Com impulso de IA, FMI eleva previsão de crescimento global para 3,1% em 2026
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 28 de outubro de 2026
- Projeção para 2026 sobe de 3,0% para 3,1%; estimativa para 2027 permanece em 3,4%
- Inflação global deve chegar a 4,7% neste ano, pressionada pelos preços de energia e alimentos
- Crescimento desigual entre países amplia desafios para custos, expansão e financiamento das empresas
A economia global deve crescer 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, segundo o relatório Perspectivas Econômicas Mundiais do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado no dia 13 de outubro. Em relação à atualização de julho, a instituição elevou em 0,1 ponto percentual a previsão para este ano e manteve a estimativa para o próximo.
Os números indicam que a atividade econômica continua resistindo aos efeitos da guerra no Oriente Médio e das tensões comerciais. Essa resistência, porém, é desigual: países beneficiados pela expansão de projetos ligados à inteligência artificial ou por condições comerciais favoráveis apresentam desempenho melhor, enquanto muitas economias importadoras de energia e de baixa renda enfrentam dificuldades maiores.
A inflação global deve chegar a 4,7% em 2026, pressionada principalmente pelos preços de energia e alimentos. Para as empresas, esse cenário acrescenta desafios ao controle dos custos e ao planejamento de novos projetos.
As economias avançadas devem crescer 2,1% neste ano, enquanto a projeção para os países emergentes e em desenvolvimento é de 3,7%. A zona do euro tem expansão prevista de 1,1%, e a América Latina e o Caribe, de 2,3%.
Tecnologia sustenta parte do crescimento
O ciclo de projetos ligados à inteligência artificial é um dos fatores que ajudam a sustentar a atividade econômica. A expansão desse mercado movimenta a demanda por tecnologia e cria oportunidades para empresas que participam de sua cadeia.
O impulso, contudo, não se distribui igualmente. Economias mais conectadas ao desenvolvimento e à produção de tecnologia tendem a se beneficiar mais, enquanto países com menor participação nessas atividades ficam mais expostos aos efeitos do encarecimento da energia.
O FMI também alerta que as margens de ajuste que ajudaram a economia mundial a absorver os choques recentes estão diminuindo. Isso significa que a capacidade de empresas e países de acomodar novas pressões está mais limitada.
Energia cara pressiona custos e demanda
A guerra no Oriente Médio continua sendo uma fonte de incerteza. Segundo o FMI, o prolongamento ou a intensificação do conflito pode manter os preços de energia e alimentos elevados, adicionando pressão sobre a inflação e reduzindo o ritmo de crescimento.
Para as empresas, a energia mais cara pode elevar despesas de produção e transporte. A alta dos alimentos também compromete o orçamento das famílias, reduzindo o espaço para outros gastos e afetando a demanda por bens e serviços.
A intensidade desses efeitos varia conforme a dependência de energia importada e as características de cada economia. Por isso, a projeção global reúne realidades distintas e não representa uma recuperação uniforme entre países e setores.
Financiamento e expansão exigem atenção
Além das tensões geopolíticas, o FMI destaca os desafios associados ao endividamento elevado e ao aumento dos custos de financiamento. A instituição também aponta que novas tensões comerciais podem dificultar o planejamento das empresas.
No mercado de inteligência artificial, expectativas excessivamente otimistas sobre lucros e produtividade podem resultar em correções nos preços dos ativos e em condições financeiras mais restritivas. No sentido oposto, ganhos de produtividade que se concretizem mais rapidamente podem fortalecer a atividade econômica.
Para os negócios, o cenário reforça a importância de acompanhar custos de energia, condições de crédito e perspectivas de demanda antes de ampliar operações ou estruturar novos projetos. A concentração de parte do crescimento em atividades ligadas à tecnologia também exige avaliar como cada empresa e setor participa desse movimento.
A aceleração global projetada para 2027 oferece uma perspectiva de melhora, mas o planejamento empresarial precisa considerar as diferenças entre mercados e a possibilidade de novos choques alterarem as condições de produção e financiamento.
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