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Hipertermia: altas temperaturas alertam tutores sobre os cuidados com o pet
Altas temperaturas exigem atenção redobrada com a saúde dos pets. Foto: Adobe Stock

Hipertermia: altas temperaturas alertam tutores sobre os cuidados com o pet

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 28 de janeiro de 2026

Estudos destacam fatores e raças mais vulneráveis ao calor; especialista traz dicas para proteger a saúde dos animais durante os dias mais quentes do ano.

A forte onda de calor no início de 2026 veio acompanhada dos alertas de tempestade, dos riscos de alagamento e, claro, das preocupações com relação ao bem-estar de humanos e, também, dos pets. Com as altas temperaturas registradas pelos termômetros, aumentam os riscos para a saúde dos cães e gatos. Na lista de cuidados, é preciso ficar atento à hipertermia, aumento da temperatura corporal acima dos níveis considerados normais capaz de causar até mesmo a morte dos animais.

Para aqueles que acham que a onda de calor foi algo passageiro ou atípico, os dados apresentam um cenário alarmante. Pesquisadores dos Estados Unidos e da União Europeia constataram que 2025 foi o terceiro ano mais quente da história. No Brasil, a situação não é diferente. São Paulo, por exemplo, registrou no dia 10 de janeiro temperatura máxima de 34,6°C, de acordo com dados apurados pelo Climatempo.

Por aqui, 2025 foi o sétimo ano mais quente desde 1961, quando teve início a série histórica, com a temperatura média anual de 24,56 °C, o que representa 0,33 °C acima, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Saúde pet e as altas temperaturas

Ainda segundo o Inmet, o padrão avaliado sinaliza uma “tendência persistente de aquecimento em todas as estações do ano”. Portanto, as altas temperaturas registradas acionam um sinal de alerta para os tutores no verão, assim como nas demais estações do ano.

Estudo revisado sobre fisiopatologia da insolação em cães demonstra que ambientes quentes, especialmente úmidos, excesso de atividade física, obesidade e algumas raças específicas estão entre os fatores de risco que contribuem para a ocorrência de casos de insolação em cachorros. 

Por sua vez, os animais com cabeça larga e focinho “achatado”, os braquicefálicos, exigem uma atenção extra. Segundo estudo da Nottingham Trent University e Royal Veterinary College, as raças que apresentaram maior risco de doenças relacionadas com o calor no Reino Unido foram: chow chow, bulldog, bulldog francês, dogue de bordeaux, greyhound, cavalier king charles, pug, entre outras.  

Desidratação, queimaduras nas patas, dermatites e até o risco de hipertermia aparecem entre os principais problemas em pets provocados pelas altas temperaturas. Entre os sintomas, estão: sangramento espontâneo, desorientação mental, delírio e convulsões. 

Diferença entre reações leves ao calor e sinais de alerta para hipertermia em cães.

Dicas da especialista

Além de ficarem atentos a possíveis sinais para socorrer o pet com agilidade, os tutores devem adotar alguns cuidados para proteger a saúde dos animais, principalmente, durante os dias mais quentes. 

Médico veterinário e gerente de desenvolvimento da PremieRpet, Ricardo Menezes explica que a hidratação adequada com a oferta constante de água fresca e limpa é o primeiro passo para promover o bem-estar dos animais durante o verão. Outro ponto importante é garantir que o animal esteja em um ambiente ventilado e com sombra.

Assim como ocorre com as pessoas, os pets também necessitam de uma alimentação correta para proteger a saúde durante o calor. Segundo o especialista, a nutrição de qualidade precisa respeitar a fase e o porte do animal, evitando excessos e alimentos inapropriados. Adotar esse cuidado ajuda a manter o equilíbrio do organismo, a boa digestão e a disposição do animal para as atividades diárias.

“Por conta das altas temperaturas, a oferta de uma alimentação úmida também é uma ótima alternativa para auxiliar na hidratação do pet e, ao mesmo tempo, garantir o correto suporte nutricional”, explica Menezes. Isso, claro, exige uma alimentação balanceada, produzida com alimentos de qualidade.

Já nos passeios, a atenção deve ser redobrada. O ideal é evitar os horários mais quentes do dia, optando por saídas no início da manhã ou fim da tarde. “O asfalto pode atingir temperaturas muito elevadas e causar queimaduras nas patas dos animais. Além disso, aumenta significativamente o risco de superaquecimento”, destaca. Como dica, Menezes recomenda ao tutor testar a temperatura do chão antes de sair com o pet.

Ainda segundo o médico veterinário e Gerente de Desenvolvimento da PremieRpet, outros cuidados básicos fazem uma grande diferença para proteger o pet durante a estação mais quente do ano. Na lista, estão: escovação regular dos pelos, a tosa higiênica — especialmente em cães de pelagem longa — e a prevenção contra pulgas, carrapatos e mosquitos.

Medidas simples e atenção à rotina ajudam a garantir a saúde de cães e gatos, permitindo que eles aproveitem com segurança o verão. Mas lembre-se: caso identifique algum sinal ou mudança de comportamento, leve rapidamente o seu pet para a análise e o diagnóstico de um médico veterinário de confiança.

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