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Copam emite licenças ambientais para Cedro expandir mina em Mariana
Por Agência Minera Brasil

Copam emite licenças ambientais para Cedro expandir mina em Mariana

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 28 de setembro de 2026

Projeto em MG prevê investimento de R$ 3,5 bilhões e aumento da capacidade de beneficiamento para 10 milhões de toneladas de minério bruto por ano

Mina Cedro Mariana. Foto: Divulgação.

O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou nesta sexta-feira (25) as licenças de implantação e operação para a expansão da mina da Cedro Participações em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com a companhia, o projeto permitirá elevar a capacidade de beneficiamento da unidade para 10 milhões de toneladas anuais de minério bruto (ROM), com produção de até 5,5 milhões de toneladas de pellet feed high-grade por ano.

Atualmente, a mina produz cerca de 2,5 milhões de toneladas de minério de ferro bruto anualmente. Segundo a Cedro, a expansão receberá investimentos de R$ 3,5 bilhões e será implantada de forma gradual. O projeto prevê vida útil estimada em até 20 anos, com possibilidade de extensão após uma nova campanha de sondagem, e deve gerar mais de mil empregos diretos e indiretos.

Produção de minério de alto teor

A ampliação terá como foco a produção de pellet feed high-grade, minério com alto teor de ferro e baixos níveis de impurezas utilizado na fabricação de pelotas destinadas, entre outras aplicações, à rota siderúrgica de redução direta.

Segundo a Cedro, a utilização dessas pelotas pode reduzir em até 50% as emissões de carbono em comparação com a rota siderúrgica tradicional baseada em altos-fornos. A companhia também afirma que utiliza filtragem e empilhamento a seco em seus processos, além de reaproveitar cerca de 85% da água utilizada na operação.

A empresa relaciona a expansão à crescente demanda por minérios de maior teor de ferro, especialmente diante dos esforços de redução das emissões de carbono na siderurgia. De acordo com a companhia, a estratégia é direcionar toda a produção para o pellet feed high-grade, com foco em mercados como Europa e Oriente Médio.

O projeto também deverá ampliar, segundo a Cedro, o aproveitamento da jazida e a arrecadação de tributos e da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) para Mariana.

Impacto econômico em Mariana

A Cedro atua no município desde 2022. Para José Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração da companhia, o aumento da capacidade produtiva deverá ampliar a geração de empregos e movimentar setores como comércio, serviços e transporte.

“Este projeto combina a ampliação da nossa capacidade, a geração de mais empregos em Mariana e a adoção de tecnologias mais modernas. É um passo importante para a Cedro e para a mineração em Minas Gerais”, afirma Martins.

A empresa informa ainda que mantém iniciativas sociais nos municípios onde atua. Segundo a Cedro, mais de 60 projetos nas áreas de educação, saúde, cultura, esporte, inclusão social e infraestrutura urbana receberam apoio da companhia.

Desde 2020, a empresa afirma ter destinado mais de R$ 80 milhões a projetos sociais e obras de interesse coletivo em Nova Lima, Mariana e Ouro Preto. Entre as iniciativas citadas está a Creche Comunitária São Judas Tadeu, em Nova Lima, que, de acordo com a companhia, atende cerca de 800 crianças em período integral.

Expansão da produção

A ampliação da mina de Mariana integra os planos da Cedro de alcançar uma produção de 20 milhões de toneladas anuais a partir de 2032. Segundo a empresa, a meta colocaria a companhia entre as maiores produtoras de minério de ferro do país.

O planejamento também inclui a construção do Porto do Meio, em Itaguaí (RJ). O empreendimento tem investimento estimado em R$ 3,6 bilhões e capacidade projetada para movimentar até 15 milhões de toneladas de minério por ano.

De acordo com a Cedro, o terminal deverá integrar a produção das minas localizadas em Minas Gerais ao mercado internacional. A companhia também pretende concentrar sob seu controle as etapas de extração, transporte e embarque do minério.

Licenciamento levou quase três anos

O processo de licenciamento ambiental do projeto envolveu quase três anos de estudos técnicos, segundo Edinilson Barbosa, gerente-geral de Licenciamento Ambiental da Cedro Participações.

“Foram quase três anos de trabalho, com especialistas de todas as disciplinas envolvidas, dos meios físico, biótico e socioeconômico, e uma série de estudos que convergiram para o EIA/RIMA do projeto”, afirma.

Segundo Barbosa, o estudo foi submetido à análise técnica do órgão ambiental e estabeleceu medidas de controle, mitigação e compensação ambiental para as fases de implantação e operação da mina.

“A aprovação reconhece a consistência técnica e a legitimidade do processo de licenciamento conduzido pela Cedro”, diz o gerente-geral.

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