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Brasil engorda mais cedo: por que o excesso de peso virou um problema metabólico
Por Freepik

Brasil engorda mais cedo: por que o excesso de peso virou um problema metabólico

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 27 de fevereiro de 2026

Especialistas da Clínica Seven alertam que o avanço da obesidade vai além da falta de disciplina e envolve metabolismo e estilo de vida

O Brasil está engordando, e cada vez mais cedo. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025, divulgado pela Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation), mostram que 68% da população brasileira vive hoje com excesso de peso. Desse total, 31% já têm obesidade e 37% estão na faixa de sobrepeso, um quadro que deixou de ser exceção para se tornar regra em diferentes faixas etárias.

As projeções reforçam o sinal de alerta. Até 2030, o número de homens com obesidade no país pode crescer 33,4%, enquanto entre as mulheres o avanço estimado é ainda maior: 46,2%. O cenário é agravado pelo sedentarismo: entre 40% e 50% da população adulta brasileira não pratica atividade física na frequência e intensidade recomendadas, criando um ambiente favorável ao ganho de peso precoce e persistente.

Para Carolina Faiad, coordenadora de nutrição da Clínica Seven, referência em nutrição e ciência do metabolismo, os números expõem um problema que vai além das escolhas individuais. “Esses dados mostram que estamos lidando com um desajuste metabólico coletivo, resultado de rotinas que combinam alimentação inadequada, sedentarismo, estresse crônico, privação de sono e, principalmente, estratégias de emagrecimento genéricas que não se sustentam”, explica a especialista.

Na prática clínica, o reflexo é claro, pacientes cada vez mais jovens chegam aos consultórios relatando dificuldade para perder peso ou manter resultados ao longo do tempo. Segundo a especialista, a insistência em dietas padronizadas, protocolos da moda e soluções rápidas costuma agravar o problema. “Quando o metabolismo não é compreendido, o corpo entra em ciclos de restrição e compensação. Isso favorece o efeito sanfona, aumenta o acúmulo de gordura e torna o emagrecimento cada vez mais difícil”, afirma.

A personalização como base de um cuidado metabólico eficaz

É nesse contexto que o conhecimento do próprio metabolismo ganha protagonismo. A metodologia adotada pela Clínica Seven parte de avaliações aprofundadas, que consideram composição corporal, rotina, comportamento alimentar, nível de atividade física e, em alguns casos, predisposições genéticas. A partir desse mapeamento, o plano alimentar e o acompanhamento são ajustados continuamente, com foco não apenas na perda de peso, mas na melhora do funcionamento do organismo como um todo.

“Ao invés de impor regras universais, o cuidado passa a ser individualizado, respeitando como cada corpo responde aos estímulos. Entender o metabolismo permite criar estratégias possíveis de manter ao longo do tempo, algo essencial em um país onde o excesso de peso começa cada vez mais cedo”, reforça Carolina.

Diante de números que indicam um avanço consistente da obesidade no Brasil, o debate precisa ir além da estética ou da força de vontade. “A atenção ao metabolismo surge como uma ferramenta central para enfrentar o problema de forma mais eficaz, preventiva e sustentável, especialmente em um cenário em que os dados mostram que continuar fazendo mais do mesmo já não é suficiente”, conclui a profissional.

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