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O primeiro boom passou: por que o mercado de energia solar agora exige conhecimento e gestão
Por Felipe Zidane

O primeiro boom passou: por que o mercado de energia solar agora exige conhecimento e gestão

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 16 de janeiro de 2026

Por Raphael Brito, CEO e fundador da Solarprime

Após um ciclo de crescimento acelerado, o mercado de energia solar no Brasil entra em uma fase de maturidade que muda as regras do jogo. Com uma base já consolidada, regulação mais clara e maior concorrência, o chamado primeiro boom ficou para trás e o atual cenário do setor exige preparo técnico, capacidade de gestão e visão estratégica para sustentar o crescimento dos negócios no médio e longo prazo. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o país ultrapassou 60 gigawatts (GW) de potência instalada em 2025, consolidando a fonte na matriz elétrica nacional e elevando o nível de complexidade para empresas que querem crescer de forma consistente.

O crescimento do mercado de energia solar no Brasil foi impulsionado por incentivos, pela economia imediata na conta de luz e por um forte apelo comercial. Esse cenário foi decisivo para popularizar a tecnologia e consolidar o país como um dos mercados mais promissores do mundo. Com a implementação do marco legal da geração distribuída, porém, as regras do jogo mudaram, trazendo novas exigências de consumidores mais informados e elevando o nível de competitividade e profissionalização do setor.

Com isso, o setor enfrenta um inevitável processo de seleção natural em que empresas que cresceram sem estrutura adequada passam a sentir os efeitos da falta de planejamento, controle financeiro e processos bem definidos. A nova fase do mercado valoriza negócios que investem em gestão, capacitação de equipes, padronização operacional e tomada de decisão baseada em dados.

O perfil do empreendedor nessa área também evoluiu, e já não basta identificar oportunidades pontuais ou seguir o ritmo do mercado, é preciso compreender o setor, acompanhar a evolução regulatória, investir em conhecimento técnico e construir modelos de negócio sustentáveis. A energia solar continua sendo um dos pilares da transição energética e um uma ótima opção para novos negócios, mas agora se destaca quem enxerga o longo prazo.

Em suma, o novo momento da energia solar não é menos promissor, porém está mais exigente. O mercado amadureceu, as regras ficaram mais claras e o nível de profissionalização aumentou. Quem entender essa transformação, ajustar sua estratégia e investir em gestão e conhecimento contínuo seguirá crescendo de forma consistente. Quem insistir em práticas do passado, corre o risco de ficar pelo caminho.

* Com mais de uma década de experiência no empreendedorismo, Raphael Brito é CEO e fundador da Solarprime, uma das maiores redes de franquias de energia solar do Brasil. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como um líder focado na construção de modelos de negócio sólidos e escaláveis, com forte orientação para gestão eficiente, governança corporativa e geração de resultados sustentáveis no longo prazo.

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