Michelle Schneider: ‘Quem souber usar IA vai se destacar no mercado’
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 27 de março de 2026
Especialista se prepara para debater o futuro do trabalho na SXSW, no Texas; ela também é curadora do São Paulo Innovation Week
Por Alice Ferraz e Nanny Cox
Depois de 20 anos e passagens por empresas como TikTok, Google e LinkedIn, Michelle Schneider deixou o mundo corporativo para empreender. Agora, se dedica a estudar o futuro do trabalho e a Inteligência Artificial.
Michelle passou as últimas semanas no interior de São Paulo se preparando para outro desafio: o South by Southwest, festival de inovação realizado no Texas, nos Estados Unidos. Há quase 10 anos frequentando como visitante, será a primeira vez que Michelle irá a Austin como palestrante do evento principal.
“Tirei um mês para rever meu storytelling e qual novidade vou levar”, conta à Coluna, completando que, por ser um evento já frequentado por quem entende do assunto, a barra será muito alta.
São Paulo Innovation Week
Para quem não puder acompanhar as discussões sobre o futuro do mercado de trabalho nos Estados Unidos, há uma oportunidade aqui no Brasil. A Michelle Schneider foi escolhida como curadora do tema na São Paulo Innovation Week, festival global de tecnologia e inovação promovido pelo Estadão em maio. À Coluna, Michelle contou que separou as discussões em três pilares: reprogramando o trabalho, Inteligência Artificial e Saúde Mental.
O primeiro vai abordar os novos modelos de trabalho. “Estamos indo para um mundo onde o trabalho será por projeto, por skills, e não por carga horária. Vamos repensar, não necessariamente o que nos trouxe até aqui, mas o que vai nos levar para o caminho certo”, conta Schneider.
No segundo tema, sobre IA, a ideia é mostrar empresas brasileiras que estão dando exemplo no uso da ferramenta. Essa discussão deve contar com a presença do futurista Ian Beacraft.
Já o terceiro vai reforçar o papel humano e as relações interpessoais, deixando claro que a inteligência emocional e a saúde mental serão fundamentais no futuro do mercado de trabalho.
Michelle ainda quer abordar o lado social e discutir o futuro do trabalho e as favelas. Para esse debate, a ONG Gerando Falcões já é presença confirmada.
O futuro do emprego
“Seu emprego vai existir daqui cinco anos?”
É com essa pergunta que a Michelle vem abrindo as palestras realizadas ao redor do mundo. Mas o questionamento, na verdade, não tem resposta. Por mais que existam dezenas de pesquisas tentando traçar o que vem pela frente, ninguém sabe ao certo qual será o impacto da Inteligência Artificial no mercado de trabalho — a única convergência, de acordo com Schneider, é que haverá transformações.
Segundo ela, é possível se preparar para o futuro entendendo que emprego é diferente de tarefa. “A IA não substitui o emprego. O emprego é composto por várias tarefas. O exercício que eu provoco nas pessoas é cada um, dentro da sua realidade, olhar para si e quais tarefas fazem parte do seu emprego”. O primeiro passo? Usar a própria IA para entender o que, no dia a dia, é passível de automatização e o que não é.
Apesar das incertezas, outro ponto que Michelle coloca como certo: quem souber usar a IA melhor vai se destacar. “Eu imploro para as pessoas levarem a IA mais a sério e entenderem como usar. Não é usar o ChatGPT para pedir receita ou escrever um e-mail que vai te dar ganho de produtividade, e também não é isso que vai tirar o seu emprego”, explica.
É preciso manter um bom repertório para alimentar a criatividade, investir em letramento tecnológico, inteligência emocional e saúde mental.
Serviço
São Paulo Innovation Week
Local: Mercado Livre Arena Pacaembu e na Faap
Dias: 13, 14 e 15 de maio
Ingressos: Compre aqui
Mais informações: saopauloinnovationweek.com.br
A OESP não é responsável por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos conteúdos ora disponibilizados, bem como tais conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Agência SPIW.