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Menopausa transforma a pele: por que fazer os mesmos procedimentos de antes pode não funcionar
Por Divulgação

Menopausa transforma a pele: por que fazer os mesmos procedimentos de antes pode não funcionar

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 29 de outubro de 2026

Insistir em protocolos ‘de pele jovem’ numa pele menopausada é uma das formas mais comuns de ter resultado ruim

A menopausa marca uma mudança hormonal importante, principalmente pela queda do estrogênio, que é um hormônio que participa ativamente da saúde da pele. “A pele feminina sofre muito mais com as flutuações hormonais cíclicas e, principalmente, com a menopausa, quando a queda do estrogênio acelera a perda de colágeno, o afinamento da pele e o ressecamento”, diz a dermatologista Dra. Glauce Eiko, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP).

“O estrogênio influencia a produção de colágeno, a hidratação, a elasticidade e até a capacidade de reparo da pele. Com essa redução, a pele tende a ficar mais fina, mais seca e menos resistente. As queixas mais frequentes que escuto no consultório são: ressecamento, perda do viço, aumento da flacidez, surgimento mais evidente de rugas finas, maior sensibilidade e aquela sensação de que a pele ‘mudou de repente’”, explica a dermatologista Dra. Thalyta Valle de Rezende Travaglini, membro da SBD-RESP.

“Também surgem linhas finas, poros mais visíveis e manchas mais evidentes. As tecnologias funcionam melhor em qualidade de pele, textura, firmeza e flacidez leve a moderada. O tratamento melhora a pele, mas não devolve a aparência de 30 anos. A resposta é gradual, com resultado mais claro entre três e seis meses”, acrescenta o dermatologista Dr. Renato Soriani, CEO da Renascence Dermatologia e expert em tecnologias dermatológicas. Para ele, também é necessário avaliar o grau de sensibilidade da pele. “Insistir em protocolos ‘de pele jovem’ numa pele menopáusica é uma das formas mais comuns de ter resultado ruim”, acrescenta o médico.

Segundo a ginecologista Dra. Patricia Magier, criadora do Método Plena para cuidado da mulher de forma completa, profunda e individualizada, muitas mulheres acreditam que isso é o resultado do envelhecimento natural, mas a entrada na menopausa acelera os processos de forma muito expressiva.

“Sabemos que as mulheres podem perder até 30% do colágeno cutâneo nos primeiros cinco anos após o início da menopausa. Esse impacto também se reflete no cabelo, que pode se tornar mais fino, frágil e com crescimento mais lento, devido à alteração no ciclo dos folículos capilares”, explica a ginecologista. Essas mudanças podem ocorrer até mesmo antes da menopausa, no período perimenopausal. “O grande ‘vilão’ das alterações da pele na menopausa é a diminuição do estrógeno. Portanto, dependendo dos níveis de estrógeno na pré -menopausa, a mulher já pode apresentar sintomas”, esclarece a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). “As mulheres podem ter a sensação de pele ‘esturricada’ e ‘craquelada’”, afirma a médica. “Estudos indicam que, após a menopausa, há uma redução de cerca de 30% do colágeno nos primeiros cinco anos, o que piora o ressecamento e o prurido (coceira) em muitas mulheres”, explica a dermatologista Dra. Glauce.

De acordo com o Dr. Renato Soriani, a escolha do tratamento é feita de acordo com a queixa e com o exame da pele. “Espessura da pele, grau de flacidez, fototipo, tolerância a downtime (período de recuperação) e o que a paciente espera. Sempre também analisamos o nível de inflamação e o metabolismo glicêmico do organismo. A tecnologia vem depois. Na perimenopausa, a pele ainda responde bem e o foco pode ser preservar. Na pós-menopausa mais tardia, a pele é mais fina e responde mais devagar, então costumo preparar melhor o tecido, ser mais conservador na energia e associar tratamentos regenerativos. Na verdade, não existe protocolo por fase. Existe avaliação individual”, diz o dermatologista.

No skincare, a dermatologista Dra. Thalyta Valle diz que, como a pele passa a precisar mais de reparação da barreira cutânea e estímulo de renovação celular, em geral, é indicado priorizar limpeza suave, hidratação mais potente, ativos que estimulam colágeno e proteção solar diária. Quanto à reparação da barreira, o Cica B12+ Multirreparador, da Ada Tina, oferece ação calmante rápida ao mesmo tempo em que trabalha na recuperação da estrutura de proteção da pele. “Cica B12+ estimula fisiologicamente a própria pele a produzir pantenol, garantindo hidratação celular contínua, reparação tecidual de dentro para fora e fortalecimento duradouro da barreira cutânea”, explica o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, especialista em Cosmetologia e CEO da ADA TINA. “Também é interessante apostar nos procedimentos que estimulam a produção de novas fibras de colágeno, como os bioestimuladores injetáveis e o ultrassom microfocado ”, explica a dermatologista Dra. Paola.

Sobre as tecnologias, o Dr. Renato destaca que o laser fracionado trabalha textura, linhas finas e tom; a radiofrequência (monopolar e associada a microagulhamento) estimula colágeno e melhora a firmeza. Mas é importante entender a situação da pele. “Em pele mais fina e sensível, uso menos energia, menos passadas e intervalos maiores entre as sessões, porque a recuperação é mais lenta. Atualmente, preferimos mapear o rosto do paciente com um ultrassom diagnóstico antes do procedimento. O preparo da pele antes também conta: barreira íntegra, hidratação e fotoproteção em dia”, esclarece o Dr. Renato Soriani.

