Open Finance e Portal do Desenvolvedor aproximam fintechs do mercado de capitais, destaca a ID CTVM
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 24 de agosto de 2026
Fase do Open Finance dedicada a investimentos já soma mais de 1,8 bilhão de chamadas mensais, mas fundos estruturados ainda representam parcela pequena dos dados compartilhados, abrindo espaço para expansão via integração de APIs
O Open Finance brasileiro, sistema regulado pelo Banco Central que permite ao cliente autorizar o compartilhamento seguro de seus dados financeiros entre diferentes instituições, atingiu a marca de 154 milhões de consentimentos ativos em fevereiro de 2026, reunindo mais de 100 milhões de clientes e contas conectadas ao ecossistema. Dentro desse universo, a camada específica voltada a investimentos, conhecida como Open Investment e implementada como parte da quarta fase do sistema em setembro de 2023, registrou 1,81 bilhão de chamadas em dezembro de 2024, equivalente a 17% de todo o volume de chamadas do Open Finance naquele mês, um salto de mais de 6.000% em relação ao mesmo indicador de outubro do ano anterior.
Apesar do crescimento acelerado, a distribuição desses dados ainda é concentrada: renda fixa bancária responde por 76% das chamadas relacionadas a investimentos, enquanto renda variável soma 13% e fundos de investimento representam uma fatia proporcionalmente menor do total compartilhado. Esse desequilíbrio aponta para uma oportunidade relevante de expansão, à medida que administradores fiduciários e gestoras de fundos estruturados avancem na integração de suas plataformas aos padrões abertos de compartilhamento de dados que já se tornaram rotina para produtos bancários tradicionais.
Padronização de dados facilita a comparação entre produtos financeiros
O modelo de Open Finance se baseia em padrões técnicos comuns de interface de programação de aplicações, as chamadas APIs, que permitem que diferentes instituições financeiras e fintechs consultem informações de forma padronizada, mediante autorização explícita do cliente. Para fundos de investimento, essa padronização representa a possibilidade de que plataformas de consultoria, corretoras e aplicativos de gestão financeira pessoal consigam consolidar automaticamente, em um único ambiente, informações sobre a posição de um investidor em diferentes fundos administrados por instituições distintas, sem depender de processos manuais de importação de extratos.
Para Lidiane dos Santos, diretora da ID CTVM, a integração ao Open Finance é uma extensão natural da estratégia de ecossistema de portais já adotada pela companhia:
“Desde que estruturamos nosso Portal do Desenvolvedor, o objetivo sempre foi permitir que sistemas de terceiros, sejam fintechs, gestoras ou plataformas de consultoria, conseguissem se conectar à nossa infraestrutura de forma padronizada, sem precisar desenvolver integrações específicas para cada parceiro. O Open Finance amplia essa lógica para todo o mercado, criando um padrão único que reduz a barreira técnica para que fundos estruturados sejam incorporados a plataformas de terceiros, o que tende a ampliar significativamente a visibilidade desses produtos para novos públicos de investidores”.
O Portal do Desenvolvedor da ID CTVM disponibiliza recursos e documentação técnica para que empresas de tecnologia integrem seus sistemas próprios aos serviços oferecidos pela companhia, permitindo que fintechs e plataformas de investimento ofereçam a seus usuários acesso a informações sobre fundos estruturados administrados pela ID CTVM de forma automatizada.
Segurança da informação como pré-condição para o compartilhamento de dados
A expansão do compartilhamento de dados financeiros por meio de APIs abertas eleva a exigência sobre os protocolos de segurança da informação adotados por cada instituição participante do ecossistema. O modelo de Open Finance exige autenticação robusta, criptografia de dados em trânsito e mecanismos claros de revogação de consentimento por parte do cliente, elementos que precisam estar plenamente integrados à infraestrutura tecnológica de qualquer administrador fiduciário que deseje participar ativamente desse ambiente.
Essa exigência de segurança reforça a importância de que a adesão ao Open Finance por parte de administradores de fundos estruturados seja acompanhada de investimentos consistentes em governança de dados, de forma que a maior interoperabilidade entre sistemas não venha acompanhada de riscos adicionais à proteção das informações dos investidores.
Fundos estruturados como próxima fronteira de expansão
Com o Open Finance já consolidado como padrão para produtos bancários tradicionais e a fase de investimentos ganhando tração acelerada, a expectativa do mercado é que fundos estruturados, incluindo FIDCs, Notas Comerciais e demais instrumentos de crédito privado, ampliem gradualmente sua presença dentro desse ecossistema de dados abertos. Para administradores fiduciários que já operam plataformas de integração via API, essa transição representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade de seus produtos junto a um número crescente de plataformas de terceiros, sem depender exclusivamente de canais tradicionais de distribuição para alcançar novos investidores.
Consentimento do investidor permanece no centro do modelo
Um dos princípios centrais que sustentam todo o ecossistema de Open Finance é a exigência de consentimento explícito e revogável por parte do investidor para cada compartilhamento de dado realizado entre instituições. Esse desenho coloca o próprio cliente no controle sobre quais informações deseja compartilhar e com quais finalidades, em contraposição a modelos anteriores nos quais a troca de dados entre instituições dependia de acordos bilaterais pouco transparentes ao usuário final.
Para administradores fiduciários de fundos estruturados, essa lógica reforça a necessidade de interfaces claras de gestão de consentimento, de modo que investidores compreendam exatamente quais dados sobre sua posição em FIDCs, Notas Comerciais ou demais estruturas de crédito privado estão sendo compartilhados, com quais plataformas e por quanto tempo, elemento que se soma às exigências mais amplas de governança de dados já discutidas no âmbito da segurança da informação aplicada à infraestrutura fiduciária digital.
Sobre a ID CTVM
A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.
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