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Cobre e níquel devem ampliar participação nos resultados da Vale
Foto: Vale / Divulgação.

Cobre e níquel devem ampliar participação nos resultados da Vale

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 23 de outubro de 2026

Mineradora prevê elevar para 40% a contribuição dos metais básicos ao resultado operacional, com expansão da produção de cobre sustentada por projetos no Pará.

A Vale pretende ampliar a contribuição do cobre e do níquel para seus resultados financeiros nos próximos anos, com a perspectiva de quase dobrar a produção de cobre a partir de projetos concentrados no Pará. A estratégia busca elevar a participação da divisão de metais básicos para cerca de 40% do resultado operacional da companhia, ante os atuais 30%, segundo o CEO da mineradora, Gustavo Pimenta, em entrevista ao Financial Times. Informações segundo a Bnamericas.

Maior produtora de minério de ferro do mundo, a empresa aposta no potencial de crescimento da demanda por cobre, impulsionada pela eletrificação, pela mobilidade elétrica e pela expansão da infraestrutura. A produção do metal pela Vale deverá passar de 380 mil para 700 mil toneladas anuais, sustentada principalmente por empreendimentos na região de Carajás, no sudeste do Pará.

O movimento ocorre em um cenário de perspectivas favoráveis para o mercado global de cobre, marcado pela expectativa de aumento do consumo e pelas dificuldades para expandir a oferta, inclusive em países produtores relevantes, como o Chile.

“Os apelos crescentes da eletrificação, da mobilidade elétrica e da infraestrutura em geral são os principais vetores de crescimento. Esses elementos representam tendências positivas concretas para o setor do cobre”, afirmou Felipe Guerini, gerente comercial e de exportação da Termomecanica, empresa brasileira especializada na transformação de cobre e suas ligas, em entrevista à BNamericas.

Projetos no Pará sustentam expansão

Entre as iniciativas estratégicas da Vale para ampliar a produção de cobre está o projeto Bacaba, que deverá antecipar sua entrada em operação. De acordo com as informações mais recentes da companhia, as obras alcançaram 39% de avanço físico ao final do segundo trimestre de 2026. Com isso, o início das atividades passou a ser previsto para o terceiro trimestre de 2027, antes da estimativa original, que apontava para o primeiro semestre de 2028.

Localizado em Canaã dos Carajás (PA), Bacaba será desenvolvido como uma expansão brownfield da mina de Sossego, aproveitando a infraestrutura já existente. O investimento estimado é de US$ 290 milhões, e o projeto prevê uma mina a céu aberto com capacidade para produzir 50 mil toneladas de cobre por ano, durante uma vida útil estimada em oito anos.

Outro empreendimento relevante é o projeto Alemão, que prevê investimentos de US$ 1,8 bilhão. A iniciativa está em fase de estudos de viabilidade, engenharia básica e avaliação ambiental e social. A expectativa é alcançar uma produção anual de 80 mil toneladas de cobre e 140 mil onças de ouro, além de incluir a construção de uma linha de transmissão de 230 kV. A Vale prevê tomar a decisão final de investimento em 2027.

A expansão do complexo Salobo também integra os planos de crescimento da companhia. O projeto poderá adicionar 30 mil toneladas à produção anual de cobre, com decisão final de investimento prevista para 2026.

Além dessas iniciativas, a Vale Base Metals, por meio de sua subsidiária Salobo Metais, conduz o Projeto 118, também no Pará. Com investimento estimado em US$ 350 milhões, o empreendimento está em fase avançada de exploração e tem potencial para produzir entre 60 mil e 80 mil toneladas de cobre por ano.

Com a evolução desses projetos, a Vale busca fortalecer a participação dos metais básicos em seu desempenho financeiro e ampliar sua exposição a um mercado considerado estratégico para a transição energética e o desenvolvimento da infraestrutura global.

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