Carta de Crédito Imobiliário viabiliza a parcela de entrada do financiamento, passo mais difícil para a realização do sonho
1 de junho de 2026
Parte do programa Casa Paulista, a Carta de Crédito Imobiliário (CCI) é disponibilizada pelo Governo de São Paulo para beneficiar famílias de baixa renda.
Isso porque, para conseguir uma casa própria, o fato de ter que conseguir juntar o valor correspondente à entrada de 20% se torna um obstáculo para muita gente.
A CCI foi responsável por 58% das 85,2 mil moradias entregues pelo Casa Paulista desde o início de 2023. Das 113,1 mil unidades em produção, 66,2 mil foram viabilizadas via CCI, o que também corresponde a 58%.
Como funciona? A CCI concede subsídios estaduais a fundo perdido (ou seja, o valor não precisa ser restituído) para famílias com renda mensal entre um e três salários mínimos que adquirirem imóveis em empreendimentos aprovados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH).
Dependendo do município em que o empreendimento está localizado, o subsídio pode chegar a R$ 16 mil. Há, também, a possibilidade de, em alguns casos, esse auxílio ser ainda maior, já que o Casa Paulista criou recentemente a possibilidade de que as prefeituras concedam um valor adicional ao do Estado.
Marcelo Branco, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Governo de São Paulo, diz que o subsídio é incorporado à compra do imóvel, reduzindo consideravelmente o esforço que a família precisa fazer para alcançar o valor exigido para a entrada.
“A CCI transforma a realidade das famílias de menor renda ao viabilizar o acesso ao mercado formal. Superada a etapa da entrada, as famílias têm nos relatado que o valor da parcela costuma ser menor do que o do aluguel que elas já pagam”, acrescenta.
Um levantamento da SDUH mostra que a renda média mensal das famílias beneficiadas pelo Casa Paulista em 2025 foi de R$ 2,8 mil, valor equivalente a 1,87 salário mínimo.
Nos mesmos empreendimentos, a renda média dos compradores que não utilizaram o cheque do Casa Paulista foi de R$ 5,2 mil, equivalente a 3,44 salários mínimos. “Esses números deixam bem claro o impacto do programa. Por meio dele, o mercado privado de imóveis consegue efetivamente alcançar as pessoas de menor renda”, reforça o secretário.
Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de CDHU.
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