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Proteção veicular: David do Prado dimensiona o mercado após a LC 213
Por SAFTEC DIGITAL

Proteção veicular: David do Prado dimensiona o mercado após a LC 213

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 13 de outubro de 2026

Com mais de 2.200 associações cadastradas na Susep e cerca de 70% da frota sem cobertura, setor entra em nova fase de crescimento regulado.

O vendedor David do Prado, com mais de 10 anos de experiência em proteção veicular, dimensiona o mercado a partir de um marco recente: a Lei Complementar 213, sancionada em 15 de janeiro de 2025. A norma autorizou a atuação de cooperativas de seguros e criou o mercado de proteção patrimonial mutualista, administrado por empresas especializadas. Para uma atividade que cresceu por anos sem supervisão direta da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a mudança inaugura uma fase de crescimento regulado.

Qual é o tamanho da demanda por proteção veicular?

De acordo com estimativa da CNseg, cerca de 70% da frota brasileira circula sem cobertura de seguro tradicional. Foi nesse espaço que as associações de proteção veicular avançaram nas últimas duas décadas, oferecendo alternativa a quem buscava um custo mais acessível para proteger o veículo.

David do Prado explica que a procura tende a se concentrar em motoristas que precisam proteger o patrimônio com um custo compatível com a renda. Com a regulamentação, essa demanda passa a ser atendida por um modelo supervisionado, o que muda o perfil de confiança do consumidor e amplia o interesse de novos participantes.

O que a LC 213 mudou na operação das associações?

A lei passou a chamar a atividade de operações de proteção patrimonial mutualista. Também exige que as associações façam cadastro na Susep e contratem uma administradora especializada. De acordo com dados do órgão regulador, mais de 2.200 associações concluíram o cadastro obrigatório. As regras publicadas em 2026 limitam a atuação do modelo à cobertura de danos patrimoniais de veículos e responsabilidades ligadas a eles.

Sobre esse ponto, David do Prado detalha que a supervisão altera o argumento de venda. A oferta deixa de depender apenas de preço e passa a se apoiar em cadastro, regras claras e relação definida entre associado e administradora. Para quem atua na ponta, isso significa explicar o produto com mais precisão e com base em critérios que o cliente consegue verificar.

Seguro e proteção mutualista disputam o mesmo motorista?

Os dois modelos convivem em um mercado em que a maior parte da frota segue sem cobertura. O seguro tradicional mantém estrutura própria, com apólice e seguradora. Já a proteção mutualista funciona pela divisão dos custos entre os participantes. Com a regulamentação, a comparação entre as opções tende a ocorrer em critérios mais objetivos, como cobertura, prazo de atendimento e solidez da administração.

David do Prado examina o cenário como complementar. Há espaço para os dois modelos enquanto a maioria dos motoristas continuar sem qualquer cobertura, e a regulação ajuda o consumidor a distinguir o que cada alternativa oferece antes de decidir.

Transparência na adesão virou requisito comercial

Com a supervisão, o modo de apresentar o produto ganha peso. O consumidor precisa entender o que está contratando, quanto vai pagar, quando pode acionar a proteção e quais situações ficam fora da cobertura. Explicações incompletas na adesão costumam se transformar em disputas no momento do acionamento, quando a expectativa do cliente encontra o texto do contrato.

David do Prado mapeia que a venda consultiva ganha espaço nesse contexto. Explicar o funcionamento do modelo mutualista antes da adesão reduz conflitos depois e aproxima a expectativa do cliente daquilo que o contrato de fato prevê. Esse cuidado também fortalece a relação de longo prazo entre o associado e a empresa responsável.

A consolidação depende das administradoras

A próxima etapa do mercado passa pela estruturação das administradoras exigidas pela lei, que passam a conduzir as operações das associações. A forma como elas organizarão governança, controles e atendimento tende a definir quais modelos ganham escala e quais perdem espaço.

Se o cadastro e a supervisão ampliarem a confiança, o setor tem espaço para alcançar parte da frota que hoje circula sem qualquer cobertura. David do Prado projeta que a profissionalização da venda acompanhará esse movimento, com atendimento mais técnico e processos mais padronizados.

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