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Projeto Autazes pode reduzir em 20% dependência brasileira de potássio importado
Por Agência Minera Brasil

Projeto Autazes pode reduzir em 20% dependência brasileira de potássio importado

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 31 de agosto de 2026

Com licença de instalação aprovada, empreendimento da Potássio do Brasil prevê produzir 2,4 milhões de toneladas anuais de cloreto de potássio e utilizar hidrovias para conectar a jazida aos principais mercados consumidores do país

Sergio Marcio de Freitas Leite, presidente da Potássio do Brasil. Foto: Ibram / Divulgação.

O projeto Autazes, da Potássio do Brasil no Amazonas, prevê produzir 2,4 milhões de toneladas métricas de cloreto de potássio por ano, volume que pode reduzir em cerca de 20% a dependência brasileira de importações do insumo. Durante a Exposibram 2026, o presidente da empresa, Sergio Marcio de Freitas Leite, destacou que o empreendimento, desenvolvido há cerca de 17 anos e já com licença de instalação aprovada, busca ampliar a segurança de abastecimento de um mercado no qual o país ainda depende fortemente do exterior.

Segundo Freitas Leite, o Brasil importa entre 80% e 90% dos fertilizantes que utiliza e, especificamente no potássio, a dependência chega a 97%. O executivo afirmou que a concentração das compras externas aumenta a exposição da agricultura brasileira a riscos geopolíticos e logísticos. “Essa assimetria é preocupante. Ele nos expõe na cadeia de suprimento alimentar e nos expõe na cadeia de suprimentos de abastecimento”, disse.

Hidrovias ampliam vantagem logística

A estratégia logística do Autazes prevê o transporte fluvial a partir de um terminal em Urucurituba, localizado a cerca de 12 quilômetros do empreendimento. O projeto contempla duas rotas de escoamento, utilizando os rios Madeira, Amazonas e Tapajós, com conexão às rodovias BR-364 e BR-163 para alcançar diferentes regiões de Mato Grosso. Para o presidente da Potássio do Brasil, a estrutura permite aproximar uma importante reserva de potássio dos grandes centros consumidores de fertilizantes.

90% da produção projetada está contratada por meio de três acordos de offtake, disse Sérgio Leite.

Divulgação 1
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A logística também já apresenta avanço comercial. De acordo com Freitas Leite, cerca de 90% da produção projetada está contratada por meio de três acordos de offtake, enquanto três empresas demonstraram interesse em atuar na modalidade BOOT para o terminal portuário. O executivo destacou ainda o potencial de utilização de fretes de retorno, com embarcações que levam grãos para a região amazônica podendo retornar carregadas com fertilizantes destinados ao Centro-Oeste.

Para Freitas Leite, a conexão hidroviária pode reduzir significativamente o tempo de chegada do fertilizante ao mercado consumidor. Atualmente, segundo ele, o insumo pode levar até 103 dias para chegar ao Centro-Oeste, chegando a 120 dias em períodos de pico. “Autazes responde ao mercado com três dias apenas”, afirmou. A diferença, segundo o executivo, evidencia o potencial competitivo do projeto ao combinar produção nacional e uma rota logística integrada.

O presidente também ressaltou que a necessidade de ampliar a oferta doméstica de fertilizantes tem aumentado o interesse de investidores e instituições de financiamento pelo empreendimento. Nesse cenário, a empresa avalia a possibilidade de conexão do Autazes ao Profert, programa de política pública voltado ao estímulo da produção e dos investimentos na cadeia de fertilizantes. Para Freitas Leite, o projeto pode se consolidar não apenas como fornecedor de potássio, mas como parte de um ecossistema que integra mineração, logística e agronegócio.

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