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Casas que dialogam com o clima gastam menos energia, mostra experiência de Daugliesi Giacomasi Souza
Por SAFTEC DIGITAL

Casas que dialogam com o clima gastam menos energia, mostra experiência de Daugliesi Giacomasi Souza

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 10 de agosto de 2026

A arquiteta explica como decisões tomadas ainda na fase de projeto reduzem a dependência de climatização e iluminação artificial.

Uma construção nunca existe completamente isolada. Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, considera que compreender o entorno é uma etapa importante para desenvolver projetos mais coerentes com o espaço em que serão inseridos. O terreno, a orientação solar, a vegetação, o clima, as edificações vizinhas e até os hábitos de quem utiliza determinada região interferem na maneira como um projeto pode ser desenvolvido. Por isso, respeitar o entorno não significa abrir mão da identidade arquitetônica, mas compreender as condições existentes antes de definir formas, materiais e soluções.

O que o entorno revela antes do projeto?

Antes de desenhar uma edificação, observar o local permite identificar características que podem influenciar diretamente o desempenho do imóvel. A incidência de sol, a direção dos ventos, os níveis do terreno, a presença de árvores e as construções próximas são informações capazes de orientar decisões importantes. Essa análise também permite antecipar limitações e oportunidades que dificilmente seriam percebidas apenas a partir de plantas ou referências visuais.

Segundo Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, essa leitura inicial ajuda a evitar escolhas desconectadas das características do espaço. Uma abertura, por exemplo, pode ser valorizada quando considera a iluminação natural e a paisagem disponível, enquanto a implantação da construção pode ser ajustada para aproveitar melhor as condições existentes. Com isso, cada decisão deixa de ser apenas estética e passa a contribuir também para o conforto, a funcionalidade e a integração da edificação com o local.

Como o clima interfere nas escolhas?

Cada região apresenta condições climáticas próprias, e a arquitetura pode responder a elas por meio da orientação da construção, da ventilação, do sombreamento e da escolha de materiais. Em locais quentes, estratégias que favoreçam a circulação de ar e reduzam a incidência direta do sol podem contribuir para o conforto térmico. Em regiões frias, a prioridade pode envolver retenção de calor e proteção contra ventos. Considerar essas características desde o início ajuda a desenvolver espaços mais adequados às condições ambientais de cada local.

De acordo com Daugliesi Giacomasi Souza, essa relação também pode reduzir a dependência de soluções artificiais. O aproveitamento adequado da iluminação e da ventilação naturais, por exemplo, pode diminuir a necessidade de iluminação elétrica e climatização em determinadas situações. Dessa forma, respeitar o entorno também pode significar utilizar de maneira mais eficiente os recursos disponíveis no próprio terreno. Além de favorecer o conforto dos moradores, essas escolhas podem contribuir para um projeto mais eficiente e coerente com as características climáticas da região.

Por que a paisagem deve fazer parte do projeto?

A paisagem não precisa ser tratada apenas como algo que fica do lado de fora da construção. Árvores, jardins, relevo e vistas podem participar da composição arquitetônica e influenciar a experiência de quem ocupa o imóvel. Janelas, varandas e áreas de convivência podem ser posicionadas estrategicamente para estabelecer uma relação mais direta com esses elementos.

A vegetação existente merece atenção especial. Quando árvores podem ser preservadas, elas oferecem sombra e contribuem para a qualidade ambiental do espaço, além de integrarem a construção ao território. Para Daugliesi Giacomasi Souza, considerar esses elementos desde o planejamento favorece uma relação mais coerente entre arquitetura, interiores e paisagem.

A relação entre arquitetura e entorno, portanto, começa muito antes da escolha de revestimentos ou elementos decorativos. Observar o terreno, compreender o clima e valorizar as características naturais do local permite desenvolver projetos mais coerentes com as condições existentes e com a experiência de quem irá ocupá-los. Daugliesi Giacomasi Souza destaca que essa atenção ao contexto contribui para que cada decisão tenha uma função dentro do conjunto, preservando a identidade do projeto sem desconsiderar o espaço que o recebe.

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