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Plataforma de IA ajuda a realizar mais de 3,5 mil prisões
IA na segurança pública apoia investigações policiais. Foto: Segurança em Pauta/Divulgação

Plataforma de IA ajuda a realizar mais de 3,5 mil prisões

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 23 de setembro de 2026

Solução desenvolvida pela startup Pax soma mais de 5,5 mil casos policiais em um ano, contribuindo também com a recuperação de mais de 1,8 mil veículos

Assim como beneficiou diversos outros setores, a capacidade elevada da inteligência artificial (IA) em analisar um volume significativo de dados se transformou em um assistente digital capaz de otimizar e auxiliar o trabalho policial.

Desenvolvida pela Pax, a plataforma adotada em programas de três estados brasileiros – Goiás, Paraná e São Paulo – soma mais de 5,5 mil casos em um ano, incluindo 3,5 mil prisões e a recuperação de 1,8 mil veículos no Brasil, segundo a empresa.

A startup brasileira nasceu em 2024 como Paladium, com a proposta de construir do zero uma tecnologia brasileira para segurança pública, e adotou a marca Pax em março deste ano, quando foi anunciada oficialmente ao mercado.

Os resultados estão conectados com o avanço tecnológico na segurança pública. Em vez de utilizar apenas a leitura da placa de um automóvel e o reconhecimento facial, a nova geração de ferramentas explora ainda mais a capacidade da IA para ajudar de fato as equipes policiais a solucionarem os casos.

Essa evolução faz a diferença para superar uma situação muito comum em investigações. Muitas vezes, vítimas e testemunhas não lembram a placa do veículo usado pelos criminosos, mas conseguem facilmente relatar diversos detalhes relacionados com o caso, como: a cor do veículo, um para-lama amassado, um adesivo colado no capacete, um boné, a roupa do suspeito, uma tatuagem, uma cicatriz ou qualquer outra característica.

Descritas em linguagem comum, essas informações são cadastradas pelo agente público na plataforma. Na sequência, o sistema percorre as câmeras de monitoramento disponíveis, cruza as imagens com boletins de ocorrência e mandados em aberto e devolve ao policial a rota por onde o veículo ou o suspeito passou.

Com grande capacidade para cruzar e analisar dados de diferentes fontes, o sistema mantém um monitoramento permanente e sem interrupções. Dessa forma, mesmo após algum tempo do ocorrido, os policiais são informados assim que a plataforma localiza o suspeito. Situação semelhante ocorre com a identificação de foragidos e procurados, por exemplo.

Casos reais

Ela atua em conjunto com a rede que o estado mantém, qualificando a análise de dados com o suporte da inteligência artificial, o que reduz a dependência de placas legíveis ou de rostos nítidos. Alguns casos reais ajudam a entender como a nova geração de tecnologia em segurança pública atua.

Em Goiás, a empresa relata o caso que aconteceu na joalheria em um shopping de Goiânia. Um dia após o furto, três suspeitos foram detidos em ação conjunta das polícias goiana e do Distrito Federal. As joias, o dinheiro e os três celulares levados pelos criminosos foram recuperados. Para isso, a identificação combinou imagens de monitoramento, consultas a bancos de dados policiais e a análise de possíveis trajetos de fuga.

Já em Maringá (PR), a pista foi uma mochila. De acordo com a empresa, o policial digitou na ferramenta a expressão “suspeito com mochila azul do time de futebol PSG” e o sistema cruzou as imagens até localizar o autor do furto dias depois, em uma motocicleta, com a mesma mochila e roupas semelhantes às utilizadas no dia do crime.

No Ceará, a ferramenta entrou em ação na Expocrato, realizada no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, em Crato. A ferramenta apoiou a prisão de 24 pessoas com mandados de prisão em aberto, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Entre os detidos, um homem procurado pela Justiça desde 2013 por roubo à mão armada e um suspeito cuja fisionomia havia mudado bastante em relação aos registros oficiais. A operação ainda recuperou três aparelhos celulares e um veículo que constava como furtado ou roubado.

Os relatos de Goiás, Maringá e Ceará mostram, na prática, como a nova geração de ferramentas contribui para o trabalho policial. Isso porque, em vez de aguardar uma placa completa ou um rosto nítido, a plataforma de IA precisa apenas de informações em linguagem natural para cruzá-las com as bases de dados, iniciar as buscas e, com isso, acionar os agentes públicos assim que o suspeito é identificado.

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