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Fintechs de crédito recorrem à ID CTVM para estruturar funding via fundos de recebíveis
Por SAFTEC DIGITAL

Fintechs de crédito recorrem à ID CTVM para estruturar funding via fundos de recebíveis

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 28 de agosto de 2026

Participação dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios como fonte de capital para plataformas digitais de crédito avançou de 15% para 25% nos últimos anos, segundo pesquisa recente, movimento que reforça a integração entre inovação tecnológica e infraestrutura fiduciária tradicional

Fintechs de crédito, plataformas digitais especializadas em conceder empréstimos e financiamentos diretamente a pessoas físicas e pequenas empresas, dependem de um insumo tão essencial quanto sua própria tecnologia de originação: capital para financiar a carteira de crédito que constrói ao longo do tempo. Diferentemente de um banco tradicional, que capta recursos junto a depositantes, uma fintech de crédito precisa recorrer a fontes alternativas de funding para sustentar o crescimento de sua carteira, e o mercado de capitais brasileiro, por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios estruturados especificamente para essa finalidade, consolidou-se como uma das principais alternativas disponíveis para esse tipo de captação.

Pesquisa recente sobre o setor de crédito digital no Brasil aponta que a participação de FIDCs como fonte de funding para fintechs avançou de 15% para 25% nos últimos anos, com a maioria das plataformas de crédito digital do país passando a tratar esse tipo de estrutura como fonte prioritária de capital para sustentar a expansão de suas carteiras. Esse movimento reflete tanto o amadurecimento operacional dessas fintechs, que hoje apresentam históricos de originação e inadimplência suficientemente robustos para atrair investidores institucionais, quanto a sofisticação crescente do mercado de FIDCs brasileiro, capaz de estruturar veículos adequados às particularidades operacionais de plataformas de crédito digital.

Carteira pulverizada de crédito digital exige auditoria de lastro em escala

Diferentemente de um FIDC lastreado em recebíveis comerciais concentrados em poucos contratos de valor elevado, um fundo estruturado para financiar a carteira de uma fintech de crédito costuma reunir milhares de operações individuais de valor relativamente baixo, originadas de forma inteiramente digital e renovadas continuamente à medida que novos empréstimos são concedidos e os anteriores são liquidados. Essa característica exige do administrador fiduciário uma infraestrutura tecnológica capaz de processar e validar volumes elevados de operações em ritmo diário, integrando-se diretamente aos sistemas de originação da própria fintech para garantir a rastreabilidade de cada contrato que compõe a carteira do fundo.

Para Lidiane dos Santos, diretora da ID CTVM, essa integração tecnológica entre administrador fiduciário e plataforma de originação é o que viabiliza esse tipo de estrutura em escala:

“Um fundo que financia a carteira de uma fintech de crédito digital não pode depender de processos manuais de validação, porque o volume de operações originadas diariamente é muito maior do que o observado em estruturas de crédito privado tradicionais. Nossa infraestrutura tecnológica precisa se conectar diretamente aos sistemas da fintech para conferir, em tempo real, que cada operação que entra na carteira do fundo realmente existe e está de acordo com os critérios de elegibilidade definidos em regulamento”, avalia a executiva.

Regras de elegibilidade automatizadas filtram operações antes da aquisição

Um fundo estruturado para financiar carteiras de crédito digital costuma operar com critérios de elegibilidade automatizados, que filtram, antes mesmo da aquisição por parte do fundo, quais operações originadas pela fintech atendem aos parâmetros de risco definidos em regulamento, como faixas de valor, prazo, score de crédito do tomador e histórico de relacionamento com a plataforma. Essa automação reduz a necessidade de intervenção manual na seleção de ativos e permite que o fundo absorva novas operações em ritmo compatível com a velocidade de originação característica das fintechs de crédito digital.

A ID CTVM atua na administração fiduciária e custódia de fundos estruturados que financiam carteiras de crédito de fintechs, o que envolve a validação sistemática de operações originadas digitalmente, o acompanhamento de critérios automatizados de elegibilidade e a conciliação em tempo real dos fluxos de pagamento entre tomadores finais, a fintech originadora e os cotistas do fundo.

Diversificação de modalidades amplia o alcance do crédito digital financiado via mercado de capitais

O funding via FIDCs já se estende hoje a diferentes modalidades de crédito digital, como consignado privado, financiamento ao consumo e capital de giro para pequenos varejistas, cada uma com particularidades próprias de prazo médio, comportamento de inadimplência e perfil de tomador final. Essa diversificação de modalidades amplia o universo de fintechs que encontram, no mercado de capitais brasileiro, uma alternativa viável de funding para sustentar seu crescimento sem depender exclusivamente de linhas de crédito bancário ou de aportes de capital próprio.

Perspectivas para o funding estruturado de fintechs de crédito

Com o setor de crédito digital brasileiro consolidando seu histórico operacional e o mercado de FIDCs seguindo em expansão, a tendência é que a captação via fundos estruturados ganhe espaço ainda maior como fonte de funding para fintechs de crédito nos próximos anos. Para administradores fiduciários, sustentar esse movimento exige capacidade tecnológica de processar grandes volumes de operações originadas digitalmente sem abrir mão do rigor na validação de lastro, condição essencial para preservar a confiança de investidores institucionais nesse tipo de estrutura.

Sobre a ID CTVM

A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$ 50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.

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