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Rodrigo Balassiano, da ID CTVM: o que faz um FIDC ser bem estruturado em um mercado cada vez mais sofisticado
Por SAFTEC DIGITAL

Rodrigo Balassiano, da ID CTVM: o que faz um FIDC ser bem estruturado em um mercado cada vez mais sofisticado

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 14 de julho de 2026

Governança, qualidade dos recebíveis, monitoramento das carteiras e alinhamento entre os participantes da operação passaram a ser fatores decisivos para o desenvolvimento dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios.

O crescimento dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) transformou essa modalidade em uma das principais estruturas do crédito privado brasileiro. Com o aumento das emissões e a entrada de novos participantes no mercado, a atenção deixou de estar concentrada apenas no volume captado e passou a incluir aspectos como governança, qualidade dos ativos e eficiência operacional.

A evolução acompanha o amadurecimento do mercado de capitais. Se em um primeiro momento a expansão dos FIDCs foi impulsionada pela necessidade de criar alternativas ao crédito bancário, o atual estágio da indústria exige estruturas capazes de oferecer segurança jurídica, transparência e processos consistentes ao longo de toda a vida do fundo.

Nesse contexto, especialistas apontam que a qualidade da estrutura passou a ser um dos principais fatores para o sucesso das operações.

Segundo Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, o mercado evoluiu significativamente nos últimos anos e elevou o nível de exigência de todos os participantes.

“O crescimento da indústria trouxe mais oportunidades, mas também aumentou a responsabilidade de quem estrutura e administra essas operações. Hoje, um FIDC precisa combinar qualidade dos ativos, governança, controles eficientes e uma estrutura operacional capaz de acompanhar toda a evolução da carteira.”

A qualidade dos recebíveis tornou-se um diferencial

Embora os recebíveis continuem sendo a base dos FIDCs, a análise dos ativos passou a considerar critérios muito mais amplos do que simplesmente o volume financeiro das operações.

Aspectos como capacidade de pagamento dos devedores, histórico da carteira, critérios de originação, pulverização dos créditos e mecanismos de mitigação de risco ganharam relevância à medida que investidores passaram a adotar análises mais criteriosas antes de alocar recursos.

Esse movimento acompanha a evolução do próprio mercado de crédito privado, que passou a privilegiar estruturas mais robustas e operações com maior previsibilidade.

“Recebíveis de qualidade continuam sendo o principal ativo de um FIDC, mas hoje o mercado também observa como esses créditos são originados, monitorados e administrados ao longo do tempo. A confiança do investidor está diretamente ligada à qualidade de toda a estrutura da operação”, afirma Balassiano.

Governança fortalece a confiança do mercado

Outro aspecto que ganhou protagonismo foi a governança. A interação entre originadores, gestores, administradores fiduciários, custodiante e demais participantes tornou-se ainda mais relevante em um ambiente regulatório mais sofisticado.

A modernização promovida pela Resolução CVM 175 reforçou esse cenário ao consolidar novas responsabilidades para os participantes da indústria de fundos e ampliar a necessidade de processos estruturados, transparência e acompanhamento permanente das operações.

Além do cumprimento das obrigações regulatórias, a governança passou a representar um diferencial competitivo para fundos que buscam atrair investidores em um mercado cada vez mais seletivo.

Tecnologia amplia eficiência operacional

A evolução dos FIDCs também impulsionou investimentos em tecnologia. Automação de processos, integração entre plataformas, monitoramento eletrônico das carteiras e digitalização das rotinas operacionais passaram a fazer parte da infraestrutura necessária para acompanhar o crescimento do setor.

Para instituições responsáveis pela administração fiduciária e demais serviços especializados, a tecnologia deixou de representar apenas um ganho de produtividade para se tornar um elemento estratégico na redução de riscos e no aumento da eficiência operacional.

“O futuro dos FIDCs passa por estruturas cada vez mais integradas. Governança, tecnologia e acompanhamento permanente das operações caminham juntos para oferecer mais segurança aos investidores e criar um ambiente preparado para sustentar o crescimento da indústria”, conclui Rodrigo Balassiano.

Com o amadurecimento do mercado de capitais brasileiro, a tendência é que os FIDCs continuem ampliando sua participação no crédito privado. Nesse novo ciclo, a qualidade das estruturas, a transparência das operações e a capacidade de adaptação às novas demandas regulatórias tendem a se consolidar como os principais diferenciais para empresas, gestores e investidores.

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