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Rolando Bonaccorsi estrutura continuidade operacional como parte da governança corporativa
Por SAFTEC DIGITAL

Rolando Bonaccorsi estrutura continuidade operacional como parte da governança corporativa

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 23 de setembro de 2026

Executivo pondera que testes de contingência, evidências de recuperação e indicadores de desempenho aproximam operações de tecnologia das decisões de risco e auditoria.

Por muito tempo, o plano de continuidade de negócios foi tratado como um documento restrito à área de tecnologia, revisado periodicamente para atender a uma exigência formal e pouco integrado às discussões estratégicas das empresas. A existência de procedimentos de recuperação era considerada suficiente para demonstrar algum nível de preparo, enquanto conselhos de administração e comitês de risco acompanhavam o tema de maneira mais distante.

Esse cenário muda à medida que a dependência de sistemas digitais aumenta e interrupções passam a produzir impactos que ultrapassam o departamento de tecnologia. Uma indisponibilidade pode afetar processos internos, atendimento, operações financeiras, relacionamento com clientes e capacidade de execução do negócio. Por isso, a continuidade operacional passa a ser analisada não apenas pela existência de um plano, mas pela capacidade concreta de colocá-lo em prática quando uma situação adversa ocorre.

Para Rolando Bonaccorsi, Diretor de Operações da Vert Analytics, a estruturação de operações de tecnologia precisa considerar a continuidade como parte do próprio modelo de gestão. Em vez de manter o planejamento de contingência isolado, a abordagem conecta preparação, resposta, recuperação e acompanhamento de indicadores, criando condições para que a organização identifique vulnerabilidades antes que elas se transformem em interrupções de maior impacto.

A mudança também altera o tipo de evidência esperado pela governança. Já não basta informar que existe um plano atualizado. É necessário demonstrar quando os procedimentos foram testados, quais limitações apareceram durante os exercícios e que providências foram adotadas posteriormente.

A diferença entre ter um plano e comprovar sua efetividade

Um plano de continuidade bem estruturado pode definir responsabilidades, critérios de escalonamento, prioridades e etapas de recuperação. Ainda assim, o documento representa apenas o desenho de uma resposta. Ele não demonstra, sozinho, se as pessoas envolvidas sabem executar cada etapa, se os sistemas necessários estão disponíveis ou se as premissas consideradas no planejamento continuam válidas.

Os testes são o mecanismo que transforma o planejamento em capacidade operacional verificável. Simulações de incidentes, exercícios de recuperação e avaliações periódicas permitem encontrar lacunas que dificilmente aparecem durante uma leitura convencional do documento. Uma dependência não mapeada, uma responsabilidade pouco clara ou um procedimento desatualizado podem ser identificados antes de uma ocorrência real.

Na estruturação de operações, Rolando Bonaccorsi trabalha com a lógica de transformar situações adversas em processos que possam ser preparados, monitorados e aprimorados. Isso significa tratar a continuidade como um ciclo, no qual cada exercício gera informações para a próxima rodada de planejamento. O objetivo não é produzir um documento perfeito, mas estabelecer uma capacidade operacional que possa evoluir conforme a infraestrutura, os processos e as necessidades do negócio mudam.

Essa lógica também cria um histórico de evidências. Ao registrar os exercícios realizados, os problemas encontrados e as ações corretivas implementadas, a empresa consegue demonstrar não apenas que possui procedimentos, mas que existe uma rotina de avaliação e aperfeiçoamento. Para áreas de risco e auditoria, essa diferença é relevante porque permite acompanhar a evolução da capacidade de resposta ao longo do tempo.

O que a governança passa a exigir além do documento?

A aproximação entre continuidade operacional e governança corporativa exige uma mudança na forma de apresentar o tema. Comitês de risco e auditoria precisam conseguir avaliar se os controles relacionados à continuidade são efetivos, quais vulnerabilidades permanecem abertas e qual é o impacto potencial de uma falha.

Nesse contexto, registros de testes assumem papel importante. Informações como a data do último exercício, os serviços envolvidos, as dificuldades identificadas e o andamento das ações corretivas ajudam a transformar uma declaração de preparo em um conjunto de evidências que pode ser acompanhado.

Rolando Bonaccorsi estrutura a gestão de operações de TI considerando justamente a necessidade de conectar execução técnica e tomada de decisão. Essa integração permite que informações produzidas pela operação sejam organizadas de maneira compreensível para diferentes níveis da empresa, sem perder os elementos necessários para uma avaliação adequada dos riscos.

A lógica é semelhante à aplicada a outros controles corporativos: a existência de uma regra ou procedimento não é suficiente para comprovar sua efetividade. É preciso verificar sua execução, registrar os resultados e acompanhar as correções necessárias. Quando esse princípio é incorporado à continuidade operacional, a área de tecnologia deixa de apresentar apenas um plano e passa a fornecer elementos para que a organização avalie sua capacidade real de resposta.

A governança também ganha maior capacidade de priorização. Se um teste revela que determinado sistema crítico demora mais para ser recuperado do que o esperado, a informação pode orientar investimentos, revisão de processos ou mudanças na arquitetura tecnológica. O resultado é uma conexão mais direta entre o diagnóstico operacional e as decisões de negócio.

Indicadores transformam recuperação em linguagem de risco

Indicadores de recuperação também aproximam a continuidade operacional das discussões de governança. O tempo necessário para restaurar serviços críticos ajuda a dimensionar riscos, mas precisa ser analisado considerando a criticidade do serviço, o impacto da indisponibilidade e as condições do incidente. Rolando Bonaccorsi conecta gestão de crises, continuidade de negócios e acompanhamento operacional para transformar esses dados em informações úteis à tomada de decisão, permitindo que conselhos e comitês compreendam o significado dos indicadores e as medidas necessárias diante de desvios.

Quando testes, evidências, indicadores e ações corretivas fazem parte de uma mesma estrutura, a continuidade deixa de ser um documento arquivado e passa a funcionar como um processo permanente de gestão. A atuação de Rolando Bonaccorsi, como Diretor de Operações da Vert Analytics, conecta esse trabalho à resiliência e à capacidade de execução, oferecendo à governança elementos mais concretos para avaliar quando os planos foram testados, quais vulnerabilidades permanecem abertas e como a capacidade de recuperação evolui ao longo do tempo.

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