Chuvas intensas e deslizamentos reacendem debate sobre monitoramento preventivo em rodovias e áreas urbanas
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 23 de março de 2026
Diretor de Engenharia do Grupo Pumatronix defende uso de sensores e monitoramento em tempo real para reduzir riscos e antecipar interdições
Casos recentes de chuvas intensas que provocaram interdições e deslizamentos em diferentes regiões do país, como os registrados na Paraíba, os acidentes em Minas Gerais que deixaram pelo menos 70 mortos e o episódio em Angra dos Reis, voltam a expor a vulnerabilidade de rodovias e áreas urbanas diante de eventos climáticos extremos. Além de comprometerem o tráfego e a mobilidade, ocorrências como essas colocam vidas em risco e geram elevados custos para reconstrução e recuperação da infraestrutura afetada.
Para especialistas do Grupo Pumatronix, empresa brasileira com quase duas décadas de atuação em monitoramento inteligente, a prevenção passa necessariamente pelo uso de tecnologia capaz de antecipar cenários críticos. “O Brasil enfrenta eventos climáticos cada vez mais intensos e imprevisíveis. O que muda o cenário não é apenas reagir rapidamente, mas ter dados confiáveis que permitam agir antes que o risco se concretize”, afirma Marcio Malewschik, Diretor de Engenharia da Plugfield, empresa do Grupo Pumatronix.
Entre as principais medidas recomendadas está a implantação de sistemas integrados de monitoramento climático e estrutural em rodovias e áreas de risco. Tecnologias como estações meteorológicas online, sensores de visibilidade, sensores de condição da via, piezômetros e inclinômetros permitem acompanhar, em tempo real, fatores que antecedem deslizamentos e interdições. “Quando combinamos monitoramento climático, sensores de solo e análise de dados, criamos uma camada preventiva capaz de emitir alertas antes que a situação se torne crítica. Isso permite interditar trechos com antecedência, redirecionar tráfego e acionar equipes técnicas de forma planejada”, explica Malewschik.
As estações meteorológicas da linha Plugstation – que faz parte do ecossistema do Grupo Pumatronix –, por exemplo, monitoram parâmetros como intensidade de chuva, umidade do ar, pressão atmosférica e velocidade do vento. Já sensores de condição da via identificam presença de água, gelo ou acúmulo excessivo sobre o pavimento, enquanto o visibilímetro mede a redução da visibilidade causada por neblina ou chuva intensa. Outros recursos estratégicos são o uso de piezômetros e inclinômetros para monitoramento de taludes e estruturas próximas a rodovias. Esses sensores detectam nível de água infiltrada no solo e alterações no ângulo de estruturas como rochas e encostas, indicando condições anormais que podem anteceder deslizamentos.
Além do monitoramento ambiental, sistemas de câmeras e plataformas de gestão integradas ajudam concessionárias e órgãos públicos a acompanhar o impacto das chuvas em tempo real, apoiando decisões como bloqueios preventivos, controle de fluxo e comunicação com motoristas.
Segundo o Grupo Pumatronix, o avanço das concessões rodoviárias e dos projetos de cidades inteligentes abre espaço para que o monitoramento preventivo deixe de ser pontual e passe a fazer parte da infraestrutura permanente das rodovias. “O investimento em tecnologia preventiva é significativamente menor do que o custo de reconstrução de uma via ou de uma estrutura colapsada. Mais do que eficiência operacional, trata-se de preservar vidas e garantir continuidade da mobilidade”, completa Marco Meirelles, Diretor Comercial & Marketing do Grupo Pumatronix.
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