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Aura Minerals produz 82 mil onças de ouro no quarto trimestre de 2025
Borborema eleva produção em 54% frente ao trimestre anterior. Imagem: Aura Minerals / Divulgação.

Aura Minerals produz 82 mil onças de ouro no quarto trimestre de 2025

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 12 de janeiro de 2026

Companhia alcança produção recorde no trimestre e encerra o ano no patamar superior das projeções, impulsionada por seis minas em operação.

Por Ricardo Lima

A Aura Minerals anunciou nesta segunda-feira (12) resultados preliminares de produção referentes ao quarto trimestre e ao acumulado de 2025, com números recordes na história da companhia. A produção total no último trimestre do ano alcançou 82.067 onças equivalentes de ouro (GEO), representando alta de 11% em relação ao terceiro trimestre e de 23% na comparação anual.

No acumulado de 2025, a mineradora produziu 280.414 GEO a preços correntes, crescimento de 5% frente a 2024, encerrando o exercício dentro da faixa superior do guidance divulgado ao mercado, que previa produção entre 266 mil e 300 mil GEO.

Gráfico da produção trimestral consolidada de ouro da Aura Minerals em GEO entre o 1T23 e o 4T25
Produção trimestral consolidada da Aura Minerals em GEO, a preços correntes e constantes, do 1T23 ao 4T25. Imagem: Aura Minerals.

Segundo a empresa, o desempenho reflete a contribuição das seis minas em operação, Aranzazu, Apoena, Minosa, Almas, Borborema e a recém adquirida Mineração Serra Grande (MSG), além de avanços operacionais e estratégicos ao longo do ano.

Contribuição da Mineração Serra Grande para a produção de ouro da Aura Minerals em dezembro de 2025
Contribuição da MSG apenas em dezembro de 2025. Imagem: Aura Minerals / Divulgação.

“Temos grande satisfação em encerrar 2025 com resultados expressivos, alcançando 82,1 mil GEO no 4T a preços correntes, um aumento de 5% em relação ao 3T e 24% acima do 4T de 2024, impulsionando a produção anual para 280 mil GEO a preços correntes ou 290 mil GEO a preços de Guidance”, afirmou Rodrigo Barbosa, CEO e presidente da Aura Minerals. “Esse desempenho excepcional não apenas supera o ponto médio do nosso Guidance de produção para 2025, como também reforça nossa sólida trajetória de crescimento, mesmo antes da plena materialização do ramp-up bem-sucedido de Borborema ou da contribuição adicional de produção decorrente da recente aquisição da MSG.”

Destaques operacionais por mina

A mina de Aranzazu registrou produção de 18.878 GEO no quarto trimestre, queda em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2024, impactada principalmente pelo efeito dos preços dos metais na conversão para GEO. No acumulado do ano, a produção ficou alinhada ao guidance quando considerados os preços de referência.

Em Minosa, a produção trimestral somou 17.818 GEO, levemente abaixo do trimestre anterior, reflexo do período chuvoso e de obras de expansão. Ainda assim, a unidade encerrou 2025 no limite superior de sua faixa de projeção anual.

A operação de Almas apresentou crescimento trimestral de 5%, alcançando 15.872 GEO, impulsionada pelo aumento de volume processado e pelos ganhos decorrentes da expansão da planta. No ano, a produção avançou 5%, mesmo com a redução de teor, e ficou próxima do teto do guidance.

Na mina de Apoena, a produção do quarto trimestre foi de 8.961 GEO. Apesar da leve retração trimestral, o desempenho anual superou as expectativas da companhia, permitindo que a unidade fechasse 2025 acima do limite superior do guidance.

O maior destaque do período foi Borborema, que produziu 15.777 GEO no quarto trimestre, um salto de 54% frente ao trimestre anterior. A melhora reflete a evolução do ramp-up operacional, com aumento de recuperação metalúrgica, maior teor do minério processado e maior estabilidade da planta.

De acordo com Barbosa, a empresa segue focada em três frentes estratégicas para geração de valor: desenvolvimento de projetos greenfield, investimentos em exploração para alongar a vida útil das minas e crescimento via aquisições. “As aquisições da Era Dorada e da MSG, aliadas ao avanço operacional, nos posicionam para alcançar um patamar superior a 600 mil GEO nos próximos anos”, concluiu o executivo.

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