Executivos apontam a escassez de talentos entre os principais desafios para 2026
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 5 de janeiro de 2026
Pesquisa mostra que 98% dos executivos veem falta de profissionais como trava para inovação; empresa brasileira respondeu levando um time para imersão nos EUA; exemplo da Unico ensina a superar esse obstáculo.
A necessidade de acelerar a inovação em meio à pressão por resultados expressivos impõe aos líderes inúmeros desafios em um mundo corporativo globalizado em constante transformação. Apesar de o caminho em 2026 apontar para a inteligência artificial e para a automação como soluções, os executivos sabem que a escassez de talentos dificulta superar os desafios cada vez mais complexos. Consequentemente, isso gera uma falta de clareza com relação aos investimentos em tecnologias para gerar resultados reais.
Pesquisa da Rimini Street em parceria com a Censuswide Research com 4.300 profissionais C-Level em todo o mundo, sendo 370 no Brasil, traz algumas respostas para contribuir com o planejamento estratégico de 2026. De acordo com o estudo, 46% dos diretores de tecnologia da informação (CIO) e 43% dos presidentes executivos (CEO) apontam o aumento da automação e a adoção de inteligência artificial como fundamentais tanto agora quanto para o longo prazo.
Apesar disso, quase a totalidade dos entrevistados (98%) afirma que a viabilidade das pretensões relacionadas à inovação é impactada diretamente pela escassez de talentos em TI, afetando principalmente a capacidade de buscar oportunidades de crescimento (36%), sobrecarregando as equipes (35%) e gerando vulnerabilidades técnicas (35%).
Dessa forma, apesar de reconhecerem a importância dos parceiros em tecnologia por conta da expertise externa, os gestores necessitam encontrar caminhos para o desenvolvimento dos talentos internos.
Estratégia para superar a escassez de talentos
Diante da alta competitividade por profissionais especializados, a Unico — líder em verificação de identidade — estruturou uma estratégia de desenvolvimento interno para preencher essa lacuna.
Como parte de um programa contínuo de educação corporativa, a empresa realizou recentemente uma imersão internacional com 32 colaboradores nos Estados Unidos. O roteiro combinou teoria e prática de mercado: o grupo participou do programa Professional & Executive Development na Universidade Harvard e vivenciou a dinâmica do Vale do Silício, o maior polo de inovação do mundo.
O instrutor de Business Strategy no programa da DCE, Jon Fay, que acompanhou o grupo da Unico durante a imersão em Harvard, destaca a importância da educação executiva no atual momento do mercado, no qual deixamos para trás a lógica industrial tradicional — focada em diferenças incrementais de margem ou participação de mercado – e entramos na economia da informação, em que empresas como Nvidia, Apple ou plataformas digitais competem em modelos de “winner take most”.
“Hoje, há muito mais ênfase em jogos estratégicos instáveis. Não estamos falando de disputar um ou dois pontos percentuais de market share ou meio ponto de margem. Estamos falando de decisões que determinam se a empresa será extremamente bem-sucedida ou um fracasso total”, diz.

Eficiência em meio ao desconforto
Essa mudança no mercado reforça ainda mais a necessidade de desenvolver nas pessoas habilidades necessárias para superar os desafios atuais e futuros. “A imersão reforçou que o líder deve dar autonomia, mas também precisa de ferramentas para ajustar a rota com clareza estratégica”, afirma Rafaela Provensi, diretora sênior de Operações e Pessoas da Unico.
Até por conta da dinâmica do mundo corporativo, o desenvolvimento dos talentos exige um processo contínuo, alinhado com as mudanças de cenários e mantendo um olhar atento para as tendências. Afinal, a estratégia não é um mapa, mas um sistema vivo, cheio de interdependências, limitações e escolhas imperfeitas.
“Cada modelo — plataforma, produto ou serviço — carrega seus próprios riscos. Não existe solução mágica. Existe a coragem de fazer diagnósticos honestos e a maturidade de operar trade-offs sem negar sua existência”, explica Rafaela.
Em meio aos desafios impostos pelo processo de expansão internacional, a Unico identificou com antecedência a importância do capital humano qualificado. Dessa forma, posicionou-se à frente até mesmo das empresas globais. Em 2021, levou colaboradores da empresa para a Estônia, um dos países mais avançados do mundo em identidade digital. Já em 2024 e 2025, as lideranças vivenciaram imersões na China, país que possui um renomado ecossistema de inovação.
A antecipação desse processo de qualificação permite à empresa se posicionar à frente, assim como facilita o aprendizado de uma valiosa lição: se você não está desconfortável, está ficando irrelevante. “A evolução raramente acontece no conforto. Sistemas que sobrevivem são os que se permitem mudar antes de serem forçados”, afirma Rafaela.
Dessa forma, a executiva deixa uma dica para as empresas que desejam definir o próximo ciclo: o futuro exige um time que escolhe o desconforto. “Se existe uma vantagem estratégica possível hoje, é a capacidade de permanecer na zona onde aprendemos mais do que sabemos — e onde cada passo inquieto nos aproxima do que ainda podemos ser”, finaliza.
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