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Serviço Geológico prioriza minerais críticos no plano de aerogeofísica para os próximos 10 anos
Por Agência Minera Brasil

Serviço Geológico prioriza minerais críticos no plano de aerogeofísica para os próximos 10 anos

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 28 de setembro de 2026

Programa prevê concentração inicial dos levantamentos em províncias minerais e pode contar com recursos de parceiros como Petrobras e ANP

Valdir Silveira, do SGB, durante apresentação do plano. Foto: Minera Brasil.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) vai priorizar o levantamento de áreas com potencial para minerais críticos e estratégicos nos próximos anos, dentro do Plano Decenal de Mapeamento Geológico (PlanGeo). Durante a apresentação do PlanGeo e o lançamento da consulta pública nesta segunda-feira (28), o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, afirmou que os recursos públicos previstos para a execução do programa serão inicialmente direcionados às províncias minerais.

A sinalização do governo é de R$ 300 milhões em recursos para 2027, destinados à execução do PlanGeo. Segundo Silveira, a prioridade será ampliar o conhecimento geológico de regiões consideradas estratégicas para a pesquisa mineral, enquanto os levantamentos em bacias sedimentares deverão ficar para uma etapa posterior do programa, caso haja recursos.

“A prioridade do dinheiro do governo que vamos receber é as províncias”, disse Silveira. O diretor afirmou que o foco do SGB para os próximos anos será o levantamento de áreas associadas a minerais críticos e estratégicos. Entre as regiões mencionadas estão a Província Borborema, considerada pelo diretor uma área mineral em ascensão, e o Arco Magmático de Goiás, onde, segundo ele, ainda há necessidade de ampliar os estudos e o conhecimento geológico.

Borborema e Arco Magmático de Goiás entre as prioridades

De acordo com Silveira, a escolha das áreas considera a necessidade de ampliar o conhecimento geológico e o potencial de geração de resultados em um período mais curto.

“A gente já escolheu: vamos trabalhar na Borborema, uma província mineral em ascensão muito importante do nosso país que precisa ser aumentado o seu conhecimento geológico.”

O diretor também destacou o Arco Magmático de Goiás entre as regiões que devem receber atenção. Segundo ele, apesar do potencial mineral, a presença do SGB na área foi limitada em períodos anteriores para atividades de mapeamento e estudos geológicos.

A definição final das áreas será influenciada pela consulta pública lançada pelo SGB. Silveira explicou que as contribuições recebidas serão consideradas junto a critérios técnicos para estabelecer a ordem de execução dos levantamentos.

Programa prevê ampliação gradual dos levantamentos

O PlanGeo Geofísica foi apresentado como um programa com horizonte de dez anos. A estratégia inicial é concentrar os recursos públicos nas províncias minerais, enquanto o levantamento das bacias sedimentares está previsto para uma etapa posterior.

Segundo Silveira, caso sejam obtidos recursos adicionais para os levantamentos em bacias, a execução poderá ser antecipada por meio de parcerias.

“Se a Petrobras vier como parceira, ou a ANP, e quiser botar dinheiro para a gente fazer voos, a gente começa até amanhã”, disse.

O diretor afirmou que o SGB já mantém conversas com a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre possíveis parcerias. Segundo ele, representantes das instituições já trataram do assunto, mas ainda há espaço para ampliar a cooperação.

“Há sim possibilidade de parcerias e a gente já tem tratativas tanto com a Petrobras quanto com a ANP”, disse.

Petrobras, ANP, estados e empresas podem participar

Além das instituições federais, Silveira afirmou que o programa poderá receber participação de governos estaduais e da iniciativa privada. A proposta, segundo ele, é ampliar a produção e o compartilhamento de dados geológicos.

“O Serviço Geológico está muito aberto para construir conhecimento geológico do país de uma forma compartilhada.”

O diretor também afirmou que os dados produzidos poderão ser disponibilizados de forma pública.

“Nós temos a possibilidade de gerar dados e doar dados de forma muito transparente.”

Capacidade de aerolevantamento limita expansão

A disponibilidade de aeronaves e empresas especializadas também foi apontada como uma limitação para a execução dos levantamentos. Silveira afirmou que o setor perdeu empresas após a interrupção das atividades em 2016 e ainda passa por um processo de reconstrução.

Segundo ele, atualmente há apenas duas empresas com capacidade para realizar os voos contratados pelo SGB. O ideal, afirmou, seria contar com cinco empresas atuando no país para atender à dimensão do programa.

“Com o tamanho do país, o tamanho do desafio, essas duas empresas só não davam conta”

A definição das áreas do PlanGeo deverá considerar diferentes fatores, incluindo o estágio de maturidade das províncias minerais, o método geofísico a ser empregado, a localização em bacias ou províncias e as restrições legais existentes. A consulta pública será incorporada a esse processo de definição das prioridades para os próximos dez anos.

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