Programa brasileiro de transferência de renda é referência global de estratégia para combater a desigualdade e reduzir a pobreza
10 de novembro de 2025
No final de julho, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) anunciou que o Brasil havia deixado o Mapa da Fome global.
Isso porque, nos últimos três anos, o Brasil alcançou média inferior a 2,5% da população em risco de subnutrição – patamar que foi anunciado pelo presidente Lula como prioridade de seu mandato, iniciado em janeiro de 2023.
Para conseguir tal feito, o Bolsa Família foi relançado, duas décadas depois de ter sido criado durante o primeiro governo Lula.
Com o retorno do Bolsa Família, não apenas o risco de subnutrição foi reduzido: vários outros indicadores relevantes melhoraram. Já no final de 2023, o País havia reduzido a pobreza extrema a 4,4%, menor índice histórico.
Em 2024, a taxa de desemprego chegou a 6,6%, a mínima desde 2012, com o rendimento mensal domiciliar per capita batendo recorde (R$ 2.020). O Índice de Gini, que mede a desigualdade, recuou de 0,544, em 2021, para 0,506 em 2024, melhor resultado da série histórica, iniciada em 2012.
Em 2024, a renda do trabalho dos 10% mais pobres do Brasil subiu 10,7%, ritmo de crescimento 50% maior do que o verificado entre os 10% mais ricos, de acordo com estudo da FGV Social, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Os autores do estudo atribuíram esses avanços à combinação entre a geração de empregos formais e os efeitos do Bolsa Família – com a ressalva do novo impulso proporcionado pela Regra de Proteção, criada para aumentar a segurança do processo de transição para o mercado formal.
Essa regra permite que os beneficiários mantenham, durante um período de até dois anos após assumir um emprego com carteira assinada, 50% do valor que vinham recebendo no Bolsa Família, incluindo os adicionais voltados para gestantes, crianças e adolescentes.
No caso dos ingressantes no programa a partir de julho de 2025, o prazo de aplicação da Regra de Proteção será de até 12 meses. Mas a redução do prazo máximo foi acompanhada por uma compensação: a criação do Retorno Garantido, que assegura prioridade de reingresso no Bolsa Família em caso de nova condição de vulnerabilidade social ou pobreza.
Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de Ministério do Desenvolvimento.
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