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Executivo Marco Juliano Barro explica como a indústria gráfica está reinventando seus modelos de negócio diante da transformação digital
Por PressWorks

Executivo Marco Juliano Barro explica como a indústria gráfica está reinventando seus modelos de negócio diante da transformação digital

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 27 de agosto de 2026

Impressão de alto valor agregado, embalagens, soluções integradas e inovação ampliam as oportunidades de crescimento para empresas do setor

A transformação digital alterou profundamente a indústria gráfica nas últimas décadas. A redução da demanda por produtos impressos tradicionais, impulsionada pela expansão dos meios digitais, obrigou empresas do setor a reverem processos, modelos de negócio e estratégias de crescimento.

Em contrapartida, novas tecnologias abriram espaço para serviços de maior valor agregado, produção personalizada, automação industrial e soluções voltadas à economia circular. De acordo com Marco Juliano Barro, executivo com mais de 30 anos de experiência em empresas nacionais e multinacionais dos setores gráfico, embalagens, entre outros, a história do setor gráfico sempre esteve ligada à inovação.

“A prensa de tipos móveis revolucionou a produção de livros e democratizou o acesso ao conhecimento. Hoje, uma nova revolução ocorre com a digitalização dos processos produtivos, a inteligência artificial, a impressão sob demanda e a integração entre o ambiente físico e o digital”, destacou Marco Juliano Barro.

Segundo o executivo, também especializado em gestão industrial, transformação organizacional e excelência operacional, o desafio deixou de ser apenas produzir impressos com qualidade. “O foco agora está na capacidade de gerar eficiência, reduzir desperdícios e atender mercados que exigem rapidez, personalização e sustentabilidade”, afirmou Marco Juliano Barro.

Da impressão tradicional para soluções de alto valor

Com o avanço das plataformas digitais a circulação de jornais, revistas e outros impressos convencionais foram reduzidos significativamente. Marco Juliano Barro relembra que muitas empresas que permaneceram presas ao modelo tradicional encerraram suas atividades ao longo dos últimos anos.

“Em contrapartida, organizações que investiram em inovação conseguiram diversificar receitas e encontrar novos nichos de mercado. A impressão digital tornou possível produzir pequenas tiragens com alta qualidade e menor custo de preparação, atendendo demandas cada vez mais específicas”, explicou o executivo.

Para o executivo esse cenário também impulsiona novos serviços, como impressão de dados variáveis, personalização em massa, produção sob demanda e integração com plataformas de comércio eletrônico. “Equipamentos mais modernos oferecem maior velocidade, precisão e flexibilidade para trabalhar diferentes substratos”, completou Marco Juliano Barro.

A pandemia acelerou mudanças no setor

A pandemia da Covid-19 representou um dos períodos mais desafiadores para a indústria gráfica brasileira. Em 2020, a produção física do setor registrou retração de 17,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Empresas com baixa capacidade financeira enfrentaram dificuldades para manter suas operações, especialmente no segmento de impressão offset. Ao mesmo tempo, alguns mercados seguiram trajetória diferente”, reforça Marco Juliano Barro.

Marco Juliano Barro aponta que a expansão do comércio eletrônico, dos serviços de delivery e do consumo de produtos essenciais elevou a demanda por embalagens para alimentos, bebidas, medicamentos, higiene e limpeza. “Esse movimento ajudou a reduzir parte dos impactos da crise”, destacou o executivo.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Gráfica ( Abigraf ), o segmento de embalagens representa aproximadamente 49% da produção gráfica nacional, tornando-se um dos principais motores da recuperação do setor. Enquanto isso, o cenário internacional também apontou sinais positivos. Pesquisa realizada pelo World Printers Forum Outlook 2021-22 mostrou que 57% das empresas consultadas registraram crescimento na receita em 2021 na comparação com o ano anterior. O levantamento também indicou intenção de investimentos em modernização, especialmente em equipamentos e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade.

Inteligência artificial amplia eficiência operacional

Marco Juliano Barro afirma que incorporação da inteligência artificial representa uma das mudanças mais relevantes da atual fase da indústria gráfica. “Sistemas inteligentes já auxiliam na revisão automática de arquivos, identificação de falhas, recomendações de materiais, otimização de layouts e programação da produção”.

De acordo com o executivo, essas ferramentas reduzem retrabalho, diminuem perdas de matéria-prima e aumentam a padronização dos processos industriais. A automação também melhora o controle da produção, permitindo decisões mais rápidas e baseadas em dados.

“Ao lado da IA, tecnologias como impressão híbrida, integração de softwares de gestão, análise de dados em tempo real e equipamentos automatizados fortalecem a competitividade das empresas e elevam os padrões de qualidade”, destaca Marco Juliano Barro.

Sustentabilidade passa a integrar a estratégia industrial

Além da digitalização, a sustentabilidade tornou-se um dos principais direcionadores dos investimentos da indústria gráfica. “Empresas buscam reduzir impactos ambientais por meio da utilização de papéis recicláveis, tintas biodegradáveis, adesivos ecológicos e processos que diminuam o consumo de energia e de insumo”, explicou Marco Juliano Barro.



Para Marco Juliano Barro, o futuro da indústria gráfica será definido pela capacidade das empresas de transformar inovação em vantagem competitiva. “Organizações que investem em tecnologia, eficiência operacional, desenvolvimento de novos serviços e sustentabilidade tendem a ocupar posições mais sólidas em um mercado que continua em constante evolução”, concluiu.

Sobre Marco Juliano Barro

Marco Juliano Barro é executivo especializado em gestão industrial, excelência operacional e transformação organizacional, com mais de 30 anos de experiência em empresas nacionais e multinacionais. Atuou como CEO e COO em operações no Brasil e no México, liderando processos de turnaround, desenvolvimento de negócios e gestão de operações industriais de alta complexidade na América Latina.

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