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Com cerca de 160 quilômetros, o Fish River Canyon exige planejamento, e Antonella Giancoli e Anna Boni explicam por que a Benarrivati inclui a região nos roteiros pela Namíbia
Por SAFTEC DIGITAL

Com cerca de 160 quilômetros, o Fish River Canyon exige planejamento, e Antonella Giancoli e Anna Boni explicam por que a Benarrivati inclui a região nos roteiros pela Namíbia

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 6 de outubro de 2026

No sul da Namíbia, o Fish River Canyon chega a quase 550 metros de profundidade e pode alcançar 27 quilômetros de largura. A travessia clássica tem cerca de 85 quilômetros e só é permitida em uma temporada específica, sujeita ainda às condições de segurança de cada ano

No extremo sul da Namíbia, o Fish River Canyon corta uma paisagem árida por cerca de 160 quilômetros. Com trechos que chegam a 27 quilômetros de largura e quase 550 metros de profundidade, é apresentado pelos órgãos de turismo do país como o segundo maior cânion do mundo e ocupa uma das áreas mais remotas dos roteiros pelo sul namibiano.

Antonella Giancoli e Anna Boni, cofundadora e CEO da Benarrivati Africa, colocam o planejamento no centro de uma passagem pela região. Isso porque conhecer o cânion a partir dos mirantes e percorrê-lo em uma travessia de vários dias são propostas completamente diferentes, com níveis de exigência física e logística que precisam ser considerados antes de definir o roteiro.

Uma formação construída ao longo de milhões de anos

A história geológica do Fish River Canyon é mais complexa do que a ideia de uma erosão contínua durante 500 milhões de anos. As rochas expostas no local registram períodos muito antigos da história da Terra, mas estudos geológicos indicam que a formação do cânion atual envolve diferentes fases de tectonismo, glaciação, elevação do terreno e erosão fluvial.

Material do Geological Survey of Namibia situa o início da formação do cânion moderno em cerca de 130 milhões de anos atrás, depois da fragmentação de Gondwana e da elevação do continente africano, que aumentou a capacidade erosiva do rio Fish. Essa escala pode ser percebida sem necessariamente descer ao interior do cânion. Mirantes na região de Hobas permitem observar as paredes rochosas e as curvas do rio a partir do alto, alternativa importante para quem não pretende encarar a travessia completa.

Uma caminhada de quatro a cinco dias

A trilha clássica pelo interior do Fish River Canyon tem aproximadamente 85 quilômetros e costuma exigir quatro ou cinco dias. Durante o percurso, os caminhantes precisam carregar seus próprios equipamentos e alimentos, em uma rota marcada pelo isolamento e pelas condições variáveis do rio.

A temporada oficial costuma ocorrer entre 1º de maio e 15 de setembro, quando as temperaturas são mais adequadas e diminui o risco associado ao verão e às chuvas. Mesmo dentro dessa janela, porém, a abertura não é automática. As condições do rio podem alterar o calendário.

Em 2026, por exemplo, o percurso chegou a permanecer fechado devido ao nível elevado da água e só foi reaberto em 17 de julho, depois de uma nova avaliação de segurança da Namibia Wildlife Resorts.

Por que o perfil do viajante faz diferença

Para Antonella, a travessia completa não deve entrar no roteiro apenas pela dimensão ou fama do cânion.

“O Fish River Canyon exige preparo físico real e disposição para vários dias de caminhada em uma região remota. Para alguns grupos, a travessia pode fazer sentido; para outros, conhecer o cânion pelos mirantes permite viver essa paisagem sem transformar a viagem em um desafio físico que não combina com o perfil da família”, afirma Antonella Giancoli.

Nos roteiros africanos, a participação de Anna Boni acrescenta justamente a leitura do destino a partir das particularidades da região. No Fish River Canyon, isso significa considerar não apenas a distância percorrida, mas época do ano, condições do rio, exigências de acesso e preparo necessário antes de propor a caminhada.

A exigência médica faz parte do planejamento

A travessia também envolve requisitos específicos. A orientação oficial disponível para a trilha determina a apresentação, em Hobas, de um formulário médico preenchido por um profissional de saúde e emitido até 40 dias antes do início da caminhada. A reserva antecipada também é necessária.

Essas regras ajudam a dimensionar a diferença entre visitar o Fish River Canyon e atravessá-lo. A primeira experiência pode ser incorporada a uma viagem pelo sul da Namíbia com paradas nos mirantes; a segunda exige vários dias, preparo físico e acompanhamento atento das condições locais.

Para a Benarrivati, é essa distinção que orienta a inclusão do Fish River Canyon nos roteiros pela Namíbia. Mais do que acrescentar outro cenário monumental à viagem, Antonella Giancoli e Anna Boni tratam a região como um destino em que a forma de visitar precisa ser definida com o mesmo cuidado que o próprio lugar.

Sobre a Benarrivati

Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

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