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Investimento em nuvem e datacenter virou métrica que o mercado já observa de perto, avalia o diretor de tecnologia Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
Por SAFTEC DIGITAL

Investimento em nuvem e datacenter virou métrica que o mercado já observa de perto, avalia o diretor de tecnologia Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 22 de julho de 2026

Analistas e investidores passaram a olhar para o gasto em infraestrutura de tecnologia como um indicador do apetite real de uma empresa por crescer com inteligência artificial.

Durante anos, o investimento em infraestrutura de tecnologia foi tratado como linha de custo operacional, distante do radar de quem analisa uma empresa de fora. Isso mudou. Em 2026, o volume de capital destinado a data centers e computação em nuvem virou um dos números observados por analistas. Ele ajuda a avaliar se uma companhia está realmente preparada para crescer com inteligência artificial, ou se está apenas acompanhando o discurso do mercado.

Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, diretor de tecnologia, avalia que essa mudança de olhar reflete uma maturidade que faltava até pouco tempo atrás. “Todo mundo fala de inteligência artificial. Poucas empresas de fato investem no que sustenta essa promessa. O gasto em infraestrutura virou um jeito indireto de separar quem só fala do assunto de quem constrói capacidade real”, diz.

Por que o mercado passou a olhar para dentro da operação?

Relatórios de resultado costumavam tratar despesas com tecnologia como um item genérico, sem muito detalhamento. À medida que a inteligência artificial passou a impactar diretamente receita e margem, esse gasto ganhou peso analítico próprio. Investidores começaram a perguntar não só quanto uma empresa investe em tecnologia. Também querem saber onde exatamente esse investimento está concentrado.

Para o diretor de tecnologia, essa granularidade importa porque nem todo gasto em infraestrutura gera o mesmo tipo de retorno. Comprar capacidade computacional sem uma estratégia clara de uso tende a gerar custo fixo elevado sem contrapartida em eficiência ou receita. Já um investimento bem direcionado, alinhado a processos que realmente se beneficiam de automação, aparece de forma mensurável em indicadores operacionais no médio prazo. Essa diferença, cada vez mais, aparece nos números que o mercado analisa de perto.

O risco de concentrar toda a infraestrutura em um único provedor

Um ponto que Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira reforça em conversas com executivos é o risco de concentração. Empresas que dependem inteiramente de um único fornecedor de nuvem ficam expostas a mudanças de preço, política de uso ou disponibilidade. Essas mudanças fogem do controle da própria companhia. Esse tipo de risco, cada vez mais, entra na análise de quem avalia a resiliência operacional de um negócio.

“Uma empresa que concentra toda a infraestrutura crítica em um único provedor está apostando que nada vai mudar nas condições desse contrato pelos próximos anos. É uma aposta arriscada demais para qualquer negócio que dependa de tecnologia para operar”, afirma o diretor de tecnologia. Para ele, diversificar provedores deixou de ser luxo de empresa grande. Virou prática básica de gestão de risco.

O que separa investimento estratégico de gasto inflado?

Nem todo aumento de investimento em infraestrutura de tecnologia significa avanço real. Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira observa que parte do mercado ainda confunde volume de gasto com maturidade tecnológica. Na verdade, o dado mais relevante é a taxa de utilização efetiva dessa capacidade contratada.

Capacidade computacional ociosa, contratada por precaução ou pressão de mercado, custa caro sem gerar retorno proporcional. O diretor de tecnologia recomenda que investidores olhem além do valor total investido. É preciso entender como esse investimento se traduz em produtos, serviços ou eficiência operacional concreta. Esse tipo de análise, mais qualitativa, tende a se tornar padrão nos próximos relatórios de resultado do setor de tecnologia.

Um sinal prático que já aparece nos números

Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira cita um sinal que analistas já monitoram com mais atenção: a proporção entre o investimento em infraestrutura e o crescimento de receita ligada diretamente a produtos com inteligência artificial embutida. Quando essa proporção melhora ao longo dos trimestres, é um indício de que o investimento está bem direcionado. Quando o gasto cresce sem contrapartida clara em receita, o sinal é o oposto.

“Esse tipo de proporção conta uma história mais honesta do que o valor absoluto investido. Duas empresas podem gastar exatamente o mesmo em infraestrutura e ter resultados completamente diferentes. Uma sabe onde aplicar esse investimento. A outra está apenas acompanhando a tendência”, diz o diretor de tecnologia.

O que fica de lição para quem acompanha o mercado?

Para Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, o recado para analistas e investidores é que infraestrutura de tecnologia deixou de ser um detalhe operacional irrelevante para a tese de investimento em uma empresa. Ela virou parte central da história. Tão relevante quanto margem, receita recorrente ou taxa de retenção de clientes.

O diretor de tecnologia acredita que empresas mais transparentes sobre como investem nessa infraestrutura, e não apenas sobre quanto investem, tendem a ganhar mais confiança do mercado ao longo dos próximos ciclos de resultado.

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