O mercado brasileiro de games cresceu 8% em um ano e já supera R$ 12 bilhões, e Richard Lucas da Silva Miranda vê espaço para acelerar ainda mais
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 21 de julho de 2026
Levantamentos do setor mostram o Brasil como maior mercado consumidor de games da América Latina, mas ainda distante de ocupar posição equivalente como produtor de conteúdo com alcance internacional.
Doze bilhões e setecentos milhões de reais. Foi esse o volume movimentado pelo mercado brasileiro de games em 2025, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, segundo estimativas do setor. O número consolida o país como o maior mercado consumidor de games da América Latina, posição que o Brasil ocupa desde 2021, em um momento em que a indústria global de jogos segue em trajetória de expansão constante.
“O Brasil já resolveu a parte de consumo. Temos um dos maiores públicos gamers do mundo, gastando cada vez mais em jogos e conteúdo digital. O que ainda falta resolver é o outro lado dessa equação, que é produzir mais conteúdo brasileiro com alcance internacional”, diz Richard Lucas da Silva Miranda, fundador da LT Studios, publisher brasileira de jogos digitais.
Consumo forte, produção ainda em construção
O contraste entre a força do Brasil como mercado consumidor e sua posição ainda modesta como produtor internacional de jogos chama a atenção de quem acompanha a indústria de perto. O país reúne mais de mil estúdios ativos, a maioria operando em escala pequena, enquanto o volume de consumo interno de games segue crescendo ano após ano.
Richard Lucas da Silva Miranda observa que esse descompasso entre consumo e produção não é exclusividade brasileira, mas tende a se estreitar à medida que estúdios nacionais amadurecem tecnicamente e conseguem competir por atenção em plataformas de distribuição internacionais.
Onde o crescimento global está concentrado
Dados recentes da indústria mostram que o segmento de PC apresentou um dos maiores ritmos de crescimento entre as plataformas de jogos em todo o mundo, superando dez por cento em um único ano, mesmo em um mercado já considerado maduro. Parte relevante desse crescimento veio de produções independentes, sem vínculo com franquias estabelecidas.
Para o fundador da LT Studios, esse dado específico interessa diretamente a estúdios brasileiros que competem fora do circuito de grandes franquias internacionais. “Jogo independente sem marca conhecida já está entre os mais jogados do mundo. Isso mostra que qualidade de execução consegue competir com orçamento de marketing de estúdio grande, pelo menos em parte”, afirma.
O papel de eventos presenciais no amadurecimento do setor
Encontros do setor de games realizados no Brasil vêm registrando crescimento expressivo de público a cada edição, reunindo publishers, estúdios independentes e investidores em volume crescente de reuniões de negócio.
Richard Lucas da Silva Miranda participa desse ecossistema também através do papel de publisher da LT Studios, que atua conectando projetos de outros estúdios brasileiros a oportunidades de distribuição e posicionamento de mercado.
O que o crescimento recente sinaliza para o setor?
O ritmo de expansão do mercado brasileiro de games nos últimos anos indica que o país segue consolidando espaço tanto como consumidor quanto, aos poucos, como produtor relevante de conteúdo. Richard Lucas da Silva Miranda acredita que o próximo capítulo de crescimento do setor depende menos de aumentar ainda mais o consumo interno, já em patamar elevado, e mais de qualificar a produção nacional para competir de fato em mercados internacionais.
Esse movimento, para ele, exige investimento contínuo em capacidade técnica e em estrutura de distribuição, área em que publishers brasileiras como a LT Studios vêm buscando ocupar espaço relevante nos próximos anos.
“O consumo já mostrou que o brasileiro gosta de jogar e gasta com isso. Agora é hora de mostrar que o brasileiro também sabe produzir jogo bom o suficiente para o mundo inteiro querer jogar”, resume Richard Lucas da Silva Miranda.
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