Referência brasileira em cirurgias íntimas, Dr. Igor Padovesi explica técnica para redução do clitóris após uso de hormônios
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 21 de setembro de 2026
Ginecologista se destaca no Brasil pela experiência e produção científica em cirurgias íntimas e pela formação de médicos na área, com publicações, prêmios e reconhecimento internacional
A clitoroplastia é a cirurgia indicada para correção do aumento do clitóris, que pode ocorrer como um efeito colateral do uso de hormônios androgênicos, como testosterona, gestrinona, oxandrolona, entre outros. Mulheres que convivem com a hipertrofia clitoriana podem sentir profundos impactos na autoestima, na qualidade de vida e nas relações sexuais. Ainda pouco conhecida por pacientes e por muitos médicos, a técnica exige um conhecimento técnico e anatômico bastante específico, para reduzir o volume do órgão sem risco de comprometer a sensibilidade e a função sexual. É justamente nesse campo que o ginecologista Dr. Igor Padovesi (@dr.igorpadovesi) vem se consolidando como uma das principais referências em clitoroplastia, reunindo experiência cirúrgica, produção científica e atuação na formação de outros médicos.
A clitoroplastia é uma técnica muito específica, que exige conhecimentos e habilidades que não fazem parte da formação médica convencional de nenhuma especialidade cirúrgica. Tradicionalmente, a técnica foi descrita para o tratamento de condições raras relacionadas à diferenciação sexual, como a hiperplasia adrenal congênita, que provoca o aumento do clitóris já desde o nascimento (casos de genitália ambígua, antigamente chamada de hermafroditismo). A mesma técnica é aplicada aos casos adquiridos após exposição hormonal. “A maioria das mulheres que desenvolveram hipertrofia do clitóris após o uso de hormônios nem sequer sabem que existe uma cirurgia para corrigir essa alteração”, pontua o especialista. “Mesmo entre médicos que já realizam cirurgias íntimas como a ninfoplastia (ou labioplastia), a correção adequada da hipertrofia do clitóris é um desafio porque são raríssimos os cirurgiões que dominam a técnica”, explica o Dr. Igor.
Em junho deste ano, o Dr. Igor voltou a apresentar sua experiência e produção científica em cirurgias íntimas no 51º congresso da International Urogynecological Association (IUGA), maior sociedade mundial de uroginecologia. Na ocasião, apresentou cinco trabalhos científicos desenvolvidos no Instituto de Cirurgia Íntima, incluindo um dedicado à clitoroplastia. “Em medicina, autoridade não deve estar baseada apenas em visibilidade. Precisa vir acompanhada de experiência clínica, estudo, documentação de resultados, discussão científica e capacidade de ensinar outros profissionais com segurança”, afirma o médico. Formado e pós-graduado pela USP, onde também foi preceptor da disciplina de Ginecologia, o Dr. Igor fundou o Instituto de Cirurgia Íntima com o objetivo de desenvolver pesquisas, promover o ensino médico especializado e contribuir para o avanço das técnicas cirúrgicas nessa área.
A clitoroplastia remove a maior parte do volume dos corpos cavernosos, a parte anatômica do clitóris que cresce com o estímulo hormonal e é responsável pela ereção, pois recebe fluxo de sangue durante a excitação sexual. É um tecido esponjoso que não tem nenhuma sensibilidade, localizado na porção ventral do órgão. As estruturas vasculares e nervosas, responsáveis pela sensibilidade clitoriana, ficam na sua parte dorsal, que é totalmente preservada na clitoroplastia. “O objetivo não é apenas tornar o clitóris menor ou tentar reposicioná-lo. A cirurgia precisa corrigir o aumento do volume sem nenhum risco de prejudicar a sensibilidade e a função sexual. Por isso, a preservação nervosa é um dos princípios fundamentais do procedimento”, explica o ginecologista.
A autoridade do Dr. Igor Padovesi nas cirurgias íntimas também se apoia em uma extensa trajetória pavimentada há muitos anos. Um dos pioneiros da área, o ginecologista é o autor da técnica Y (ou técnica de Padovesi), uma cirurgia de ninfoplastia associada à correção do capuz clitoriano descrita e publicada por ele no International Urogynecology Journal, e premiada duas vezes com o primeiro lugar em congressos internacionais. Mais recentemente, também publicou, como primeiro autor, uma revisão sistemática com meta-análise no Aesthetic Surgery Journal, que reuniu dados de mais de 4 mil mulheres e avaliou a eficácia e segurança das cirurgias íntimas femininas realizadas sob regime ambulatorial (em consultório, com anestesia local).
E a atuação científica do médico também tem ultrapassado os congressos de Ginecologia, refletindo o caráter multidisciplinar das cirurgias íntimas, que hoje dialogam com áreas como Cirurgia Plástica e Dermatologia. No ano passado, a técnica Y foi apresentada no Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica. E, em 2027, o Dr. Igor palestrará no 26º World Congress of Dermatology (WCD, maior evento da dermatologia mundial), onde terá a oportunidade de apresentar sua experiência e trajetória no desenvolvimento das cirurgias íntimas femininas e discutir o papel da cirurgia na medicina estética vulvar. “Ver a cirurgia íntima feminina ocupando espaço em discussões científicas internacionais dessa dimensão mostra como essa área vem amadurecendo. É também o reconhecimento de um trabalho que desenvolvo há anos na prática clínica, no ensino de médicos e na produção científica”, destaca o Dr. Igor.
Todo esse percurso contribuiu para aprofundar o conhecimento do médico sobre as diferentes estruturas da região e sobre a abordagem adequada para cada uma. “A cirurgia de redução do clitóris não pode ser tratada como uma extensão simples de outras cirurgias íntimas. É um procedimento altamente específico, originalmente voltado ao tratamento de condições raras, e que exige formação própria, além de profundo conhecimento anatômico. Experiência, indicação adequada e preservação funcional devem estar no centro de qualquer abordagem”, conclui.
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