Agosto Branco: como reconhecer riscos e saber quando investigar o câncer de pulmão
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 21 de setembro de 2026
Sinais de alerta e critérios de rastreamento ajudam a indicar quando procurar avaliação e como seguir a investigação do câncer de pulmão
O câncer de pulmão está entre os tumores mais incidentes no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o País deverá registrar cerca de 35,4 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028. Embora o diagnóstico precoce ainda seja um desafio, novos medicamentos e técnicas cirúrgicas ampliaram as possibilidades de tratamento. Entre os primeiros sinais e a definição do tratamento, exames mostram a extensão da doença e as características do tumor. Nos casos complexos, a discussão entre especialidades amplia a avaliação.
A Rede D’Or atua nacionalmente no cuidado da doença, com serviços de diagnóstico por imagem, oncologia, cirurgia torácica, pneumologia e radioterapia em 76 unidades no Brasil.
O que é o câncer de pulmão?
A doença é caracterizada pelo crescimento descontrolado de células anormais no tecido pulmonar, que podem invadir estruturas próximas e se disseminar para outros órgãos. Há dois grandes grupos: o câncer de células não pequenas, mais frequente, e o de células pequenas. O tabagismo é a principal causa, responsável por cerca de 85% dos casos, e fumantes têm risco aproximadamente 20 vezes maior do que os não fumantes. Exposição a substâncias como amianto e tabagismo passivo também aumentam o risco. Nos exames de imagem, o câncer pode aparecer como um nódulo, embora nem todo nódulo seja maligno e a doença possa se manifestar de outras formas.
Sinais que pedem atenção
Em muitos casos, os sintomas aparecem quando o tumor já atingiu tamanho maior ou compromete outras estruturas. Tosse persistente ou com sangue, falta de ar, dor no peito, rouquidão, perda de peso sem causa aparente, fadiga, redução do apetite e infecções respiratórias recorrentes merecem investigação.
“O câncer de pulmão se desenvolve de forma lenta e progressiva e, por se tratar de uma área ampla, os sintomas que chamam a atenção podem demorar a aparecer. Em quem já tem condição pulmonar prévia, uma piora da tosse pode passar despercebida. Em geral, quando os sintomas se tornam mais intensos, o diagnóstico já corresponde a uma doença em estágio mais avançado”, explica a oncologista clínica Milena Mak, da Oncologia D’Or.
Como esses sinais também podem estar ligados a outras doenças, a avaliação clínica associada a exames complementares ajuda a esclarecer o diagnóstico.
Prevenção e rastreamento
A principal medida de prevenção é evitar o tabagismo e a exposição à fumaça do cigarro. Os cigarros eletrônicos também estão associados ao aumento do risco de doenças pulmonares, e o tabagismo passivo eleva o risco.
“Quando encontramos o tumor ainda pequeno, antes de sintomas, as possibilidades de tratamento se ampliam e as chances de cura crescem muito. É exatamente esse o objetivo do rastreamento”, esclarece André Albuquerque, head de Pneumologia da Rede D’Or em São Paulo.
Quando procurar avaliação
A avaliação médica é indicada diante de sintomas respiratórios persistentes, especialmente em pessoas com histórico de tabagismo. O atendimento pode ser feito nas unidades da Rede D’Or ou na Casa do Pulmão, em São Paulo ou no Rio de Janeiro.
Parte do projeto nacional da Rede D’Or, a Casa do Pulmão reúne especialistas e estrutura para investigação e tratamento de doenças pulmonares. “Temos uma grande equipe de especialistas e todos os equipamentos para coordenar o cuidado pulmonar em padrões internacionais”, afirma Albuquerque.

4 PERGUNTAS PARA O ESPECIALISTA
Cirurgião torácico e diretor nacional de Medicina Respiratória de Alta Complexidade e de Cirurgia Torácica da Rede D’Or, Tiago Machuca fala sobre o atendimento de casos complexos e a evolução das técnicas cirúrgicas.
O senhor criou nos Estados Unidos, por duas vezes, centros de referência em doenças pulmonares. Qual o principal desafio no projeto da Rede D’Or?
Em Gainesville e Miami, centros únicos e de referência em cirurgias torácicas complexas e transplante pulmonar recebiam pacientes de todo o País e do exterior, inclusive brasileiros, que viajavam até eles. No Brasil continental, o desafio foi levar esse padrão a vários Estados. Reunimos profissionais com reconhecimento técnico internacional em cada atividade e organizamos uma atuação integrada que hoje funciona em âmbito nacional.
Como as técnicas cirúrgicas evoluíram?
Realizamos um número crescente de procedimentos minimamente invasivos, inclusive com o uso de cirurgia robótica. Antes, a maioria das operações exigia uma grande incisão no tórax e o afastamento das costelas, o que aumentava a dor e os riscos. Hoje, em muitos casos, operamos por meio de quatro incisões de cerca de dois centímetros. A cirurgia robótica reduz a dor, acelera a recuperação e preserva mais tecido pulmonar, ampliando o número de pessoas que podem se beneficiar da cirurgia, inclusive idosos e pacientes com outras doenças.
Como a atuação em rede favorece o diagnóstico e o tratamento precoces?
A Rede D’Or tem uma estrutura integrada, organizada nacionalmente. Os laboratórios de patologia são próprios e atendem exclusivamente a rede. Da biópsia ao pós-operatório, as análises correm dentro da própria estrutura, sem as etapas de envio a serviços externos, o que acelera o diagnóstico. Quando um exame identifica uma suspeita, o paciente não recomeça o caminho. O caso chega rápido à equipe certa. No câncer de pulmão, o tempo é decisivo: quanto mais cedo tratamos, maiores são as chances de cura.
O senhor lidera uma equipe nacional de cirurgia torácica. Como esse time atua?
Temos cirurgiões torácicos experientes nas principais praças do País, com protocolos comuns e discussão conjunta de casos. O mesmo padrão técnico, da cirurgia minimamente invasiva à robótica, está disponível nas diferentes regiões. Os casos mais complexos vão ao Tumor Board da Oncologia D’Or, e o paciente é operado perto de casa sempre que possível. Essa capilaridade transforma avanços em benefício real.
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