Não é raro, segundo a dermatologista Dra. Mônica Aribi, sócia efetiva da SBD, que seja prescrita uma associação de técnicas, principalmente para tratar as manchas, flacidez e a luminosidade da pele. “Na abordagem das alterações pigmentares, o Quadri Pico, por exemplo, trabalha com pulsos ultracurtos e diferentes comprimentos de onda, permitindo protocolos voltados para pigmentação. Podemos usar também o Zye Laser para estímulo de colágeno e melhora da qualidade da pele superficial; e o Hydrafacial para promover limpeza, esfoliação, extração e hidratação em um protocolo não invasivo que melhora o glow e a luminosidade”, destaca a Dra. Mônica. Para complementar o tratamento, os preenchedores ainda são recomendados, com linhas como Sofiderm, gel de ácido hialurônico injetável com BDDE (agente estabilizador) altamente purificado. “ Sofiderm tem uma ampla gama de produtos, desde géis mais leves, que podem ser usados para hidratação profunda, até géis mais densos, podendo ser usados para uma volumização mais expressiva ou correção de deformidades e assimetrias. Assim, o tratamento torna-se totalmente personalizado”, diz a dermatologista Dra. Juliana Schinzari Palo, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O suporte nutricional com suplementos também é indicado, segundo a farmacêutica Patricia França, gestora científica da Biotec. “Um dos destaques é o Exsynutriment ®, um silício na forma de silanol biologicamente ativo, estabilizado em colágeno marinho, uma estrutura que favorece maior biodisponibilidade, ou seja, melhor absorção e utilização pelo organismo. Com ação genômica comprovada, ele estimula genes envolvidos na produção de colágeno tipo I, além de favorecer a síntese de elastina e glicosaminoglicanos. Como resultado, contribui para a firmeza, elasticidade e integridade da pele, ajudando a preservar sua qualidade ao longo do envelhecimento”, afirma a farmacêutica.

E as cirurgias?

Com relação às cirurgias plásticas, uma parcela das mulheres na menopausa já não quer esconder a idade, e sim envelhecer com qualidade, mantendo a identidade e a aparência compatível com a fase da vida. E isso influencia nas técnicas. “Nesse contexto, surgiram o NOLT (New Older Life Trend), conceito que descreve uma nova maneira de viver a maturidade. Os 60+ agora podem ser chamados de NOLT, uma população que envelhece ativamente, assume a idade e não tem interesse de escondê-la”, explica a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A mudança também dialoga com o conceito de quiet beauty, que vem ganhando espaço na estética e valoriza resultados discretos, naturais e individualizados, em oposição a transformações que modificam excessivamente os traços. “Existe uma mudança clara na expectativa dos pacientes. Eles querem rejuvenescer, mas continuar parecendo eles mesmos. Isso significa respeitar as características individuais do rosto, a proporção entre suas estruturas e a própria identidade facial. O rejuvenescimento não deve apagar a história daquela pessoa”, explica o cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez, membro da SBCP. Um dos destaques em técnicas que oferecem resultados naturais é o deep plane facelift.

No corpo, mais especificamente nos seios, a menopausa também traz mudanças. “A mulher pode perceber as mamas mais flácidas, com queda e menor preenchimento do colo. O tamanho também pode mudar: algumas sentem perda de volume, enquanto outras percebem aumento, especialmente quando há ganho de peso. Por isso, eu avalio cada caso sem partir da ideia de que todas as mulheres vão passar pelas mesmas mudanças”, explica o Dr. Thiago Calado, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Em algumas pacientes, posso remodelar as mamas com os próprios tecidos. Em outras, associo uma prótese ou uma redução de volume. Também converso sobre a possibilidade de a mama voltar a ceder com o tempo, porque a cirurgia não interrompe o envelhecimento”, destaca o Dr. Thiago, ressaltando que a menopausa, por si só, não impede a operação. “Avalio a saúde, os medicamentos, uma eventual terapia hormonal e os exames das mamas para definir um planejamento adequado”, completa.

Terapia de reposição hormonal

Sobre a terapia hormonal, o Dr. Renato explica que há evidência razoável de que ela melhora espessura, hidratação e elasticidade da pele, ainda que com estudos heterogêneos e muitos observacionais. “Ela não é prescrita para tratar a pele, e essa decisão é da ginecologia. Se ela muda a resposta aos procedimentos, é uma hipótese plausível, já que a pele partiria de um substrato melhor, mas faltam estudos diretos que comparem isso. Mas quem não usa hormônio pode se beneficiar dos procedimentos do mesmo jeito. O importante é que os médicos estejam alinhados”, diz o dermatologista. “De qualquer maneira, a manutenção é parte do plano, geralmente com sessões de reforço uma ou duas vezes por ano, dependendo da tecnologia e da paciente, além do cuidado diário, principalmente fotoproteção. A duração varia muito de pessoa para pessoa, e prometer prazo exato seria desonesto. Para quem vai investir, a melhor estratégia é tratar o que mais incomoda e construir o resultado por etapas”, finaliza o Dr. Renato Soriani.

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