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Criado entre aviões, engenheiro brasileiro pretende levar inovação em drones para outros países
Por PressWorks

Criado entre aviões, engenheiro brasileiro pretende levar inovação em drones para outros países

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 24 de março de 2026

Com trajetória que une prática e engenharia de ponta, brasileiro desenvolve drones de alta autonomia para atender demandas críticas de infraestrutura

Desde muito cedo, o céu nunca foi limite para Lucas Rossi. Filho de um entusiasta da aviação, ele cresceu entre peças, ferramentas e pequenos aviões controlados por rádio.

Lucas Rossi é formado em Engenharia Aeroespacial pela Universidade de Brasília (UnB). Foto: Divulgação
Lucas Rossi é formado em Engenharia Aeroespacial pela Universidade de Brasília (UnB). Foto: Divulgação

Aos oito anos, enquanto outras crianças brincavam no quintal, Lucas já ajudava o pai a construir aeronaves dentro de casa (literalmente). Inclusive, a família deixou o apartamento para erguer uma oficina dedicada ao projeto de aviões em escala real dentro de uma casa. Ao longo dos anos, foram cinco aeronaves construídas. Assim, o que começou como hobby virou vocação.

Formado em Engenharia Aeroespacial pela Universidade de Brasília (UnB), Lucas chegou à universidade já com experiência prática, a ponto de ser convidado a compartilhar sua trajetória com colegas e professores ainda nos primeiros semestres. “Eu já tinha vivência de construção, projeto e voo. Era algo que não estava nos livros”, relembra.

Mas foi um episódio crítico que redefiniu sua relação com a engenharia. “Em 2013, poucos dias antes do vestibular, sofri um grave acidente aéreo ao lado do meu pai. Com múltiplas fraturas e implantes de titânio, iniciei a graduação ainda em recuperação. Um mês depois, já estava de volta aos voos”, diz. “Voltar rápido foi uma decisão consciente”, afirma.

Ainda durante a faculdade, Lucas iniciou sua atuação com drones em Brasília, trabalhando com captação de imagens e, posteriormente, com treinamentos e manutenção, inclusive para equipes de grandes emissoras e instituições.

Mais tarde, já na indústria, participou do desenvolvimento de projetos estratégicos nos setores de defesa e energia, com destaque para drones de monitoramento de fronteiras e soluções de alta autonomia para operações ambientais e industriais. Em um dos projetos, liderou o desenvolvimento de uma aeronave com autonomia de quatro horas de voo e alcance de até 30 km.

Radicado nos Estados Unidos, ele acompanha de perto as transformações do setor e as oportunidades que surgem em um mercado em constante evolução. “Com restrições crescentes ao uso de equipamentos estrangeiros e incentivo à indústria local, o mercado americano vive uma lacuna tecnológica”, afirma o especialista.

Para os próximos passos, o foco é ampliar o impacto de sua experiência prática em escala global. “A maior parte das empresas não quer o equipamento em si, quer o resultado. E é isso que eu quero entregar: mais eficiência, mais alcance e mais segurança”, afirma Lucas.

Com uma trajetória construída entre a paixão pela aviação e a aplicação direta da engenharia em projetos reais, ele avança na consolidação de sua atuação internacional, conectando inovação brasileira a demandas estratégicas de um mercado em plena transformação.

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