Inteligência artificial já está presente em 92% das instituições do mercado de capitais, mas maturidade ainda é desafio, avalia ID CTVM
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 15 de setembro de 2026
Levantamento da ANBIMA aponta ampla adoção da tecnologia, mas mostra que grande parte do setor ainda precisa avançar na integração da IA aos processos de negócio
A inteligência artificial já faz parte da rotina de 92% das instituições do mercado de capitais, mas converter essa adoção em ganhos consistentes de eficiência ainda é um desafio para o setor. Na avaliação da ID CTVM, o avanço da tecnologia abre novas possibilidades para as operações financeiras, desde que seja acompanhado por dados confiáveis, processos bem definidos e mecanismos de governança e controle compatíveis com a complexidade desse mercado.
O cenário é apresentado pela pesquisa inédita Retrato da Inteligência Artificial no Mercado de Capitais, realizada pela ANBIMA em parceria com o Datafolha e apoio técnico da MatchIT. O levantamento ouviu 177 instituições que integram ou seguem as regras de autorregulação da entidade e mostra que a tecnologia já está presente em atividades como análise de dados, automação de processos, gestão de riscos e apoio à tomada de decisão.
Apesar da adesão expressiva, o primeiro Índice de Maturidade em IA voltado ao mercado de capitais brasileiro atribuiu ao setor nota média de 2,7, em uma escala de 1 a 5. O resultado corresponde à fase de estabilização e indica que boa parte das instituições ainda percorre o caminho entre experimentar a tecnologia e incorporá-la de maneira mais ampla à operação.
“A presença da inteligência artificial em grande parte das instituições mostra que o mercado já reconheceu o potencial da tecnologia. Agora, o desafio é avançar na qualidade dessa adoção, integrando a IA a processos consistentes e criando condições para acompanhar e avaliar os resultados gerados. No mercado de capitais, eficiência precisa caminhar ao lado de segurança e qualidade das informações”, afirma Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM.
Da experimentação à integração
Os diferentes estágios identificados pela pesquisa ajudam a dimensionar esse desafio. Embora 48% das empresas afirmem empregar inteligência artificial em áreas importantes e já observar ganhos de eficiência, apenas 11% integram a tecnologia a processos críticos de negócio. Somente 3% relatam obter uma vantagem competitiva clara a partir de seu uso.
Para a ID CTVM, esses números mostram que amadurecer o uso da inteligência artificial envolve mais do que incorporar novas ferramentas. Organizar e integrar bases de dados, estabelecer responsabilidades, acompanhar os resultados produzidos pelos sistemas e manter profissionais envolvidos na validação das decisões são fatores que também influenciam a capacidade de extrair valor da tecnologia.
Essa discussão ganha relevância particular no mercado financeiro. Em operações nas quais diferentes participantes utilizam informações para monitorar ativos, verificar movimentações e cumprir obrigações, a qualidade e a rastreabilidade dos dados tornam-se elementos fundamentais. À medida que a automação ganha espaço, cresce também a importância de estabelecer critérios de utilização, controles de acesso e mecanismos capazes de identificar inconsistências antes que elas repercutam em outras etapas da operação.
“A inteligência artificial pode ampliar a capacidade de análise e tornar atividades operacionais mais ágeis, mas a responsabilidade sobre as decisões continua sendo das instituições. Para avançar de forma sustentável, o setor precisa combinar tecnologia, conhecimento técnico e supervisão humana. A maturidade está justamente na capacidade de utilizar essas ferramentas sem perder a rastreabilidade e o controle”, destaca Balassiano.
Os próprios participantes da pesquisa indicam que esse processo deve ganhar velocidade. Segundo o levantamento, 59% das empresas consideram que a relevância da inteligência artificial aumentou significativamente nos últimos 12 meses, enquanto 63% acreditam que sua importância continuará crescendo no próximo ano. Nenhuma das instituições participantes prevê redução da relevância da tecnologia no período analisado.
O debate, portanto, começa a se deslocar da adoção para a maturidade. Mais do que ampliar o número de ferramentas utilizadas, o desafio passa a ser criar as condições para que a inteligência artificial seja incorporada de maneira segura e consistente às operações.
Para a ID CTVM, a capacidade de combinar inovação, qualidade de dados, governança e conhecimento técnico será determinante para a próxima etapa dessa transformação. É essa estrutura que permitirá transformar o potencial da inteligência artificial em eficiência operacional e apoio efetivo à tomada de decisão.
Sobre a ID CTVM
A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.
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