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Ganho de peso na menopausa: Dra. Tassiane Alvarenga explica por que emagrecer exige mais do que comer menos
Por Divulgação

Ganho de peso na menopausa: Dra. Tassiane Alvarenga explica por que emagrecer exige mais do que comer menos

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 4 de setembro de 2026

Endocrinologista e Metabologista pela USP com atuação principal em obesidade, medicina do estilo de vida, menopausa e doenças metabólicas, Dra. Tassiane Alvarenga defende uma abordagem global, um verdadeiro giro 360 graus na saúde da mulher, que vai muito além da balança para promover perda de peso com preservação de músculos e da saúde metabólica e autonomia ao longo do envelhecimento

A dificuldade para emagrecer durante a menopausa não deve ser resumida apenas a simples equação “comer menos, se exercitar mais, ter foco e disciplina”. Nessa fase, alterações hormonais, perda de massa muscular, mudanças na distribuição da gordura, piora do sono e outros fatores metabólicos passam a interferir de forma importante no organismo da mulher, favorecendo o ganho de peso e mudanças na composição corporal (a famosa “menopause belly” – barriga da menopausa). Por isso, a endocrinologista Dra. Tassiane Alvarenga, especialista em obesidade, menopausa, diabetes e doenças metabólicas, defende uma abordagem mais ampla que vá além da balança. “Essa mulher não precisa simplesmente ouvir que deve fechar a boca e praticar atividade física. Ela precisa de um tratamento que considere hormônios, metabolismo, sono, comportamento alimentar, composição corporal e risco cardiovascular”, afirma a médica, que possui título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e formação complementar em Obesidade, Medicina do Estilo de Vida (certificação internacional pelo International Board of Lifestyle Medicine) e Menopausa (certificação internacional – “Menopause Society Certified Practitioner”). Além disso, é criadora do MENOPOWER, um curso que capacita médicos de diferentes especialidades a mergulharem no estudo e tratamento dessa fase da vida da mulher.

Segundo a endocrinologista, a menopausa não provoca apenas uma mudança no número da balança. “Com o envelhecimento, ocorre perda gradual de massa muscular e redução do gasto energético, o famoso metabolismo. Além disso, a queda do estrogênio (o principal hormônio feminino) característica dessa fase também favorece o acúmulo de gordura abdominal e visceral e interfere em mecanismos relacionados à sensibilidade à insulina, ao apetite e à saciedade”, diz a Dra. Tassiane. A especialista alerta que a redistribuição da gordura merece atenção especial porque a gordura visceral apresenta atividade metabólica e está associada a maior risco de resistência à insulina, alterações do colesterol, diabetes e doenças cardiovasculares. “Nessa fase, existe uma transição não apenas reprodutiva, mas um verdadeiro shift cardiometabólico e neuroendócrino que precisa ser considerado.”

A médica explica que a dificuldade para emagrecer também envolve uma questão comportamental. “A menopausa costuma coincidir com uma fase de maior sobrecarga profissional e familiar, piora do sono por fogachos ou insônia, alterações de humor, ansiedade, comer emocional, menor prática de exercícios e mudanças na rotina. Tudo isso interfere”, pontua a médica. Além disso, condições como hipotireoidismo, diabetes e apneia do sono, assim como alguns medicamentos, também podem contribuir para o ganho de peso. “Ou seja, antes de atribuir o ganho de peso apenas ao balanço energético, é preciso investigar todo o contexto daquela paciente. Esse olhar para a mulher como um quebra cabeça de várias peças interligadas é indispensável na minha prática clínica, porque o tratamento só faz sentido quando entendemos o que está por trás do ganho de peso de cada mulher”, afirma.

Essas mudanças ajudam a entender porque tantas mulheres chegam ao consultório relatando ganho de peso sem terem mudado a alimentação. “Às vezes, a mulher realmente não passou a comer mais, mas o organismo que recebe aquelas calorias já não é metabolicamente o mesmo”, diz a médica. Por isso, a Dra. Tassiane não restringe a avaliação ao peso e ao IMC. “É possível que o peso varie pouco, mas a circunferência da cintura aumente e a composição corporal piore. O IMC isoladamente não conta toda a história da mulher na menopausa”, explica. Essa avaliação em um verdadeiro giro 360 graus que considera saúde física, emocional, cardiometabólica e sexual, faz parte da rotina da Dra. Tassiane na Clínica Alvarenga, em Passos (MG), onde atende presencialmente, além de acompanhar por telemedicina pacientes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

Na prática, essa investigação inclui marcadores como circunferência abdominal, percentual de gordura, massa muscular, qualidade do sono, glicemia, perfil lipídico, função tireoidiana, saúde óssea e sexual. A avaliação do comportamento alimentar também é importante. “Precisamos entender como essa mulher se relaciona com a comida e se existe, por exemplo, o chamado food noise, que é aquela presença constante de pensamentos sobre comida, um verdadeiro barulho invisível no cérebro”, explica a Dra. Tassiane. Quando necessário, também podem ser indicados exames como bioimpedância ou DEXA, método de imagem que avalia com maior precisão a quantidade e a distribuição de gordura e massa magra.

