Saúde óssea: cuidados que ajudam a preservar a autonomia na terceira idade – Yuri Silva Portela
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 24 de agosto de 2026
Uma fratura no quadril raramente se inicia no momento da queda propriamente dita. Ela começa anos antes, quando o osso começa a perder densidade silenciosamente, sem sintomas que avisem, até que um tropeço qualquer resulte em uma lesão grave e, muitas vezes, no início de uma dependência que não se reverte por completo. Como descreve o Dr. Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, essa trajetória silenciosa é o que torna a saúde óssea um tema frequentemente adiado, até que não haja mais tempo para agir com folga.
Preservar a mobilidade na terceira idade depende de etapas concretas, que vão desde a avaliação da densidade óssea até a realização de ajustes no ambiente em que a pessoa vive. Acompanhe a seguir cada uma dessas etapas e entenda por que agir antes da primeira fratura pode mudar completamente o prognóstico de quem depende da própria estrutura óssea para manter a independência.
Fatores de risco e avaliação óssea precoce
A densidade óssea diminui naturalmente com o envelhecimento, processo que se acelera particularmente em mulheres após a menopausa, quando a queda nos níveis de estrogênio interfere diretamente na renovação do tecido ósseo. Além disso, o sedentarismo, a baixa ingestão de cálcio ao longo da vida e o uso prolongado de certos medicamentos, como os corticoides, também contribuem para esse enfraquecimento progressivo.
O problema é que essa perda de densidade não causa dor nem apresenta sintomas antes de se manifestar de forma grave. Muitas pessoas só descobrem que têm osteoporose após uma fratura que, em condições normais, não deveria ter acontecido com um impacto tão pequeno quanto o de um tropeço em casa.
Exames de densitometria óssea, recomendados periodicamente a partir de certa idade, permitem identificar a perda antes que ela resulte em fratura. Pacientes com histórico familiar de fraturas, uso prolongado de corticoides e baixo peso corporal apresentam maior risco para esse tipo de avaliação, um ponto que o Doutor Yuri Silva Portela destaca frequentemente para pacientes que ainda não apresentam sintomas, enfatizando a importância da investigação mesmo antes da idade em que o exame é geralmente indicado para toda a população.
Exercícios de impacto controlado, como caminhada e subida de escadas, fortalecem os ossos
O cálcio, obtido principalmente pela alimentação, e a vitamina D, essencial para sua absorção, formam a base nutricional de qualquer estratégia de saúde óssea. A exposição solar moderada, combinada com uma alimentação equilibrada, geralmente é suficiente para manter níveis adequados de vitamina D, evitando a necessidade de suplementação.
Exercícios de impacto controlado, como caminhada rápida, subida de escadas ou treinamento de resistência com pesos, estimulam diretamente a formação óssea. A natação e outras atividades sem impacto fortalecem o corpo de maneira geral, mas não produzem o mesmo estímulo específico sobre o osso. Por isso, Yuri Silva Portela salienta que não substituem completamente o treinamento de força dentro dessa estratégia.
Exercícios de equilíbrio são fundamentais para a prevenção de fraturas em idosos
No entanto, fortalecer o osso perde parte do sentido se o ambiente ao redor continuar favorecendo quedas. Para completar essa estratégia, é preciso adaptar a casa com iluminação adequada e remover tapetes soltos, trabalhar o equilíbrio com exercícios específicos e revisar medicamentos que causem tontura, fechando o ciclo que começa no osso e termina no ambiente em que a pessoa vive.
Nenhuma dessas frentes funciona plenamente de forma isolada. Conforme elucida Dr. Yuri Silva Portela, um osso mais resistente sem um ambiente seguro ainda deixa a pessoa vulnerável, assim como um ambiente adaptado não compensa uma fragilidade óssea não identificada.
A saúde óssea na terceira idade depende dessa combinação entre avaliação precoce, nutrição adequada, exercício direcionado e ambiente seguro, que, juntos, reduzem a chance de uma queda simples se transformar em uma fratura capaz de mudar definitivamente a rotina de quem vivia com total independência.
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