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Financiamento direto com construtora ganha espaço diante de juros altos no crédito imobiliário
Por PressWorks

Financiamento direto com construtora ganha espaço diante de juros altos no crédito imobiliário

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 25 de março de 2026

Modelo permite parcelamento com a incorporadora e reduz dependência de bancos na compra de imóveis

Em meio ao cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito pelos bancos, construtoras brasileiras tem ampliado modelos próprios de financiamento imobiliário como alternativa para facilitar o acesso à casa própria. A estratégia busca atender principalmente compradores que enfrentam dificuldades para obter crédito bancário ou comprovar renda suficiente para aprovação no financiamento tradicional.

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que o crédito imobiliário segue relevante no país, mas enfrenta mudanças no cenário de financiamento. No primeiro trimestre de 2025, o volume de financiamentos imobiliários somou R$ 38,3 bilhões, crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre, o setor registrou 512 mil imóveis financiados, avanço de 18%, enquanto os recursos liberados via poupança totalizaram R$ 78,7 bilhões, alta de 22%. Apesar da expansão recente, o cenário para o crédito imobiliário tende a ficar mais desafiador diante do patamar elevado das taxas de juros.

Nesse contexto, empresas do setor imobiliário buscam modelos mais flexíveis de pagamento para ampliar o acesso dos consumidores ao mercado. Um exemplo é a Koch Construtora, que passou a oferecer financiamento direto ao comprador, reduzindo a dependência do sistema bancário na aquisição do imóvel.

De acordo com Thais Koch, cofundadora da Koch Construtor a, o modelo permite ampliar o acesso à compra de imóveis ao oferecer condições de pagamento mais adaptáveis à realidade financeira dos clientes.

“O financiamento direto com a construtora surge como uma alternativa para muitas famílias que enfrentam dificuldades para aprovação no crédito bancário. Muitas vezes, o comprador possui renda suficiente para pagar o imóvel, mas não consegue comprovar tudo formalmente. Nesse modelo, conseguimos analisar cada caso com mais flexibilidade”, afirma.

No modelo adotado pela empresa, o cliente paga uma entrada entre 15% e 20% do valor do imóvel, enquanto o saldo restante pode ser parcelado em até 96 meses diretamente com a construtora. Diferentemente de muitos contratos tradicionais, o financiamento também pode continuar após a entrega do empreendimento, sem a necessidade de quitação imediata ou transferência do contrato para uma instituição financeira.

Segundo Thais, a alternativa também ajuda a reduzir etapas burocráticas e tornar o processo de compra mais ágil.

“O financiamento tradicional envolve uma série de análises bancárias e exigências que podem prolongar ou até inviabilizar a negociação. Quando a construtora assume parte desse financiamento, conseguimos simplificar o processo e dar mais previsibilidade para o cliente”, explica.

Além do financiamento direto, algumas construtoras tem ampliado a flexibilidade nas formas de pagamento por meio da chamada permuta imobiliária, na qual bens podem ser utilizados como parte da negociação. Dependendo da avaliação, imóveis, veículos ou outros ativos podem entrar como parte do pagamento.

Para a cofundadora da Koch Construtora, essa alternativa ajuda a destravar negociações que muitas vezes ficam paradas pela dificuldade de liquidez do comprador. “Muitas pessoas já possuem patrimônio, mas enfrentam dificuldade para transformar esses ativos em liquidez rapidamente. Ao permitir que imóveis ou outros bens entrem como parte do pagamento, conseguimos facilitar o processo e acelerar a tomada de decisão do cliente”, afirma.

A executiva destaca que a tendência de flexibilização deve ganhar espaço no mercado imobiliário nos próximos anos, especialmente enquanto o crédito tradicional seguir mais restrito.

“O setor imobiliário sempre se adapta às condições econômicas. Em momentos de juros mais altos ou crédito mais seletivo, construtoras tendem a criar modelos mais flexíveis para manter o acesso ao mercado e ampliar as possibilidades para quem deseja sair do aluguel ou investir em um imóvel”, conclui.

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