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Fiscalização digital e reforma tributária elevam pressão sobre compliance nas empresas
Por Magnific

Fiscalização digital e reforma tributária elevam pressão sobre compliance nas empresas

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 3 de setembro de 2026

Receita Federal amplia cruzamento eletrônico de dados enquanto reforma tributária exige revisão de processos; especialistas do Grupo BLB apontam os erros que mais expõem empresas a riscos fiscais e financeiros

A combinação entre reforma tributária, fiscalização cada vez mais digital e uso intensivo de cruzamento eletrônico de dados está mudando a forma como as empresas administram seus tributos. Em um país que permanece entre os mais complexos do mundo para fazer negócios, segundo o Índice Global de Complexidade de Negócios 2025 (GBCI), da TMF Group, falhas de compliance deixaram de representar apenas risco de autuação e passaram a comprometer operações de crédito, processos de fusões e aquisições (M&A), acesso ao mercado de capitais e planos de expansão.

O cenário tornou-se ainda mais rigoroso neste ano. Quando a Receita Federal notificou mais de 29 mil empresas por inconsistências entre declarações e recolhimentos de IRPJ e CSLL, em uma ação baseada no cruzamento eletrônico de informações que identificou divergências estimadas em R$ 4,9 bilhões.

Na avaliação do Grupo BLB, empresa brasileira de auditoria, consultoria, governança e finanças corporativas, o maior desafio já não está na apuração dos tributos, mas na capacidade de integrar processos e garantir a qualidade das informações compartilhadas entre as áreas fiscal, financeira, contábil e de tecnologia.

“Compliance tributário deixou de significar apenas pagar impostos corretamente. Hoje, ele está diretamente ligado à qualidade das informações, à integração entre áreas e à capacidade de antecipar riscos antes que eles comprometam a operação ou o crescimento da empresa”, afirma Rodrigo Barbeti, CEO e sócio-fundador do Grupo BLB.

Os problemas mais frequentes observados nas empresas estão relacionados à estrutura dos processos, e não ao cálculo dos tributos. Rotinas ainda excessivamente manuais, inconsistências nas informações prestadas ao Fisco, pouca integração entre as áreas fiscal, financeira e de tecnologia, ausência de revisões periódicas diante das mudanças da reforma tributária e uma visão do compliance limitada ao cumprimento de obrigações legais continuam entre as principais vulnerabilidades.

Para Barbeti, esse cenário marca uma mudança definitiva na gestão das empresas. “O compliance tributário deixou de ser uma responsabilidade exclusiva da área fiscal. Hoje, envolve tecnologia, controladoria, jurídico, finanças e alta administração. Quanto mais integrada for essa estrutura, menor será a exposição a riscos e maior a capacidade de crescer com segurança”, conclui o especialista.

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