Cerca de metade do território do Vaticano é ocupada por jardins que poucos visitantes conhecem, e Antonella Giancoli inclui esse passeio nos roteiros da Benarrivati
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 29 de setembro de 2026
Acessíveis em modalidades específicas de visita e com reserva antecipada, os Giardini Vaticani ocupam cerca de metade da área do menor país do mundo, mas raramente entram no roteiro de quem vai direto para a Capela Sistina
Dos pouco mais de quarenta e quatro hectares que compõem o território do Vaticano, cerca de vinte e dois são ocupados por jardins. Antonella Giancoli, responsável pela curadoria italiana da Benarrivati, explica que, quando faz sentido para o perfil da viagem, reserva um horário para os Giardini Vaticani antes da visita aos museus, tratando esse intervalo como parte do ritmo do percurso, e não apenas como um extra opcional.
Um país pequeno com cerca de metade do território em verde
Os jardins se formaram ao longo de séculos, reunindo áreas de inspiração italiana, francesa e inglesa, além de fontes históricas como a Fontana dell’Aquilone e uma reprodução em tamanho natural da gruta de Lourdes, instalada em 1902.
Entre a vegetação também está a área ligada à antiga estação da Rádio Vaticano, projetada por Guglielmo Marconi e inaugurada por Pio XI em 1931. Foi dali que começou a história da emissora pontifícia, em um capítulo da comunicação que muitos visitantes não associam a um passeio pelos jardins.
Por que ela reserva um horário antes dos museus
O acesso aos jardins acontece por modalidades específicas. Há, por exemplo, um percurso em open bus panorâmico, com audioguia e duração aproximada de 45 minutos, além de visitas guiadas a pé oferecidas em programações próprias dos Museus Vaticanos.
Para Antonella, esse intervalo ao ar livre funciona como uma mudança de ritmo antes da quantidade de informação e estímulo visual que os museus concentram logo em seguida.
“As pessoas chegam ao Vaticano já pensando em Michelangelo e na Capela Sistina, e é natural, mas corro contra essa pressa sempre que consigo. Um passeio pelos jardins antes de entrar nos museus muda o ritmo da família. Elas chegam mais atentas aos detalhes, em vez de começar a visita já cansadas de fila e sol para encarar horas de arte concentrada. É um tipo de cuidado que não aparece em nenhuma foto, mas que sinto na forma como a visita rende depois”, reforça Antonella Giancoli.
Um espaço que muda o ritmo antes das salas cheias de obras
Diferentemente das galerias internas, densas de informação e de visitantes, os jardins oferecem uma relação distinta com o espaço, ainda que estejam a poucos metros dos museus dentro do mesmo território.
Reconhecer essa diferença de ritmo entre áreas verdes, arquitetura e coleções é, para Antonella, parte do que separa um roteiro pensado para o Vaticano de uma simples corrida entre suas atrações mais fotografadas.
Incluir os jardins antes dos museus ocupa um tempo que poderia, em teoria, ser usado para conhecer mais uma sala ou mais uma obra, mas é exatamente essa escolha que a curadoria da Benarrivati considera parte de uma visita mais bem equilibrada, e não necessariamente mais rápida.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.
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