PLS aprova expansão de US$ 1,31 bilhão para elevar produção de lítio na Austrália
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 16 de outubro de 2026
Projeto P2000, em Pilgangoora, elevará capacidade de produção de concentrado de espodumênio para cerca de 2 milhões de toneladas anuais a partir de 2029, com nova planta de beneficiamento na Austrália Ocidental
A australiana PLS Group (ASX: PLS) aprovou a decisão final de investimento no projeto de expansão P2000, orçado em A$ 1,9 bilhão (US$ 1,31 bilhão), na operação de lítio em rocha dura de Pilgangoora, na região de Pilbara, na Austrália Ocidental. O empreendimento representa o maior investimento já aprovado pela companhia.
A expansão elevará a capacidade anual de produção de concentrado de espodumênio para aproximadamente 2 milhões de toneladas a partir de 2029, com a construção da nova planta de beneficiamento Jimmagunya. O início da produção está previsto para o terceiro trimestre de 2029, seguido por um período de aproximadamente seis meses de ramp-up até a capacidade plena.
O projeto é a próxima etapa de crescimento de Pilgangoora, após as expansões P680 e P1000, e foi viabilizado por avanços tecnológicos e estudos metalúrgicos que permitem aproveitar uma parcela maior do corpo mineralizado, reduzindo a movimentação de estéril e os custos operacionais.
Segundo a PLS, cerca de 67 milhões de toneladas de material mineralizado anteriormente classificado como estéril poderão ser recuperadas economicamente como minério. A atualização das reservas também contribuiu para um aumento de 23% nas toneladas de minério reportadas e de 31% no lítio contido, em comparação com os números apresentados no relatório anual de 2026.
A nova unidade Jimmagunya será construída ao lado da planta existente de Pilgan e contará com capacidade de processamento de 9 milhões de toneladas anuais na etapa a seco e 6,3 milhões de toneladas por ano na etapa úmida. O empreendimento será a terceira grande instalação de beneficiamento da operação.
A companhia projeta produção média de aproximadamente 1,97 milhão de toneladas anuais de concentrado de espodumênio com teor de 5,2% de Li₂O nos primeiros dez anos de operação em regime estável. Ao mesmo tempo, estima reduzir os custos operacionais médios para cerca de A$ 620 por tonelada (US$ 429/t), na modalidade FOB, em valores reais.
O estudo de viabilidade prevê valor presente líquido incremental após impostos de A$ 2,7 bilhões (US$ 1,87 bilhão), considerando taxa de desconto real de 8%, e taxa interna de retorno de 29,5%. Os cálculos utilizam como premissa um preço de longo prazo de US$ 1.620 por tonelada para o concentrado de espodumênio com teor de 6% de Li₂O, na condição CIF China.
O CEO da PLS, Dale Henderson, ressaltou que o aumento da escala virá acompanhado de uma posição de custos mais competitiva. “Em um mercado cíclico, a escala é importante, mas a posição de custos é ainda mais. O P2000 oferece os dois benefícios, com uma produção significativamente maior e custos unitários menores, fortalecendo a posição de Pilgangoora na curva global de custos e tornando o negócio mais resiliente ao longo dos ciclos do mercado de lítio”, declarou.
O projeto deverá gerar mais de mil empregos durante a construção e aproximadamente 500 postos de trabalho permanentes. A implantação deve durar cerca de dois anos e meio, com atividades iniciais de preparação da área já em andamento.
Além do investimento no P2000, a companhia prevê aplicar entre A$ 600 milhões e A$ 650 milhões (US$ 415 milhões a US$ 450 milhões) em infraestrutura de apoio, incluindo melhorias rodoviárias, instalações de manutenção e um novo alojamento permanente para trabalhadores.
O financiamento do projeto será sustentado pelo caixa existente e pelo fluxo de caixa operacional. Em 30 de junho de 2026, a PLS registrava saldo de caixa de A$ 2,3 bilhões (US$ 1,59 bilhão).
A expansão também prevê a adoção de um sistema de filtragem e empilhamento a seco de rejeitos, que, combinado a outras medidas de eficiência hídrica, poderá reduzir em até 40% a intensidade do consumo de água por tonelada de produto.
Paralelamente, a PLS concluiu um estudo de pré-viabilidade para avaliar a possibilidade de desenvolver mineração subterrânea em Pilgangoora. A combinação de lavra a céu aberto e subterrânea poderá elevar a produção média para aproximadamente 2,2 milhões de toneladas anuais e estender a vida operacional para mais de 25 anos.
O desenvolvimento subterrâneo, contudo, não faz parte do investimento aprovado para o P2000 e dependerá de estudos adicionais, de uma decisão de investimento específica e das condições de mercado.
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