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Metade do potencial de urânio em Lagoa Real segue inexplorado, aponta SGB
Rocha de Urânio. Foto: INB / Divulgação.

Metade do potencial de urânio em Lagoa Real segue inexplorado, aponta SGB

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 12 de fevereiro de 2026

Estudo aponta cerca de 90 mil toneladas de urânio ainda não descobertas, equivalentes a 51% do potencial estimado da região

Por Ricardo Lima

A Província Uranífera de Lagoa Real (PULR), localizada na Bahia, pode ter cerca de metade ou 51% de seu potencial de urânio ainda inexplorado, segundo estudo divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Resultados do Projeto Avaliação do Potencial do Urânio no Brasil indicam a existência de aproximadamente 90 mil toneladas do mineral em recursos não descobertos, reforçando a relevância estratégica da região para o setor mineral e a política energética nacional.

O Plano Nacional de Mineração 2030 classifica o urânio como mineral estratégico devido à sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia e ao potencial das reservas de contribuir para a geração de superávit na balança comercial brasileira.

O levantamento integra o Informe de Recursos Minerais — Avaliação da Favorabilidade para Depósitos de Urânio no Brasil: Urânio na Província Lagoa Real, BA: principais aspectos das mineralizações e favorabilidade mineral. O estudo analisa a favorabilidade para depósitos de urânio no país e destaca o papel da província baiana no planejamento estratégico da mineração e na segurança energética do Brasil.

Segundo o pesquisador Raul Meloni, um dos autores do estudo, o avanço no conhecimento sobre a província amplia as perspectivas para o setor mineral brasileiro.

“Ao ampliar os conhecimentos sobre o urânio na PULR, e fornecer subsídios técnicos para a exploração eficiente deste bem mineral, o IRM fortalece o planejamento estratégico do setor mineral, favorecendo o desenvolvimento sustentável e competitivo da mineração no Brasil”, afirmou.

Atualmente, o Brasil possui o nono maior recurso mundial de urânio, com cerca de 250 mil toneladas estimadas. A diversidade geológica e a extensão territorial do país indicam possibilidade de ampliação dessas reservas.

“Esses resultados evidenciam o alto potencial de crescimento das reservas nacionais de urânio“, destacou Meloni.

Pesquisa e metodologia

Para a realização do estudo, o SGB combinou novas informações geológicas com técnicas avançadas de mapeamento de favorabilidade mineral, permitindo identificar áreas com maior potencial para exploração e orientar futuras atividades de prospecção.

De acordo com Meloni, o trabalho também contribui para reduzir incertezas no setor.

Para ele, o estudo contribui para “reduzir riscos exploratórios e fornecer subsídios técnicos para orientar investimentos futuros”, explicou Meloni.

O Informe de Recursos Minerais nº 13, da série Minerais Estratégicos, está vinculado ao Programa Mineração Segura e Sustentável e à Ação Pesquisa Mineral, da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM). A iniciativa conta com financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal, e tem como objetivo estimular a pesquisa e a produção mineral brasileira.

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