Negócios de nicho: como a inclusão tem se tornado estratégia de crescimento no setor de turismo
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 5 de janeiro de 2026
Busca por viagens personalizadas representa 35% do total dos viajantes do país e impulsiona novos modelos de negócio voltados para públicos específicos
Roteiro personalizado, passeios específicos e público definido. Essa é a aposta para as viagens de 2026, voltada para o turismo de nicho. Segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), o setor faturou R$ 22,09 bilhões em 2024 e reflete uma alta de 15% em relação ao ano anterior. A busca por esse tipo de programação é uma tendência e quem empreende no segmento entende que a personalização baseada na personalização e na inclusão, é uma rota que se expande.
Cada vez mais, viajantes buscam experiências que dialoguem com seu estilo de vida, identidade e repertório cultural, abrindo espaço para modelos de negócios que vão além do pacote tradicional. Foi observando essa lacuna e o potencial de um público pouco atendido, que Marco Lisboa decidiu lançar, em 2025, a 365 Fun Fest, uma rede de franquias de viagens focada no público LGBTQIA+. A marca nasce com a proposta de oferecer atendimento personalizado, acolhedor e especializado, capaz de entregar experiências que fogem da lógica genérica dos pacotes tradicionais.
“Há uma carência enorme de serviços de viagem que entendam de verdade as necessidades da comunidade LGBTQIA+. Muita gente quer viajar, mas não quer apenas chegar ao destino. Quer se sentir segura, respeitada e representada em cada etapa. É isso que fazemos”, explica o CEO da 365 Fun Fest.
Os dados mais recentes da pesquisa mostram essa mudança de comportamento. A preferência da maioria, 41% são por pacotes padrão, mas 35% dos turistas buscam por personalização completa das viagens. Já 11% preferem a personalização parcial e 13% optam pela seleção de experiências. Uma parcela desse grupo, conhecido como “viajantes de oportunidade”, escolhem suas viagens por temas e deixam nas mãos do agente de viagem a decisão final sobre destino e formato. Eles buscam bem-estar, festas, cultura e aventura.
A rede, que iniciou operação no segundo semestre desse ano com três franqueados, já projeta alcançar 100 unidades e faturar R$ 3 milhões até o fim de 2026. O modelo prevê operações home office e store in store.
“Nosso foco está em experiências temáticas, desde roteiros LGBTQIA+ nacionais e internacionais, até festas, paradas, eventos culturais e destinos reconhecidos pela diversidade. A proposta é entregar algo que muitos viajantes ainda não encontram nas agências tradicionais”, explica Lisboa.
Para o executivo, viajar deixou de ser um produto de massa e passou a ser uma experiência individualizada. Isso abre espaço para novos empreendedores, crescimento no setor, novos formatos e estilo de viagem que converse mais com cada tipo de turista.
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