Para a perda de peso na menopausa, a médica afirma que os fundamentos continuam os mesmos, mas a ênfase muda. “Precisamos preservar massa muscular, proteger a saúde óssea, tratar sintomas que interferem no bem-estar e reduzir o risco metabólico. Não basta promover perda de peso. O foco é a qualidade desse emagrecimento”, diz ela, ressaltando que um erro muito comum é recorrer a dietas excessivamente restritivas. “A mulher até pode perder peso, mas, se não realizar treinamento de força e consumir pouca proteína, pode perder também massa muscular, reduzir ainda mais o gasto energético e aumentar o risco de sarcopenia. E, nessa fase, preservar músculo é especialmente importante não apenas para o metabolismo, mas também para a força, a funcionalidade, a saúde óssea e a autonomia ao longo do envelhecimento”, alerta.

A abordagem da Dra. Tassiane Alvarenga reúne alimentação com boa qualidade nutricional e quantidade adequada de proteínas, treinamento de força associado atividade aeróbica, cuidado com sono e atenção ao comportamento alimentar, além de terapia hormonal e uso de medicamentos para obesidade quando houver indicação. “A terapia hormonal não é um medicamento para emagrecimento e não deve ser prescrita com esse objetivo. Da mesma forma, uma medicação para obesidade não resolve, sozinha, todos os componentes envolvidos”, ressalta a especialista. Por outro lado, estudos mostram que mais da metade das mulheres na menopausa tem diagnóstico de sobrepeso ou obesidade. “Tratar o excesso de peso com medicações seguras e eficazes como as popularmente chamadas ‘canetas emagrecedoras’, que, na verdade, são medicamentos com ciência e evidência para diminuir fome, gula por coisas gostosas e o chamado ‘food noise’, deve ser considerado nesses casos, uma vez que a obesidade pode causar ou acelerar mais de 230 outras doenças, como hipertensão, diabetes, apneia do sono, gordura no fígado, osteoartrose de joelho e mais de 12 tipos de câncer, como mama, endométrio e colón. Cada estratégia tem sua indicação e precisa fazer parte de um tratamento único, pois, parafraseando Clarice Lispector, cada mulher é um mundo”, acrescenta. Para ela, o cuidado com a obesidade na menopausa deve considerar que duas mulheres com o mesmo peso podem ter composições corporais, sintomas e riscos metabólicos completamente diferentes. “O objetivo não é simplesmente fazer a balança cair. É reduzir gordura visceral, preservar músculos, melhorar o metabolismo e permitir que essa mulher envelheça com força, autonomia e menor risco de doenças”, finaliza a Dra. Tassiane Alvarenga.

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SOBRE A MÉDICA

DRA. TASSIANE ALVARENGA: Médica endocrinologista, com atuação principal em Obesidade, Medicina do Estilo de Vida, Menopausa, Diabetes e Doenças metabólicas. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), realizou residência em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e residência em Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), além de aperfeiçoamentos em obesidade e Medicina do Estilo de Vida em instituições como a Harvard Medical School. Com título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a médica tem certificação internacional em Lifestyle Medicine pelo International Board of Lifestyle Medicine e é membro da Menopause Society com certificação internacional em Menopausa (Menopause Society Certified Practitioner). É uma das fundadoras do projeto Médicos na Cozinha e atua também na educação médica, como professora em cursos de atualização, palestrante em congressos científicos e speaker em programas de educação médica continuada. Fundadora do curso MENOPOWER que treina médicos de todo Brasil a tratar menopausa com ciência, evidência e prática clínica. Atende presencialmente na Clínica Alvarenga, em Passos (MG), e por telemedicina pacientes de todo o Brasil e do exterior | CRM-MG 48.597 | CRM-SP 142.525 | RQE Clínica Médica 35.074 | RQE Endocrinologia e Metabologia 35.075 | Instagram: @tassianealvarenga

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