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Fim do “quantos seguidores você tem”: confiança vira a nova moeda da  creator economy
Na creator economy, confiança e conexão ganham mais valor que o número de seguidores. Foto: Divulgação / Grupo Goold

Fim do “quantos seguidores você tem”: confiança vira a nova moeda da creator economy

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 25 de agosto de 2026

Com a projeção de movimentar US$ 33,5 bilhões até 2034, setor muda métrica para gerar resultados reais e mais expressivos.

Segundo maior mercado de creator economy do mundo, o Brasil passa por um processo de amadurecimento, com mudanças significativas e, claro, oportunidades para aqueles que entenderem o “novo jogo”. Considerado por anos o principal ativo de um influenciador digital, o tamanho da audiência deixou de ser o fator decisivo. Hoje, os resultados reais estão mais relacionados com a capacidade de gerar confiança.

Alguns números do setor retratam este cenário. Relatório da Schwarzwald Capital identificou cerca de 110 milhões de produtores de conteúdo no Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos, com 140 milhões. Por sua vez, levantamento da FGV Comunicação Rio em conjunto com a Hotmart registrou alta de 30% em um período de 12 meses na quantidade de empregos diretos e indiretos gerados pelo segmento no país.

Até 2034, a estimativa é que a creator economy movimente cerca de US$ 33,5 bilhões no Brasil, conforme relatório da Noodle. Mas, apesar das cifras expressivas, relatório da Manychat mostrou que 51% dos creators consideraram desistir da atividade no último ano, com apenas um em cada 10 alegando faturar acima de R$ 10 mil por mês com a produção de conteúdo.

Este paradoxo expõe a profissionalização do mercado. Com a saturação provocada pelo excesso de conteúdo raso, a conexão real com o público se transformou na verdadeira moeda da creator economy.

“A influência deixou de ser medida pelo tamanho da audiência e passou a ser medida pela capacidade de gerar confiança”. A afirmação é de Anderson Morais, CEO do Grupo Goold, empresa que construiu o maior clube de influenciadoras do Brasil, com mais de 30 mil parceiras ativas.

Segundo o executivo, a creator economy se tornou um modelo de negócio consolidado, com a influência assumindo um papel mais estratégico dentro da jornada de compra. “Hoje, as pessoas não compram porque alguém apareceu fazendo publicidade. Elas compram porque confiam na opinião de quem acompanha todos os dias”.

Confiança como pilar da creator economy

Essa transformação do marketing de influência recebe a chancela dos números. Com 26,55% das menções, autenticidade e humanização foram as principais referências destacadas por mais de 100 profissionais da creator economy entrevistados na pesquisa da MField com as tendências do setor para 2026, identificando a maior preferência por conteúdos espontâneos e verdadeiros.

O cansaço da audiência provocado pelo excesso de conteúdo genérico levou marcas e criadores a repensarem a relação com o público, o que motivou uma transformação no segmento e, claro, a análise de métricas diferentes.

Consequentemente, a quantidade de seguidores deixou de ser o principal fator para a conquista de resultados e a geração de renda. Segundo Morais, a diferença hoje está na construção e manutenção de uma comunidade engajada, na comunicação consistente e na credibilidade. “Já vimos muitas criadoras com audiências menores entregando muito mais resultado do que perfis gigantes. Hoje, a conexão vale mais do que o alcance”, diz.

Para o CEO do Grupo Goold, a virada do segmento aconteceu quando as empresas deixaram de tratar os criadores de conteúdo como mídia e passaram a enxergá-los como canais de negócios. “Quando começaram a medir vendas, retenção, aquisição de clientes e construção de marca, ficou claro que influência gera resultado real. A partir daí, a relação ficou mais profissional dos dois lados”, diz.

Programa de afiliados ganha força

Nesse contexto, os programas de afiliados ganharam tração, diferenciando-se dos modelos tradicionais. Para entender melhor o que isso significa, é necessário conhecer as particularidades de cada formato.

Nas campanhas publicitárias pontuais, o profissional é contratado para divulgar um produto por um período determinado em contrato. Por sua vez, a afiliação cria um vínculo de longo prazo. “A divulgação pontual acaba junto com a campanha. Já o afiliado constrói um negócio ao longo do tempo”, explica Morais.

Em linhas gerais, no programa de afiliados, a criadora recebe um link ou cupom exclusivo, indica o produto à sua comunidade e ganha comissão sobre as vendas que gera. A receita se torna recorrente, e a recomendação, parte da rotina de conteúdo.

Com o tempo, o formato permite à criadora entender cada vez mais o comportamento da audiência, aprendendo quais conteúdos funcionam melhor e, claro, transformando recomendações em uma fonte previsível de receita.

“É um modelo simples e muito inteligente, onde todo mundo ganha. A marca cresce, a criadora monetiza a influência de forma recorrente e o consumidor compra com muito mais segurança porque a indicação veio de alguém em quem confia”.

Segundo o CEO do Grupo Goold, outro diferencial de um programa de afiliados é beneficiar especialmente as micro e nano influenciadoras — perfis com comunidades menores, mas com altas taxas de engajamento. “Quanto menor a distância entre criadora e comunidade, maior costuma ser a confiança. E confiança converte. O mercado finalmente percebeu que influência não é uma disputa por números. É sobre a qualidade da relação construída com a audiência”.

Dica para as influenciadoras

Com uma base formada por mais de 30 mil parceiras ativas em todo o país, o CEO do Grupo Goold afirma que é possível e viável iniciar no mercado de creator economy como afiliada e transformar o projeto em uma fonte relevante de renda. Para exemplificar, Morais apresenta o grupo conhecido como “primeiras vingadoras”, formado por influenciadoras que acreditaram na marca desde o início.

Segundo o executivo, algumas destas parceiras já sacaram R$ 1 milhão, R$ 2 milhões, R$ 5 milhões e até R$ 10 milhões dentro da plataforma. “Muitas transformaram completamente suas vidas: tornaram-se milionárias, compraram casas, carros, fizeram viagens internacionais e puderam ajudar suas famílias.

O executivo explica que esses não são casos isolados. “Temos milhares de histórias de pessoas que se dedicaram ao projeto, deixaram outros trabalhos e passaram a viver desse propósito, construindo uma nova realidade”. Mas, para aquelas que desejam trilhar esse caminho, Morais faz um alerta. “Autenticidade deixou de ser diferencial faz tempo. Hoje ela é o básico”.

Portanto, a dica é entender que a confiança é o principal ativo para a construção de uma trajetória de sucesso na creator economy. “As pessoas se conectam com pessoas reais, com opiniões verdadeiras e experiências genuínas. Quanto mais natural é essa comunicação, maior a confiança”, finaliza o CEO do Grupo Goold.

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