Nubank lidera, mas boa parte dos paulistas ainda quer banco com agência
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 15 de setembro de 2026
O Nubank é o banco principal de 18,4% dos consumidores paulistas, o maior índice do ranking de principalidade bancária. Mas o avanço do modelo digital convive com uma resistência que o dado de liderança não mostra sozinho. É o que revela um levantamento do Instituto PHD, realizado presencialmente com 2.143 pessoas no estado de São Paulo.
Liderança digital, mas com ressalvas
Itaú (16,3%) e Caixa Econômica Federal (16,2%) aparecem logo atrás do Nubank, com Bradesco (12,1%) e Santander (10,9%) completando as cinco instituições que juntas concentram 73,9% das indicações de banco principal. A distância de apenas 2,2 pontos percentuais entre o primeiro e o terceiro colocados mostra uma disputa equilibrada pelo topo do ranking.
O que os números escondem sobre conforto com o digital
Apesar da liderança do Nubank, 28,1% dos entrevistados afirmam preferir que o banco principal também tenha agências ou atendimento presencial, e 21,5% dizem não se sentir confortáveis em utilizar bancos digitais. Apenas 10,6% se mostram confortáveis em concentrar toda a vida financeira em um banco exclusivamente digital, enquanto 19% consideram um banco digital como principal desde que o relacionamento com outros bancos seja mantido.
A idade aprofunda o contraste
Entre consumidores de 16 a 24 anos, 30,6% apontam o Nubank como banco principal, percentual que se mantém elevado entre 25 e 34 anos, com 28,8%, mas cai progressivamente até 6,8% entre pessoas com 60 anos ou mais. Nessa faixa etária, a Caixa lidera com 23,5%, seguida por Itaú (19,2%) e Bradesco (17,6%).
O que pesa na escolha do banco principal
O recebimento de salário, pagamento pelo trabalho ou pensão é o motivo mais citado, com 14,7%, seguido por facilidade e praticidade de uso, com 14,1%. Relacionamento antigo com a instituição, primeira conta e hábito de uso somam 7,8%, enquanto vínculo com o empregador ou indicação da empresa aparece em 7,1%. O estudo mostra ainda resistência à mudança: 54,2% dos participantes não estão dispostos a trocar de banco principal, e outros 16,4% estão pouco dispostos a isso.
Lembrança de marca segue outro caminho
No ranking de lembrança espontânea, o Itaú lidera com 19,8%, seguido por Caixa (17,3%), Bradesco (14,8%), Banco do Brasil (14,3%) e Santander (10,9%), somando 77,1% das respostas. O Nubank, líder em principalidade, não aparece entre as cinco marcas mais lembradas, o que reforça que presença na memória e centralidade na vida financeira são dimensões relacionadas, mas distintas.
O Estudo de Principalidade Bancária foi conduzido pelo Instituto PHD, com amostragem aleatória e presencial, margem de erro máxima de 2,1 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
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