para a credibilidade institucional do setor.

Tecnologia, gestão e rastreabilidade

A incorporação de tecnologia também se tornou parte do processo de profissionalização. Sistemas de gestão administrativa, controle de processos e digitalização de documentos ampliam a transparência e facilitam a conformidade regulatória.
Conforme destaca Tiago Oliva Schietti, a rastreabilidade de informações é cada vez mais relevante, especialmente em atividades como cremação, gestão de jazigos e controle ambiental. A tecnologia permite organizar dados, reduzir erros e oferecer respostas mais rápidas a órgãos fiscalizadores e famílias.

Desafios regulatórios e desigualdades regionais

Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios significativos. Um deles é a desigualdade regulatória entre municípios. Enquanto algumas cidades possuem normas claras e estruturas de fiscalização consolidadas, outras operam com legislações defasadas ou pouco específicas.
Segundo Tiago Oliva Schietti, essa assimetria dificulta a padronização nacional e exige das organizações capacidade de adaptação a diferentes contextos legais. Além disso, o custo da adequação regulatória pode ser elevado, especialmente para instituições menores, o que reforça a importância de planejamento e gestão profissional.

Profissionalização e função social

A profissionalização do setor funerário não deve ser vista apenas sob a ótica operacional. Ela está diretamente ligada à função social desses serviços. Cemitérios e funerárias organizam a relação da cidade com a morte, a memória e o cuidado coletivo.
Ao estruturar melhor seus processos e cumprir rigorosamente a legislação, o setor contribui para a saúde pública, para o ordenamento urbano e para a dignidade das famílias. Como aponta Tiago Oliva Schietti, esse compromisso institucional fortalece a legitimidade social do segmento e ajuda a romper estigmas históricos.
A profissionalização do setor funerário no Brasil é um caminho sem retorno. Os novos desafios regulatórios exigem preparo técnico, ética e visão de longo prazo. Investir em gestão, pessoas e conformidade deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico. Nesse cenário, como reforça Tiago Oliva Schietti, o futuro do setor dependerá da capacidade de equilibrar tradição, sensibilidade humana e rigor institucional, garantindo serviços essenciais à altura das expectativas da sociedade contemporânea.

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