Aldo Vendramin e a sucessão familiar no agronegócio: como preservar legado e profissionalizar a gestão
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 23 de fevereiro de 2026
A experiência de Aldo Vendramin mostra que tradição e profissionalização podem caminhar juntas quando há planejamento estratégico no campo.
A sucessão familiar no agronegócio é um dos temas mais sensíveis e decisivos para a continuidade das propriedades rurais no Brasil. Aldo Vendramin costuma destacar que preservar o legado construído ao longo de décadas exige mais do que boa vontade entre gerações. É preciso método, organização e visão de futuro. Afinal, o campo mudou. A gestão rural tornou-se mais técnica, mais competitiva e cada vez mais conectada às exigências do mercado.
Ao mesmo tempo, o agronegócio brasileiro carrega uma forte identidade familiar. Muitas propriedades foram estruturadas com base em valores como trabalho duro, compromisso e respeito à terra. No entanto, a transição entre pais e filhos pode gerar conflitos quando não há regras claras. Por isso, discutir sucessão familiar é discutir também governança, planejamento e profissionalização.
O desafio da transição entre gerações
A sucessão no agronegócio envolve questões emocionais e financeiras. De um lado, está o fundador, que construiu a propriedade com esforço e conhece cada detalhe da produção. De outro, surge a nova geração, muitas vezes mais preparada tecnicamente e aberta a inovações.
Esse encontro pode ser extremamente positivo. Contudo, sem organização, pode gerar disputas internas, insegurança jurídica e decisões pouco estratégicas. Portanto, o primeiro passo para uma sucessão saudável é iniciar o diálogo com antecedência. Quanto antes o processo for estruturado, menores são os riscos.
Além disso, é fundamental definir papéis. Nem todos os herdeiros precisam atuar diretamente na gestão. Entretanto, todos devem compreender como a propriedade funciona, quais são seus resultados e quais compromissos financeiros existem.
Profissionalização da gestão rural
Preservar o legado não significa manter modelos ultrapassados. Pelo contrário. A profissionalização da gestão rural é um fator decisivo para garantir competitividade e crescimento sustentável.
Isso inclui adoção de controles financeiros, definição de metas, análise de indicadores de produtividade e planejamento tributário. Também envolve a criação de estruturas formais, como conselhos familiares ou acordos societários, que organizem responsabilidades.
Aldo Vendramin ressalta que o agronegócio moderno exige mentalidade empresarial. Segundo ele, a propriedade rural precisa ser vista como empresa, com estratégia clara, metas definidas e avaliação constante de desempenho. Essa visão fortalece a sucessão, pois reduz decisões baseadas apenas em vínculos emocionais.
Planejamento patrimonial e segurança jurídica
Outro ponto essencial é o planejamento patrimonial. A sucessão não deve ocorrer apenas após um evento inesperado. Ela precisa ser planejada enquanto o titular ainda está ativo na gestão.
Ferramentas como holding rural, acordos de sócios e planejamento sucessório estruturado ajudam a evitar conflitos futuros. Além disso, proporcionam segurança jurídica e previsibilidade para a família.
A organização patrimonial também protege a atividade produtiva. Em muitos casos, a ausência de planejamento leva à fragmentação da propriedade, comprometendo sua viabilidade econômica. Por isso, estruturar o patrimônio é preservar a capacidade produtiva do negócio.
Cultura familiar como ativo estratégico
A cultura familiar é um diferencial no agronegócio. Valores como compromisso, responsabilidade e respeito à terra formam a base da reputação de muitas famílias rurais.
Entretanto, esses valores precisam ser traduzidos em práticas de gestão. Reuniões periódicas, definição de objetivos comuns e transparência financeira fortalecem o alinhamento entre gerações. Assim, tradição deixa de ser apenas discurso e passa a orientar decisões concretas.
De acordo com Aldo Vendramin, preservar o legado significa manter princípios sólidos, mas adaptar a gestão às novas exigências do mercado. Essa combinação entre raízes e inovação é o que garante longevidade à propriedade rural.
Formação da nova geração
A preparação dos sucessores é outro elemento central. Incentivar capacitação técnica, formação acadêmica e experiência prática amplia a capacidade de gestão da próxima geração.
Além disso, é importante permitir que os herdeiros assumam responsabilidades gradualmente. A transição deve ser progressiva. Dessa forma, o fundador acompanha o desenvolvimento dos sucessores e transmite conhecimento acumulado ao longo dos anos.
Esse processo fortalece a confiança interna e reduz rupturas bruscas. Ao mesmo tempo, permite que novas ideias sejam testadas de forma estruturada.
Legado e visão de futuro
A sucessão familiar no agronegócio não é apenas uma etapa administrativa. Ela representa a continuidade de um projeto de vida. Propriedades rurais bem estruturadas carregam histórias, conquistas e contribuições para a economia regional.
Assim como aponta Aldo Vendramin, líder do setor rural, o futuro do campo depende da capacidade de unir experiência e inovação. Preservar o legado é honrar o passado. Profissionalizar a gestão é garantir sustentabilidade para as próximas décadas.
Portanto, a sucessão familiar deve ser tratada como estratégia. Com planejamento, diálogo e organização, é possível transformar um momento delicado em oportunidade de fortalecimento. Dessa forma, tradição e modernização caminham juntas, assegurando estabilidade e crescimento no agronegócio brasileiro.
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