O que aparece quando alguém pergunta sobre a sua marca pra inteligência artificial? A resposta pode estar custando clientes
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 24 de setembro de 2026
Cada vez mais consumidores perguntam para ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity antes de fechar uma compra, e marcas que não aparecem nessas respostas estão ficando invisíveis sem nem saber
O comportamento de busca do consumidor brasileiro mudou de forma mais rápida do que boa parte do mercado de marketing conseguiu acompanhar. Uma pesquisa da Talk, em parceria com a Tera e o Instituto Kunumi, apresentada pela Cadastra, mostrou que 40% dos consumidores no Brasil já usam ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Gemini, para buscar informações sobre produtos que pretendem comprar, seja diariamente ou semanalmente. Nos Estados Unidos, o cenário é semelhante: um levantamento da Adobe, feito a partir de mais de 1 trilhão de visitas a sites de varejo, identificou que o tráfego vindo de assistentes de IA cresceu 1.200% em fevereiro de 2025 na comparação com julho de 2024.
Esse movimento deu origem a uma sopa de letrinhas que, até pouco tempo atrás, não existia no vocabulário de quem trabalha com marketing digital. Ao lado do SEO (Search Engine Optimization), hoje convivem o GEO (Generative Engine Optimization), o AEO (Answer Engine Optimization) e o LLMO (Large Language Model Optimization), termos que descrevem, cada um à sua maneira, a mesma disputa: garantir que uma marca seja citada quando um modelo de linguagem responde a uma pergunta.
Alguns analistas de mercado já falam também em Share of Model, uma métrica que mede com que frequência uma marca aparece nas respostas de IA em comparação com os concorrentes, numa referência direta ao tradicional share of voice da publicidade.
A lógica por trás desses conceitos é técnica, mas direta. Modelos como ChatGPT, Gemini e Perplexity não geram respostas do nada: eles combinam o conhecimento do treinamento com buscas em tempo real na web, um processo que a indústria chama de RAG (Retrieval-Augmented Generation). Na prática, isso significa que a IA rastreia, interpreta e cruza conteúdo já publicado, como matérias, releases e páginas institucionais, para formular a resposta entregue ao usuário. Se uma marca não tem presença relevante e indexada em fontes que esses sistemas consideram confiáveis, ela fica de fora da equação no momento exato em que o consumidor pergunta.
Um dos critérios que mais pesam nessa seleção é o que o mercado batizou de E-E-A-T (Experience, Expertise, Authoritativeness and Trustworthiness), conceito que já orientava o SEO tradicional do Google e que se tornou ainda mais central na era da busca conversacional. Conteúdo publicado em veículos de imprensa reconhecidos carrega um sinal de autoridade que páginas institucionais isoladas, por si só, dificilmente conseguem replicar.
É nesse contexto que ferramentas voltadas à distribuição de conteúdo e à presença de marca na mídia ganham espaço como parte da estratégia de GEO. O Raio Publicador, por exemplo, funciona como uma fonte de leitura para esse tipo de mecanismo: ao publicar conteúdo de forma direta e garantida em grandes portais de notícias, contribui para que, quando um modelo de IA rastrear o que existe sobre determinada marca, encontre informação atualizada vinda de veículos com credibilidade estabelecida.
A plataforma, que nasceu dentro da Markable Comunicação, agência com 15 anos de atuação em assessoria de imprensa, hoje conta com mais de 50 portais parceiros ativos, mais de 5 mil contatos na imprensa brasileira, publicação garantida em 100% dos casos e permite que o primeiro release seja publicado em minutos.
Para Adriano Valadão, especialista em marketing de performance e CEO da empresa, o novo comportamento de busca exige uma reformulação na forma como as marcas pensam sua presença digital. “Não basta mais otimizar um site para o Google. É preciso pensar em como a IA vai encontrar, interpretar e citar sua marca quando alguém perguntar sobre ela. O Raio Publicador aumenta a lista de canais de comunicação que estão sob seu controle, mas com a autoridade de grandes veículos de imprensa, o que facilita a integração da mensagem e direciona a busca generativa para a história que a sua marca quer contar”, afirma.
O recado para quem trabalha com marketing é direto: SEO e GEO deixaram de ser estratégias concorrentes e passaram a operar em paralelo. Uma marca pode estar bem posicionada no Google e, ainda assim, ser invisível dentro de uma resposta gerada por IA, simplesmente porque o conteúdo que a sustenta não circula nos lugares certos.
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